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Aleve
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Aleve

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Princípio ativo: Naproxeno
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Aleve é um analgésico e antipirético à base de naproxeno sódico, um anti-inflamatório não esteroide. É usado por adultos para alívio temporário de dores leves a moderadas e para reduzir a febre. Atua ao diminuir a produção de prostaglandinas associadas à dor, inflamação e febre.

O que é isto?

Aleve contém naproxeno sódico, um AINE (anti-inflamatório não esteroide) que ajuda a aliviar a dor e a febre ao reduzir a inflamação. Na prática, isto significa menos “sinal químico” de dor no tecido inflamado e menos estímulo ao centro termorregulador quando há febre.

O naproxeno sódico inibe as enzimas COX-1 e COX-2, reduzindo a formação de prostaglandinas. As prostaglandinas são mediadores que aumentam a sensibilidade à dor e promovem vasodilatação e edema em zonas inflamadas. Ao baixar estes mediadores, Aleve tende a ser útil em dores em que há componente inflamatório, como dores musculares após esforço ou dor articular. A classe dos AINEs, avaliada amplamente por entidades como a EMA (European Medicines Agency), mantém um perfil de benefício/risco bem definido quando usada por períodos curtos e na menor dose que controla os sintomas [1].

Dica prática: se a dor “vai e vem” ao longo do dia, muitas pessoas obtêm melhor controlo quando tomam Aleve no início do episódio de dor, em vez de esperar até a dor estar no pico.

Um pormenor pouco falado: AINEs como o naproxeno podem “mascarar” febre e dor, o que pode atrasar a perceção de que uma infeção está a piorar. Se a febre ou dor regressa de forma persistente após efeito inicial, isso é um sinal clínico relevante para reavaliar a causa.

Composição

Aleve contém como princípio ativo naproxeno sódico, geralmente na dose de 220 mg por comprimido. O naproxeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) usado para aliviar dor, inflamação e febre.

A forma “sódica” tende a ser absorvida mais rapidamente do que o naproxeno base, podendo proporcionar início de ação mais rápido em alguns quadros dolorosos.

Em dor de origem inflamatória, o efeito máximo pode exigir mais do que uma toma, porque a redução de mediadores inflamatórios e do edema ocorre de forma gradual.

Como tomar?

A referência de dose mais comum associada a Aleve é naproxeno sódico 220 mg por comprimido. Em adultos, um esquema típico é:

  • Tomar 1 comprimido a cada 8 a 12 horas, conforme necessidade.
  • Não exceder 2 comprimidos em qualquer período de 8 a 12 horas.
  • Não exceder 3 comprimidos em 24 horas.

Engula o comprimido com um copo cheio de água. A toma com alimento pode reduzir azia e desconforto gástrico em pessoas sensíveis, embora possa atrasar um pouco o início do alívio.

Dica prática: se tiver histórico de “estômago sensível”, a toma após uma refeição simples (não muito gordurosa) costuma ser mais confortável do que em jejum.

Um erro frequente é combinar, no mesmo dia, dois AINEs sem se aperceber (por exemplo, naproxeno + ibuprofeno). Isso não dá “duas vezes mais alívio”; costuma dar mais efeitos adversos gastrointestinais e renais. Outro detalhe de vida real: em dor muscular por treino, muitas pessoas aumentam a dose “para conseguir dormir”; isso sobe risco de azia e não melhora necessariamente o sono.

Como funciona?

  • Via de administração: oral (comprimidos/caplets), engolir com água.
  • Dose habitual em adultos e ≥12 anos: 220 mg na primeira toma; se necessário, pode repetir 220 mg após 8–12 horas.
  • Dose máxima: não exceder 660 mg em 24 horas.
  • Horário e alimentação: tomar de preferência após as refeições ou com alimentos, especialmente em pessoas com estômago sensível.
  • Duração: usar pelo menor tempo possível; até 3 dias para febre e até 10 dias para dor, salvo orientação médica.
  • Evitar associação: não tomar em simultâneo com outros AINEs (por exemplo, ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno) ou com álcool em excesso.

Indicações

Aleve é usado para alívio temporário de dores e sintomas comuns, quando a causa é benigna e não exige avaliação urgente. Em contexto de automedicação, os usos mais habituais incluem:

  • Dores musculares (pós-exercício, distensões leves)
  • Dores nas costas (lombalgia mecânica sem sinais de alarme)
  • Cólicas menstruais (dismenorreia)
  • Dor de cabeça (tensional e algumas crises de enxaqueca em fase inicial)
  • Dor de dente (enquanto aguarda tratamento dentário)
  • Dores associadas a constipação/resfriado comum, como mialgias e dor de garganta com componente inflamatório
  • Febre (redução temporária)
  • Dores articulares, incluindo queixas relacionadas com artrite quando existe inflamação (seguindo orientação médica em casos crónicos)
Dica prática: quando a dor tem componente inflamatório evidente, como cólicas menstruais ou dor muscular pós-esforço, iniciar o medicamento cedo pode ajudar mais do que esperar a dor ficar intensa.

Duas limitações reais: Aleve não trata a causa da dor (trata o sintoma) e não é a melhor escolha quando há elevado risco gastrointestinal ou quando a dor é de origem neuropática (tipo “choque elétrico”), onde AINEs costumam falhar.

Comparação

Aleve (naproxeno sódico), Advil (ibuprofeno) e Tylenol (paracetamol) são escolhas comuns para dor e febre, mas não são “intercambiáveis” em termos de duração e riscos. Em clínica, a diferença que mais pesa é o equilíbrio entre componente inflamatório, tolerância gástrica e risco cardiovascular/renal.

Medicamento Princípio ativo Duração típica do efeito
Aleve Naproxeno sódico Mais prolongada; muitas pessoas usam 8–12 h
Advil Ibuprofeno Mais curta; muitas pessoas usam 6–8 h
Tylenol Paracetamol 4–6 h (varia), sem ação anti-inflamatória direta

A referência “Aleve Liquid Gels Naproxen Sodium for Pain Relief é mais forte e mais duradouro que Tylenol” aparece em mensagens comerciais, e a ideia por trás disso é farmacológica: naproxeno tem ação anti-inflamatória e tende a durar mais, enquanto o paracetamol não é anti-inflamatório e costuma precisar de tomas mais frequentes. A desvantagem é que AINEs (naproxeno/ibuprofeno) irritam mais o estômago e podem afetar rim e pressão arterial, algo que a WHO discute de forma consistente nas suas fichas e orientações sobre uso de analgésicos essenciais [2].

Dica prática: para dor “inflamada” (torção, tendinite leve, dor menstrual), um AINE como Aleve costuma fazer mais sentido; para febre isolada ou estômago muito sensível, o paracetamol costuma ser melhor tolerado.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade/alergia ao naproxeno, ao ácido acetilsalicílico (aspirina) ou a outros AINEs, incluindo história de broncospasmo/asma induzida por AINE
  • Úlcera péptica ativa, hemorragia gastrointestinal recente, ou história de hemorragia gastrointestinal associada a AINE
  • Insuficiência renal grave, doença hepática grave, ou insuficiência cardíaca grave
  • Situação pós-cirurgia de revascularização coronária (CABG)
  • Gravidez no 3.º trimestre

Interações medicamentosas relevantes:

  • Anticoagulantes (ex.: varfarina) e antiagregantes
  • Corticosteroides orais
  • ISRS/IRSN (antidepressivos)
  • IECA/ARA e diuréticos
  • Lítio e metotrexato

Não recomendado para

Evite Aleve se já teve reação alérgica a naproxeno, aspirina ou outros anti-inflamatórios, especialmente se já fez falta de ar ou asma após esses medicamentos. Não use se tem ou já teve úlcera, sangramento digestivo, ou se o seu “estômago” é muito sensível a anti-inflamatórios. Se tem doença renal, insuficiência cardíaca, hipertensão que descompensa com facilidade, ou está no 3.º trimestre de gravidez, este tipo de medicamento pode trazer mais risco do que benefício. Se toma anticoagulantes, diuréticos, certos antidepressivos, lítio ou metotrexato, confirme com o médico ou farmacêutico antes de usar.

Efeitos secundários

Os efeitos adversos mais comuns de Aleve são gastrointestinais: azia, dor epigástrica, náuseas, dispepsia e sensação de estômago pesado. Pode ocorrer tontura ou sonolência leve em algumas pessoas, o que importa em tarefas que exigem atenção. Também pode aumentar a tendência para retenção de líquidos, com inchaço em tornozelos, sobretudo em quem já tem insuficiência cardíaca ou hipertensão.

Efeitos graves são raros, mas clinicamente relevantes:

  • Hemorragia gastrointestinal (fezes negras, vómito com sangue, dor abdominal intensa e persistente).
  • Reação alérgica (urticária, inchaço de face/lábios, pieira).
  • Lesão renal (redução acentuada da urina, cansaço fora do normal, edema).
  • Eventos trombóticos cardiovasculares (dor no peito, falta de ar súbita, fraqueza de um lado do corpo), um risco conhecido dos AINEs, que aumenta com dose e duração.

Três detalhes do dia a dia que evitam problemas:

  1. Desidratação é um “amplificador” de toxicidade renal com AINEs; pessoas com gastroenterite ou febre alta e pouca ingestão de líquidos têm mais risco.
  2. A combinação com álcool aumenta irritação gástrica e risco de sangramento.
  3. Tomar Aleve em jejum e deitar-se logo depois piora refluxo em muitos doentes.
Dica prática: se precisar de usar Aleve por vários dias seguidos, evite treinos muito desidratantes e reforce a hidratação; rim e estômago agradecem.

Erros comuns

Alguns padrões repetem-se em farmácia e acabam por explicar “porque é que não resultou” ou “porque deu azia”:

  • Usar Aleve para dor intensa súbita sem identificar sinais de alarme (trauma forte, dor abdominal com rigidez, febre alta persistente).
  • Juntar dois AINEs no mesmo dia (naproxeno + ibuprofeno) por achar que “são diferentes”.
  • Prolongar o uso por semanas em dor crónica sem plano de reavaliação, aumentando risco gastrointestinal e cardiovascular.
  • Tomar ao deitar, em jejum, e depois queixar-se de refluxo e dor no estômago.
  • Subestimar interações com fármacos comuns, como diuréticos e anticoagulantes.

Uma micro-situação muito real: pessoas com dor de dente tomam AINE a intervalos curtos para “aguentar” até à consulta, e esquecem que a fonte é infecciosa ou mecânica; a dor volta assim que o efeito passa. O analgésico ajuda, mas não substitui o tratamento dentário.

Opiniões médicas

Na prática clínica, médicos recorrem ao naproxeno quando procuram um analgésico com boa duração para dor com componente inflamatório, como dismenorreia ou exacerbações de dor lombar mecânica. Em doentes com artrite, é uma opção conhecida, mas a decisão costuma ser individualizada: idade, risco gastrointestinal, função renal, pressão arterial e medicação concomitante pesam mais do que a “força” percebida.

Uma observação frequente em consulta: quando o doente descreve dor que melhora com movimento e piora com repouso, o componente inflamatório pode ser mais relevante, e um AINE como Aleve tende a funcionar melhor do que paracetamol isolado. Já em dor de origem visceral, ou dor com formigueiros e queimadura (neuropática), o benefício costuma ser menor e a frustração leva a aumentos de dose sem ganho real.

Há também uma nuance de segurança que muitos médicos repetem: “AINE por pouco tempo.” A Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) segue a mesma linha de prudência para a classe, com ênfase no uso responsável e atenção a contraindicações e interações, sobretudo em doentes mais velhos e polimedicados [3].

Perguntas frequentes

Aleve pode causar tontura ou sonolência leve em algumas pessoas, embora não seja um sedativo por mecanismo principal. A fadiga também pode vir da própria infeção ou dor que levou à toma, o que confunde a perceção. Se sentir sonolência, evite conduzir e tarefas com risco até perceber como reage. A WHO descreve sonolência e tonturas como efeitos possíveis em analgésicos comuns, variando por pessoa [5].

Em muitas pessoas, o alívio começa dentro de 1–2 horas, com duração que pode estender-se ao intervalo de 8–12 horas, dependendo do tipo de dor e do metabolismo individual. Dores inflamatórias podem exigir um pouco mais de tempo para benefício pleno, por redução gradual do edema e mediadores inflamatórios. Se a dor regressa muito antes do esperado, vale considerar se a causa é mecânica grave ou se existe inflamação intensa. A duração e o perfil farmacocinético do naproxeno são descritos em documentação técnica avaliada pela EMA.

Pode ajudar no controlo temporário da dor de dente, porque reduz inflamação local e prostaglandinas. Mesmo assim, dor de dente persistente costuma ter causa que precisa de tratamento (cárie profunda, fratura, infeção). Se houver inchaço na face, febre ou dificuldade em abrir a boca, não é um cenário para “aguentar” só com AINE. A Infarmed publica informação ao cidadão sobre uso responsável de medicamentos e sinais que justificam avaliação clínica.

É uma opção comum quando há componente inflamatório, como distensão muscular, dor pós-esforço ou lombalgia mecânica leve. O benefício costuma ser maior quando existe rigidez e dor ao movimento, comparado com dor neuropática (ardor, choques) onde AINEs tendem a falhar. Combine com medidas não farmacológicas simples, como calor local e mobilização suave, quando apropriado. A avaliação risco/benefício de AINEs é um tema recorrente em documentos de farmacovigilância europeus sob coordenação da EMA.

A toma após alimento e com água suficiente reduz irritação gástrica em muitas pessoas. Evitar álcool no mesmo período e não deitar logo após a toma também ajuda, porque refluxo agrava. Se já teve úlcera, hemorragia digestiva ou toma anticoagulantes, Aleve não é uma escolha segura para automedicação. Este tipo de precauções segue a lógica de segurança descrita na documentação técnica do naproxeno.

Uso diário prolongado aumenta riscos conhecidos: úlceras e sangramento, retenção de líquidos, aumento de pressão arterial e impacto renal. Em doentes com dor crónica (ex.: artrite), a decisão de uso regular costuma ser médica, com plano de dose, duração e monitorização. Se a dor exige analgésico todos os dias, isso já é um dado clínico por si só, porque muda o balanço entre benefício e risco. A WHO e autoridades europeias reforçam o princípio de usar a menor dose pelo menor tempo necessário para AINEs.

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Aleve — Comparação com alternativas

Quais são os diferentes tipos de Aleve e suas variações?

Uma nuance útil: mudanças de forma farmacêutica (comprimido vs gel) tendem a alterar sobretudo velocidade de início e tolerabilidade individual, não o “tipo” de efeito analgésico, que vem do naproxeno.

Aleve PM: alívio da dor e ajuda para dormir.

Aleve PM é uma formulação associada ao alívio da dor com ajuda para adormecer, descrita em produtos como Aleve PM Caplets, 20 Count e Aleve PM Sleep Aid Plus Pain Reliever Caplets - 80 Count. O conceito habitual combina naproxeno sódico (analgésico/AINE) com um anti-histamínico sedativo (com frequência difenidramina) para facilitar o sono quando a dor é o fator que impede descansar.

Isto muda o perfil do produto. A sedação pode ser útil à noite, mas aumenta risco de sonolência no dia seguinte, boca seca, obstipação e retenção urinária, sobretudo em pessoas mais velhas. Também pode agravar glaucoma de ângulo fechado e hiperplasia benigna da próstata.

Uma regra prática em farmácia: se o objetivo é dormir, o primeiro passo é controlar a dor de forma segura; somar sedação deve ser uma decisão consciente, não automática.

Dica prática: evite tomar um produto “PM” em noites em que precise de conduzir cedo ou estar alerta pela manhã; a sonolência residual pode ser maior do que o esperado.

Avaliações e Experiências

R
Rita, 31
Lisboa
2 dias
Verificada
Usei nas cólicas menstruais. A dor baixou ao fim de cerca de uma hora e consegui trabalhar sem estar a repor dose a toda a hora. O único senão foi alguma azia na primeira toma.
14/11/2024
P
Paulo, 44
Porto
3 dias
Verificada
Tinha dor lombar depois de carregar caixas. Funcionou melhor do que paracetamol para mim e durou mais tempo. No terceiro dia senti o estômago mais ‘pesado’ e passei a tomar depois do jantar.
03/02/2025
C
Carla, 27
Braga
1 dia
Verificada
Tomei para dor de cabeça com febre de constipação. A febre desceu, mas fiquei um pouco sonolenta e preferi não conduzir. No dia seguinte já não precisei.
21/01/2025
M
Miguel, 52
Coimbra
5 dias
Verificada
Ajudou na dor no joelho depois de uma caminhada longa. No quinto dia notei tornozelos inchados e parei. Tenho tensão alta e percebi que comigo AINE não é para muitos dias seguidos.
18/04/2025
A
Andreia, 39
Faro
1 dia
Verificada
Ajuda-me nas dores musculares, mas uma vez tomei em jejum e fiquei com muita azia. Desde então só tomo depois de comer.
09/09/2024

Fontes

  1. EMA (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — naproxen / naproxen sodium.
  2. WHO (2023). WHO Model Formulary: analgesics (paracetamol, ibuprofen, naproxen) — safety and use.
  3. Infarmed (2025). Informação ao cidadão sobre o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e principais precauções.
  4. EMA (2022). Pharmacovigilance Risk Assessment Committee (PRAC): safety communication framework for NSAIDs (class effects).
  5. WHO (2024). Model List of Essential Medicines: NSAIDs and analgesics — practical safety considerations.
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