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Aldactone
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Aldactone

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Princípio ativo: Espironolactona
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Aldactone é um diurético poupador de potássio com espironolactona. É usado em adultos com edema e em algumas formas de hipertensão e insuficiência cardíaca. Bloqueia a ação da aldosterona, ajudando a eliminar sódio e água sem aumentar a perda de potássio.

O que é isto?

Aldactone é um diurético poupador de potássio cujo princípio ativo é a espironolactona. Bloqueia o recetor mineralocorticoide, reduzindo o efeito da aldosterona no rim, o que aumenta a eliminação de sódio e água e diminui a excreção de potássio.

É usado no tratamento da hipertensão (frequentemente em combinação com outros fármacos), de estados de retenção de líquidos com edema e em condições associadas a excesso de aldosterona. O efeito diurético tende a ser progressivo, podendo tornar-se mais evidente após alguns dias de tratamento.

Composição

Substância ativa: espironolactona. Excipientes variam conforme o fabricante e a dosagem do comprimido; podem incluir diluentes, aglutinantes e agentes de revestimento. Contém componentes não ativos necessários para estabilidade, compressão e absorção oral.

Como tomar?

Aldactone é um diurético poupador de potássio em comprimidos para uso oral. A dose é definida pelo médico conforme a indicação (hipertensão, edema, insuficiência cardíaca, hiperaldosteronismo), idade, função renal e potássio sérico.

Em muitas situações clínicas usam-se doses diárias na faixa de 25–100 mg, podendo ser ajustadas, sob supervisão médica, até 200 mg/dia em casos selecionados. A toma pode ser feita 1–2 vezes por dia e, para algumas pessoas, é melhor após as refeições para reduzir náuseas ou desconforto gástrico.

Dica prática: quando há duas tomas no dia, é comum ajustar o horário para fazer a maior parte da dose mais cedo, para reduzir a necessidade de urinar durante a noite. Essa alteração deve ser confirmada pelo médico.

O ponto-chave do uso seguro é a monitorização do potássio e da função renal (por exemplo, creatinina), especialmente no início e após ajustes de dose. Evite iniciar por conta própria suplementos de potássio ou substitutos de sal com potássio. O álcool pode acentuar tonturas em alguns doentes.

Dica prática: em episódios de vómitos/diarreia com risco de desidratação, contacte o médico para reavaliar temporariamente diuréticos, pois pode aumentar o risco de hipotensão e alteração da função renal.

Como funciona?

  • Via de administração: oral (engolir os comprimidos com água).
  • Dose inicial habitual em adultos (hipertensão/edema): 25–50 mg 1 vez por dia.
  • Ajuste de dose: pode aumentar para 50–100 mg/dia; em casos selecionados pode ir até 200 mg/dia, conforme prescrição.
  • Frequência: 1 vez por dia ou dividido em 2 tomas/dia quando necessário.
  • Horário: preferencialmente de manhã; se dividido em 2 tomas, manhã e início da tarde para reduzir nictúria.
  • Com ou sem alimentos: pode ser tomado após as refeições se houver náuseas/desconforto gástrico.
  • Duração do tratamento: uso contínuo enquanto indicado; reavaliar periodicamente com o médico.
  • Monitorização associada ao tratamento: controlar potássio e creatinina no início e após mudanças de dose, conforme orientação clínica.

Indicações

  • Insuficiência cardíaca congestiva: ajuda a reduzir retenção de líquidos e a contrariar efeitos de aldosterona elevada, muitas vezes em associação com outros fármacos para insuficiência cardíaca.
  • Hipertensão: pode ser adicionado quando a tensão arterial se mantém alta apesar de outras classes, ou quando há suspeita de componente de aldosterona.
  • Edema por cirrose hepática: útil quando há ascite/edema por alterações hormonais e hemodinâmicas associadas à doença hepática.
  • Edema na síndrome nefrótica: pode ajudar a controlar edema quando o rim perde proteína e altera o equilíbrio de líquidos.
  • Hiperaldosteronismo primário (aldosteronismo primário): pode ser usado no controlo clínico do excesso de aldosterona, inclusive no período de preparação para abordagem definitiva quando indicada.

A lógica é a mesma em todas: Aldactone reduz sódio e água, e retém potássio, o que muda o equilíbrio eletrolítico de forma diferente de outros diuréticos.

Comparação

Existem genéricos de Espironolactona com o mesmo princípio ativo e o mesmo objetivo terapêutico. A diferença é administrativa e comercial; clinicamente, o foco é a equivalência e a tolerabilidade individual.

Como alternativa terapêutica, a eplerenona é outro antagonista do recetor da aldosterona, mais seletivo. Em termos práticos, tende a causar menos efeitos endócrinos (como ginecomastia), mas continua a exigir atenção ao potássio e à função renal.

Opção Ideia central O que costuma pesar na escolha
Espironolactona (Aldactone) Bloqueia aldosterona e poupa potássio Efeito no edema/IC, custo-benefício clínico, risco de ginecomastia/alterações menstruais

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à espironolactona ou a componentes do medicamento.
  • Doença de Addison (insuficiência adrenal).
  • Hipercalemia conhecida.
  • Uso concomitante de outros diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio.
  • Insuficiência renal grave, anúria, ou compromisso importante da função renal; também requer grande cautela em disfunção hepática grave.
  • Gravidez e amamentação, devido a potenciais efeitos no feto/bebé.

Não recomendado para

Aldactone é um diurético poupador de potássio e não deve ser usado sem orientação médica se já lhe disseram que tem potássio elevado, se existe insuficiência renal moderada a grave, anúria ou dificuldade significativa em urinar.

Requer avaliação médica antes de iniciar se usa suplementos de potássio, substitutos de sal com potássio ou outros medicamentos que possam aumentar o potássio. Não use se tem doença de Addison ou alergia à espironolactona ou a qualquer componente do medicamento.

Na gravidez e amamentação, o uso deve ser decidido pelo médico após avaliação do benefício e do risco.

Efeitos secundários

Efeitos adversos aparecem, na maioria das vezes, por duas vias: alterações hormonais e alterações de eletrólitos. Também existem efeitos gastrointestinais e sintomas neurológicos leves.

Efeitos secundários mais frequentes

  • Náusea, diarreia e desconforto abdominal: mais provável no início ou com toma em jejum.
  • Tontura e sonolência: podem surgir por redução de pressão arterial, desidratação relativa ou mudanças eletrolíticas.
  • Dores de cabeça e sensação de “cabeça leve”.
  • Boca seca: costuma acompanhar diurese aumentada e menor ingestão hídrica.
  • Erupções cutâneas e outras reações alérgicas (menos comuns).

Efeitos que exigem atenção rápida

  • Hipercalemia (potássio alto): pode dar fraqueza, formigueiro, náuseas, e pode causar alterações de batimentos cardíacos.
  • Hipotensão e desidratação: mais provável se houver vómitos/diarreia, ou se Aldactone for combinado com outros diuréticos sem ajuste.
  • Ginecomastia: Aldactone pode causar aumento das mamas em homens; tende a regredir após suspensão ou mudança terapêutica.
Dica prática: uma queixa que chega muito ao balcão é “cãibras e palpitações”. Em quem usa espironolactona, isso pode ser tanto potássio alto como baixo por outros diuréticos associados; análises orientam o que corrigir, não a adivinhação.

Erros comuns

Estes são os padrões que mais vejo a atrapalhar resultados e tolerância:

  1. Trocar o horário todos os dias: alternar manhã/noite aumenta idas à casa de banho em horas imprevisíveis e piora adesão.
  2. Juntar sal “light” rico em potássio: muita gente muda o sal por causa da tensão arterial e não percebe que algumas versões têm potássio.
  3. Suspender quando o edema melhora: o inchaço baixa primeiro; a causa de base pode continuar ativa, e o retorno é frequente.
  4. Tomar AINEs vários dias seguidos sem informar o médico: ibuprofeno e semelhantes podem alterar rim e pressão, e a combinação fica instável.
  5. Assumir que palpitações são ansiedade: em uso de diuréticos poupadores de potássio, palpitações merecem avaliação de potássio e ritmo.

Opiniões médicas

Na prática médica, espera-se um efeito gradual, com melhoria do edema e controlo da pressão ao longo de dias a semanas, não necessariamente nas primeiras tomas. A adesão ao esquema e a vigilância de análises (potássio e função renal) são determinantes para segurança, sobretudo em pessoas com doença renal ou em idosos. Deve contactar o médico se houver fraqueza marcada, palpitações, tonturas persistentes, diminuição importante da urina, diarreia/vómitos prolongados ou sinais compatíveis com potássio elevado.

Perguntas frequentes

O efeito diurético de Aldactone costuma ser gradual e pode surgir em 2–5 dias, com algum efeito residual por 2–3 dias após parar. Na pressão arterial, é comum o benefício ser mais lento, por vezes a partir de 2–3 semanas. A explicação é farmacológica: o bloqueio do recetor de aldosterona mexe com proteínas de transporte renal e isso leva tempo. Referência: EMA, SmPC de espironolactona (2023) [4].

Não, Aldactone é um diurético poupador de potássio, por isso tende a reter potássio. Essa é uma vantagem em quem teve hipocalemia com outros diuréticos. O lado menos bom é o risco de hipercalemia, sobretudo se a função renal estiver reduzida ou se existir associação com IECAs/ARAs e suplementos de potássio. Referência: WHO, Drug information (2024) [5].

Pode, mas muita gente não gosta por aumentar idas à casa de banho durante a madrugada, mesmo sendo um diurético moderado. Em esquemas de duas tomas, é comum repartir para reduzir picos de diurese e evitar interrupção do sono. O horário também pode ser ajustado para minimizar tonturas ao levantar, quando a pressão arterial baixa mais. Referência: Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), informação pública sobre espironolactona (2024).

Se se lembrar no próprio dia, muitas vezes ainda faz sentido tomar a dose e retomar o horário habitual no dia seguinte. Se já estiver perto da toma seguinte, costuma ser preferível não duplicar, porque duplicação aumenta risco de hipotensão e alterações eletrolíticas. Em insuficiência cardíaca e doença renal, a tolerância a “dobrar” é menor. Referência: EMA, SmPC de espironolactona (2023).

Sim. A espironolactona tem atividade antiandrogénica e pode interferir com recetores hormonais, por isso pode causar ginecomastia em homens e irregularidades menstruais em mulheres. Para algumas pessoas é reversível após ajuste ou suspensão, mas a decisão terapêutica deve ter em conta a indicação e alternativas como eplerenona. Referência: WHO, Drug information (2024).

As mais importantes são potássio sérico e função renal (ex.: creatinina/eGFR), porque o risco principal é hipercalemia e agravamento renal em pessoas vulneráveis. O médico também pode vigiar sódio e, em alguns casos, parâmetros ligados à insuficiência cardíaca e ao estado de hidratação. Esta monitorização é mais apertada no início e após mudanças de dose. Referência: Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), informação pública sobre espironolactona (2024).

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Aldactone — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

R
Rui, 58
Porto
6 semanas
Verificada
Usei Aldactone por edema na insuficiência cardíaca. Nos primeiros dias quase não senti diferença, depois comecei a notar menos peso nas pernas ao fim de cerca de uma semana. Tive mais vontade de urinar de manhã e ajustei o horário com o médico para não me acordar de noite.
14/02/2025
C
Carla, 46
Lisboa
1 mês
Verificada
A tensão desceu um pouco quando juntei Aldactone ao resto da medicação. O que me incomodou foi a tontura ao levantar nos primeiros 10 dias e alguma boca seca. Melhorou quando passei a beber água de forma mais regular ao longo do dia.
03/11/2024
M
Miguel, 35
Braga
3 meses
Verificada
Funcionou bem para retenção de líquidos, mas tive sensibilidade no peito e achei estranho. O médico disse que podia ser ginecomastia ligada à espironolactona e acabámos por mudar a estratégia. Foi chato, mas resolveu após parar.
22/01/2025
H
Helena, 63
Faro
8 semanas
Verificada
Senti o estômago mais sensível quando tomava em jejum. Quando passei a tomar depois do pequeno-almoço, a náusea quase desapareceu. As análises de potássio vieram bem, o que me deixou mais descansada.
18/03/2025

Fontes

  1. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2024). Página de informação pública do medicamento/princípio ativo: espironolactona.
  2. European Medicines Agency (EMA) (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — spironolactone.
  3. World Health Organization (WHO) (2024). WHO Drug Information — Spironolactone.
  4. European Medicines Agency (EMA) (2023). Patient Leaflet / Package Leaflet — spironolactone.
  5. World Health Organization (WHO) (2024). WHO Model List of Essential Medicines — Spironolactone entry.
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