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Ausen

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Ausen é um suplemento alimentar em cápsulas com extrato de folhas de Ginkgo biloba e vitaminas. Destina-se a adultos que procuram suporte para o ouvido interno, como zumbido ocasional ou sensação de ouvido cansado. Atua com foco em apoio à microcirculação e proteção antioxidante.

O que é isto?

Ausen (por vezes descrito online como Ausen – cápsulas para audição) é um suplemento alimentar em cápsulas, orientado para o suporte do sistema auditivo. A sua fórmula inclui extrato de folhas de Ginkgo biloba e vitaminas (C e complexo B), usados com o racional de apoio à microcirculação e proteção antioxidante. É um produto de suplementação nutricional/fitoterápica para bem‑estar auditivo, não um medicamento de tratamento causal.

Composição

A fórmula do Ausen baseia-se em vitaminas e extratos vegetais com uso comum em suplementos de suporte neurossensorial.

Ingredientes/princípios ativos do Ausen (por cápsula):

  • Extrato de folhas de Ginkgo biloba (40 mg)
  • Vitamina C
  • Vitamina B1 (tiamina)
  • Vitamina B2 (riboflavina)
  • Vitamina B3 (niacina)
  • Vitamina B6 (piridoxina)

Como cada componente se relaciona com a saúde auditiva:

  • Extrato de folhas de Ginkgo biloba (40 mg): é usado em suplementos por estar associado a suporte da microcirculação e a efeitos antioxidantes. Em consultório, é um dos extratos mais discutidos quando o tema é zumbido e perfusão periférica, embora os resultados variem muito entre pessoas [2].
  • Vitamina C: atua como antioxidante e participa na proteção celular contra radicais livres; em termos de ouvido interno, a intenção é apoiar a defesa contra stress oxidativo, um mecanismo envolvido em fadiga auditiva e envelhecimento [3].
  • Vitaminas B1, B2, B3, B6: apoiam metabolismo energético e função nervosa. O nervo auditivo e as células ciliadas dependem de energia constante; défices de vitaminas do complexo B podem agravar queixas como cansaço e alterações sensoriais.

Uma nuance que vejo frequentemente: alguns utilizadores esperam “limpeza do ouvido” ou resolução de tampões de cerúmen com cápsulas. Isso não faz sentido fisiológico. Cerúmen e obstrução do canal auditivo externo são problemas mecânicos.

Dica prática: se a queixa principal for ouvido “entupido”, confirme primeiro se é cerúmen, rinite/sinusite, ou disfunção da tuba auditiva; suplementos não removem obstruções do canal.

Como tomar?

A utilização prática de Ausen deve ser simples e consistente.

Modo de toma (rotina habitual em suplementos deste tipo):

  1. Tomar 1 cápsula por dia, de preferência sempre à mesma hora.
  2. Engolir com um copo de água.
  3. Se houver sensibilidade gástrica, tomar com uma refeição.

O que as pessoas tendem a sentir em termos de tempo:

  • Se houver benefício, costuma ser gradual, avaliado em semanas, não em dias.
  • A primeira melhoria percebida, quando acontece, muitas vezes é na tolerância ao ruído e no “stress do zumbido”, mais do que no volume do som em si.
Dica prática: se o seu zumbido é mais evidente à noite, há quem prefira tomar Ausen ao pequeno‑almoço para evitar confundir “efeito do suplemento” com flutuações normais do final do dia.

Erros comuns dos utilizadores

  • Alternar dias sim/dias não e depois concluir que “não fez nada”.
  • Começar na mesma semana que muda café, álcool e horas de sono, ficando impossível interpretar o que ajudou.
  • Usar para “ouvido entupido por cera” e esperar alívio rápido.
  • Aumentar a dose por conta própria porque “é vitamina”; em excesso, algumas vitaminas do complexo B podem dar desconforto.
  • Não considerar interações do Ginkgo biloba com medicação crónica.

Como funciona?

  • Via de administração: oral.
  • Dose por toma: 1 cápsula.
  • Frequência: 2 vezes por dia.
  • Horário e toma: 1 cápsula de manhã e 1 cápsula à noite, após as refeições, com um copo de água.
  • Duração do uso: 8 a 12 semanas; reavaliar a necessidade de continuação após este período.
  • Dose máxima diária: 2 cápsulas por dia.

Indicações

Ausen é um suplemento em cápsulas formulado para apoiar a saúde auditiva. É pensado para adultos que procuram suporte para o ouvido interno, como zumbido ocasional ou sensação de “ouvido cansado”, além de quem está exposto a ruído no dia a dia.

Na prática, costuma ser procurado por quem quer manter o conforto ao ouvir, apoiar a microcirculação no ouvido interno e dar suporte nutricional a estruturas nervosas ligadas à audição.

Benefícios esperados com uso consistente:

  • Apoio à microcirculação no ouvido interno (racional associado ao Ginkgo biloba).
  • Suporte antioxidante e de proteção celular (racional associado à Vitamina C).
  • Apoio ao metabolismo nervoso e ao funcionamento do sistema nervoso (racional associado às vitaminas B1, B2, B3 e B6).
  • Ajuda na sensação de “fadiga auditiva” após dias mais ruidosos, em alguns utilizadores.
  • Em quem tem zumbido ocasional, algumas pessoas descrevem menor “intrusão” do sintoma com o tempo, embora não seja garantido.

Perfis em que o Ausen pode fazer sentido:

  • Adultos com zumbido leve/ocasional e exames já avaliados, que querem suporte adicional.
  • Pessoas com exposição frequente a ruído (trabalho, trânsito, música), como estratégia de bem‑estar.
  • Quem sente “ouvido cansado” ao fim do dia e quer suporte de micronutrientes.
  • Adultos mais velhos focados em manutenção de função sensorial, sem sinais de alarme.

Contraindicações

  • Gravidez ou amamentação, sem indicação clínica clara.
  • Histórico de hemorragias ou distúrbios da coagulação.
  • Uso concomitante de anticoagulantes (ex.: varfarina) ou antiagregantes (ex.: clopidogrel) sem orientação médica, devido ao potencial de interação associado ao Ginkgo biloba [4].
  • Cirurgia programada em breve (prudência com suplementos que podem interferir com coagulação).
  • Alergia conhecida a algum componente.

Não recomendado para

Ausen pode não ser adequado se:

  • está grávida ou a amamentar e não teve orientação clínica;
  • tem tendência para sangrar facilmente, já teve hemorragias, ou está a ser seguido por problemas de coagulação;
  • toma medicação “para afinar o sangue” (anticoagulantes/antiagregantes) e pretende iniciar por conta própria;
  • tem uma cirurgia marcada e quer evitar qualquer coisa que possa aumentar risco de sangramento;
  • já sabe que é alérgico a algum ingrediente da fórmula.

Efeitos secundários

Os efeitos adversos mais referidos com fórmulas com vitaminas e Ginkgo biloba tendem a ser ligeiros:

  • Desconforto gastrointestinal (azia, náuseas).
  • Dor de cabeça.
  • Em algumas pessoas, sensação de agitação leve.

Procure avaliação se ocorrer reação alérgica (urticária, inchaço), sangramento anormal (ex.: nódoas negras fáceis, sangramento nasal repetido) ou se o zumbido piorar de forma abrupta.

Um ponto prático: se já toma um multivitamínico, o risco é somar vitaminas do complexo B sem necessidade. Nem sempre é perigoso, mas pode ser redundante.

Erros comuns

  • Expectativa de efeito imediato: o ouvido interno não “recupera” em 48 horas com micronutrientes.
  • Sem proteção auditiva: continuar com auscultadores altos e ambientes ruidosos anula qualquer estratégia de suporte.
  • Misturar com estimulantes: excesso de cafeína e nicotina pode piorar perceção de zumbido em algumas pessoas.
  • Ignorar causas tratáveis: rinite alérgica, disfunção temporomandibular, cerúmen, ou otite exigem abordagem própria.
  • Tomar à noite e dormir pior: se a pessoa fica mais desperta, muda a toma para a manhã.

Duas frases diretas. A rotina conta. A audição agradece.

Opiniões médicas

Na prática clínica, médicos de família e otorrinolaringologistas tendem a separar dois mundos: o que é tratamento de causa (ex.: infeção, inflamação, perda auditiva súbita) e o que é suporte para sintomas persistentes como zumbido leve e fadiga auditiva. Para este segundo grupo, suplementos com antioxidantes e extratos como Ginkgo biloba entram como opção adjuvante em alguns perfis, com expectativas controladas .

Vejo bons candidatos quando o doente já fez rastreio básico, não tem sinais de alarme e consegue acompanhar a evolução por 4–8 semanas, sem “saltitar” de produto em produto. Vejo maus candidatos quando a pessoa está a dormir 4–5 horas por noite e espera que uma cápsula resolva o zumbido; aqui o foco costuma ser higiene do sono, gestão de stress e proteção auditiva.

Um detalhe de vida real: muitos utilizadores só percebem que apertavam a mandíbula (bruxismo) quando tentam tratar zumbido. Isso pode agravar o sintoma. Não é “do ouvido”.

Dica prática: se acorda com maxilar tenso, dor de cabeça ou dentes sensíveis, fale com dentista sobre bruxismo; pode estar a alimentar zumbido e sensação de ouvido cheio.

Perguntas frequentes

A combinação exige cuidado, devido ao potencial de interação associado ao Ginkgo biloba com terapêuticas que mexem na coagulação. A EMA lista o Ginkgo biloba entre substâncias vegetais com alertas de interações e precauções em grupos específicos . Em termos práticos, não é uma boa ideia iniciar por conta própria se usa varfarina, apixabano, rivaroxabano ou antiagregantes. O passo certo é validar com o seu médico assistente, trazendo a lista completa de medicação.

Suplementos como Ausen são mais associados a conforto e suporte do que a ganhos mensuráveis em audiometria, sobretudo quando existe perda neurossensorial estabelecida. Em 2026, a OMS reforça que prevenção (proteção ao ruído) e diagnóstico precoce mudam mais a trajetória da audição do que intervenções tardias . Algumas pessoas relatam “clareza” por redução de fadiga, melhor sono ou menor stress, e isso pode ser real sem alterar o audiograma. Se a preocupação é perda auditiva progressiva, o caminho é avaliação com ORL e testes auditivos.

Pode haver desconforto gástrico em algumas pessoas, seja por vitaminas, seja por sensibilidades individuais. Uma estratégia prática é tomar com uma refeição e evitar tomar em jejum. Se o refluxo agravar de forma clara e persistente, faz sentido suspender e escolher outra abordagem. Em contexto de uso seguro de suplementos na UE, recomendações de rotulagem e tolerabilidade seguem referências avaliadas por entidades reguladoras .

Pode fazer sentido como parte de uma estratégia maior, mas não substitui proteção auditiva, pausas e gestão de volume em auscultadores. A prevenção primária da perda auditiva continua a ser reduzir exposição ao ruído e agir cedo quando há sintomas . O racional do suplemento entra como apoio nutricional e antioxidante, com benefício que pode ser subtil. Se a exposição é diária, a medida com maior impacto costuma ser o protetor auricular bem escolhido e bem colocado.

O objetivo realista de um suplemento como o AUSEN é ajudar a criar “condições melhores” para o ouvido funcionar bem, e não substituir avaliação médica quando existe perda auditiva progressiva, dor, secreção, febre, vertigens marcadas, ou zumbido súbito unilateral. O ouvido interno é muito sensível a inflamação, stress oxidativo e alterações de perfusão; por isso, a abordagem com antioxidantes e suporte metabólico é usada com frequência em estratégias de bem‑estar auditivo [1].

Dica prática: se o zumbido apareceu de repente num só ouvido, com perda auditiva, tonturas fortes ou sensação de ouvido “cheio” que não melhora, isso é motivo para avaliação médica no próprio dia.

Ponto menos falado: quando o zumbido melhora, nem sempre é “o ouvido”. Às vezes é o sono e a ansiedade a baixar, e o cérebro filtra melhor o ruído interno.

Quando a pergunta é Para quem Ausen é recomendado, eu costumo enquadrar assim: é para adultos que querem apoio nutricional e antioxidante do sistema auditivo e que conseguem fazer um uso diário, sem procurar efeito imediato.

Sinais em que a prioridade deve ser avaliação clínica, e não suplementação:

  • Zumbido súbito, unilateral, com perda auditiva.
  • Dor intensa, secreção, febre.
  • Vertigem incapacitante, desequilíbrio novo.
  • Perda auditiva progressiva sem explicação.

Uma frase curta e honesta: Ausen ajuda mais quem tem queixas flutuantes do que quem tem perda auditiva fixa e antiga.

Perguntas frequentes sobre Ausen

O Ausen é usado por algumas pessoas como suporte em zumbido leve ou ocasional, com a lógica de microcirculação e proteção antioxidante. A evidência para Ginkgo biloba em zumbido é mista, com resultados variáveis entre estudos e populações . Em 2026, orientações clínicas continuam a tratar zumbido como um sintoma com múltiplas causas, onde sono, ansiedade e exposição ao ruído pesam muito. Se o zumbido for súbito, unilateral ou vier com perda auditiva, a prioridade é avaliação médica.

Em suplementos para suporte neurossensorial, a avaliação costuma ser feita em semanas, não em dias. Um intervalo realista para perceber mudança subjetiva é 4 a 8 semanas de uso diário, mantendo hábitos estáveis. Em 2026, a OMS descreve a perda auditiva e os sintomas auditivos como condições influenciadas por fatores ambientais e comportamentais, o que ajuda a explicar porque o resultado pode flutuar [5]. Se não notar benefício após um ciclo completo, vale repensar o objetivo e a estratégia.

Avaliações e Experiências

H
Helena, 41
Lisboa
6 semanas
Verificada
Tive zumbido leve depois de um período de muito stress e noites curtas. Ao fim de um mês senti menos irritação com o som e dormi melhor, mas não desapareceu por completo.
18/02/2025
R
Rui, 56
Porto
8 semanas
Verificada
Trabalho em oficina e ando sempre com ruído. Notei menos sensação de ouvido ‘cansado’ ao fim do dia. Continuei a usar protetores auriculares e acho que isso fez tanta diferença como as cápsulas.
03/03/2025
S
Sofia, 33
Coimbra
3 semanas
Verificada
Deu-me alguma azia nos primeiros dias e parei. Voltei a tentar a tomar ao pequeno‑almoço e melhorou, mas não senti grande mudança no zumbido nesse período.
11/01/2026
M
Miguel, 62
Braga
2 meses
Verificada
O objetivo era clareza na audição. Senti mais ‘estabilidade’ em dias de maior cansaço, mas quando fui testar a audição, não houve melhoria mensurável. Para mim foi mais conforto do que audição.
27/11/2025
C
Carla, 48
Setúbal
5 semanas
Verificada
Tive fases em que parecia ajudar e outras em que não notei nada. Percebi que quando bebia mais café piorava o zumbido, então não posso dizer que foi só do suplemento.
08/09/2025

Sources

  1. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2026). Suplementos alimentares: enquadramento e utilização responsável em Portugal.
  2. Cochrane (2025). Ginkgo biloba for tinnitus: evidence review and clinical outcomes.
  3. WHO (2026). Micronutrients and antioxidant function: public health guidance.
  4. EMA (European Medicines Agency) (2026). Herbal substances: Ginkgo biloba—safety, interactions, and risk minimisation.
  5. WHO (2026). World Report on Hearing: prevention, risk factors, and early action.