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Demyxil

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Demyxil creme é um antifúngico tópico para aplicação na pele. É indicado para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos com sinais de micose cutânea. Atua localmente para limitar a proliferação de microrganismos e apoiar a recuperação da área afetada.

O que é isto?

Demyxil creme é um produto dermatológico formulado como creme antifúngico para aplicação na pele. Quando falamos de “Demyxil creme para fungos”, estamos a falar de um produto destinado a infeções fúngicas na pele, onde o objetivo é reduzir a carga fúngica e aliviar sintomas desconfortáveis, como prurido (comichão), ardor e descamação.

Demyxil atua diretamente na zona afetada. Isso é uma vantagem em problemas localizados, porque a aplicação tópica permite concentrar a ação onde a pele está inflamada e fragilizada.

Se a micose estiver no pé, seque bem entre os dedos após o banho antes de aplicar. A humidade é o “combustível” mais comum para o fungo voltar.

Composição

Os ingredientes ativos de Demyxil incluem:

  • Ácido salicílico
  • Extrato de casca/folha de Betula Alba
  • Melaleuca Alternifolia Leaf Oil (óleo de melaleuca)
  • Niacinamide (Vitamina B3)

O ácido salicílico tem ação queratolítica: ajuda a esfoliar células mortas e a reduzir a espessura da camada superficial, o que facilita a remoção de escamas e melhora a penetração do creme. Também pode contribuir para reduzir inflamação local e apoiar a recuperação da área afetada em peles com descamação marcada [2].

O extrato de Betula Alba é associado a propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas, úteis quando a pele está reativa e com barreira comprometida. O óleo de melaleuca é conhecido pelo potencial de ação antifúngica e antimicrobiana em uso tópico. A niacinamida (Vitamina B3) é usada em dermatologia por apoiar a função de barreira cutânea, ajudar na vermelhidão e melhorar a tolerância da pele durante fases de irritação.

O ponto menos atraente é que resultados estáveis pedem continuidade. Interromper assim que “parece melhor” é um motivo frequente de recidiva, porque o fungo pode permanecer em pequenas áreas ainda ativas.

Como tomar?

Limpe e seque previamente a área afetada da pele ou das unhas. Aplique uma camada fina de Demyxil, espalhando de forma uniforme, e use duas vezes por dia, de manhã e à noite.

Uma sequência prática funciona bem:

  1. Lavar a zona com água e secar sem esfregar em excesso.
  2. Aplicar uma película fina, cobrindo a lesão e uma margem pequena de pele em redor.
  3. Lavar as mãos no fim, para evitar levar o fungo para outras zonas.
  4. Manter a rotina diária durante o período recomendado.
Aplique depois de secar a pele, não “por cima de pele húmida”. A absorção melhora e reduz a sensação de ardor em peles já irritadas.

Duração e expectativas realistas

Em micoses superficiais, é comum ver redução de comichão e vermelhidão nas primeiras semanas, mas a normalização completa da pele pode demorar mais. Nas unhas, o processo é mais lento porque a lâmina ungueal cresce devagar; o objetivo é travar a progressão e apoiar a recuperação gradual do aspeto.

Três detalhes que os doentes costumam achar pequenos, mas fazem diferença:

  • Use meias respiráveis e troque-as se ficarem húmidas.
  • Evite partilhar toalhas e corta-unhas em casa.
  • Se usar sapatos fechados todo o dia, alternar pares ajuda a reduzir humidade residual.
Se a pele estiver muito macerada (esbranquiçada pela humidade), deixe a zona “ao ar” alguns minutos antes de vestir meias ou calçado.

Como funciona?

  • Via de administração: tópica (aplicar apenas na pele).
  • Dose: aplicar 1–2 mL de solução/gel (camada fina) sobre a área afetada.
  • Frequência: 1–2 vezes/dia (manhã e/ou noite).
  • Momento de aplicação: após lavar e secar bem a pele; deixar secar antes de cobrir.
  • Duração: usar por 2–4 semanas; se não houver melhoria após 14 dias, suspender e procurar orientação profissional.
  • Ajuste de uso: se ocorrer irritação, reduzir para 1 vez/dia ou em dias alternados.
  • Limites: não aplicar em mucosas, olhos, pele ferida ou muito irritada; lavar as mãos após a aplicação.

Indicações

Demyxil creme é classificado como antifúngico pela sua capacidade de combater fungos que se instalam na camada superficial da pele e se alimentam de queratina. Em prática clínica, este tipo de creme é usado quando a queixa principal é cutânea: pele a descamar, fissuras, vermelhidão persistente, ou comichão que piora com suor e sapatos fechados.

Em micoses, a melhora do desconforto pode aparecer antes da eliminação total do fungo. É por isso que a regularidade da aplicação conta mais do que “passar muito produto” num só dia.

Frente a irritação intensa, dor, pus, aumento rápido da área vermelha, febre, ou envolvimento de áreas extensas, faz sentido pensar em avaliação médica para excluir infeção bacteriana associada, eczema severo ou necessidade de outra terapêutica [1].

Comparação

Demyxil é um creme tópico pensado para atuar localmente. A principal alternativa por categoria é:

  • Antifúngicos tópicos de farmácia (outras moléculas antifúngicas clássicas), que também são usados em micoses cutâneas.
  • Antifúngicos orais (comprimidos), reservados para situações selecionadas, como onicomicose extensa, falhas repetidas de tópicos, ou infeções com grande área, por exigirem avaliação clínica e controlo de interações e função hepática.

A vantagem do tópico é a ação direta na pele e menor exposição sistémica. A limitação é que nas unhas e em pele muito espessada o processo pode ser mais lento, e pode ser preciso combinar com medidas de desbaste/queratólise e higiene rigorosa, tal como descrito em orientações dermatológicas de prática clínica [5].

Contraindicações

  • Hipersensibilidade a qualquer componente da composição
  • Gravidez
  • Amamentação
  • Idade inferior a 12 anos
  • Doenças de pele agudas que exijam outra terapêutica

Não recomendado para

Evite usar Demyxil se já teve alergia a cremes com ácido salicílico, óleos essenciais (como melaleuca) ou a qualquer ingrediente do produto. Não é uma opção apropriada durante a gravidez e a amamentação, e não deve ser usado por crianças com menos de 12 anos. Se tiver uma doença de pele aguda com inflamação intensa ou suspeita de outra causa, procure avaliação antes de aplicar.

Efeitos secundários

Demyxil é geralmente bem tolerado, mas o Demyxil creme pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis a algum componente. Os efeitos secundários mais referidos em uso tópico incluem:

  • Vermelhidão local da pele
  • Leve sensação de queimadura ou comichão no local de aplicação
  • Ressecamento ou descamação

Dois sinais para parar e procurar orientação médica: inchaço marcado, urticária, ou agravamento rápido da irritação com sensação de “pele em fogo”. Este tipo de reação pode acontecer com óleos essenciais e agentes queratolíticos, por sensibilização cutânea [3].

Se tiver pele muito seca ou dermatite, aplicar uma camada finíssima na primeira semana ajuda a perceber a tolerância antes de cobrir áreas maiores.

Erros comuns

Erros repetidos que atrasam resultados:

  • Usar creme “dia sim, dia não” quando os sintomas melhoram.
  • Aplicar uma camada grossa e cobrir com penso oclusivo sem necessidade; isto aumenta humidade e pode irritar.
  • Esquecer a secagem entre os dedos dos pés.
  • Continuar a usar o mesmo calçado húmido diariamente, sem alternar.
  • Tratar só a unha “por cima” quando existe pele periungueal afetada (bordas e pregas).

Outro erro clássico: combinar vários produtos irritantes ao mesmo tempo (esfoliantes fortes, álcool, óleos essenciais adicionais) e depois culpar o antifúngico pela dermatite. Em pele sensibilizada, menos é mais.

Opiniões médicas

Quando a lesão é recorrente, é comum procurar causas predisponentes, como hiperidrose (transpiração excessiva), sapatos muito fechados, prática desportiva com pés húmidos, ou comorbilidades como diabetes. A OMS chama a atenção para o peso das infeções cutâneas superficiais e para a necessidade de abordagens práticas de higiene e prevenção para reduzir recorrências [4].

Perguntas frequentes

Demyxil é um Demyxil creme para fungos pensado para infeções fúngicas na pele, incluindo zonas frequentes como pés. Em pele, os objetivos são reduzir comichão, vermelhidão e descamação ao longo do uso regular. Se existir fissura profunda dolorosa, secreção ou sinais de infeção bacteriana, a avaliação médica ajuda a ajustar o tratamento. Referência: Infarmed — informação pública sobre uso responsável de medicamentos tópicos.

Pode ser aplicado quando há envolvimento da área ungueal e da pele ao redor, mas as unhas respondem mais devagar do que a pele. O crescimento ungueal é lento, por isso a parte “danificada” pode demorar a ser substituída por unha saudável. A rotina (higiene, secagem e consistência) pesa muito mais do que aumentar a quantidade aplicada. Referência: EMA — SmPC de antifúngicos tópicos da classe dos imidazóis, secção de uso cutâneo.

Muitos utilizadores referem alívio do prurido e do desconforto nas primeiras 1–2 semanas, mas a estabilização completa pode exigir mais tempo, dependendo da área, espessura da pele e humidade local. Parar cedo é a causa mais comum de retorno rápido dos sintomas. Se ao fim de 2–4 semanas não houver qualquer melhoria, é prudente reavaliar o diagnóstico (por exemplo, eczema, psoríase, dermatite de contacto). Referência: WHO — abordagem para infeções fúngicas superficiais e cuidados de pele em saúde pública.

Em pele mais fina (virilhas, dobras, zonas com fricção), a tolerância pode ser menor e a sensação de ardor pode ser mais evidente no início. Nesses locais, aplicar uma camada muito fina e garantir pele bem seca reduz irritação. Evite mucosas e contacto ocular. Referência: Infarmed — recomendações de segurança em produtos dermatológicos e reações cutâneas.

Sim, o Demyxil creme pode causar reações alérgicas em pessoas sensibilizadas a algum componente. Os sinais típicos são vermelhidão intensa, comichão que piora após aplicar, inchaço, ou urticária local. Se a pele ficar progressivamente mais irritada de dia para dia, faz sentido suspender e procurar orientação clínica. Referência: EMA — orientação de farmacovigilância para reações cutâneas a produtos tópicos.

Demyxil está listado com contraindicação em gravidez e amamentação nas orientações de uso do produto. Em termos práticos, nesta fase prefere-se minimizar exposição a ativos tópicos não essenciais e escolher abordagens com melhor perfil de segurança estabelecido para a situação individual. Se existir micose ativa, o médico pode orientar uma opção mais adequada ao trimestre e à área afetada. Referência: EMA — princípios de avaliação benefício-risco para uso de tópicos na gravidez.

Avaliações e Experiências

R
Rita, 34
Lisboa
3 semanas
Verificada
Usei no pé direito, entre os dedos e na planta. A comichão diminuiu na primeira semana e a pele deixou de descamar tanto na segunda. O que me ajudou foi secar muito bem depois do banho e trocar as meias a meio do dia quando fazia calor.
18/10/2024
J
João, 42
Porto
4 semanas
Verificada
Notei menos ardor ao fim de alguns dias, mas nas primeiras aplicações senti uma leve queimadura que passou rápido. Tive de insistir e não parar quando parecia melhor. Ao fim de um mês a vermelhidão já não voltava no final do dia.
07/02/2025
C
Carla, 29
Braga
10 dias
Verificada
Achei que ia ser mais rápido. A pele melhorou, mas fiquei com secura e alguma descamação extra, tipo esfoliação. Reduzi a quantidade e comecei a aplicar só uma película fina, e ficou mais confortável.
22/11/2024
M
Miguel, 51
Coimbra
6 semanas
Verificada
Na unha foi lento, não há milagres. O que vi foi a pele ao redor ficar menos inflamada e a unha parar de piorar. Mantive as unhas mais curtas e não usei o mesmo corta-unhas noutras unhas.
14/03/2025

Fontes

  1. Infarmed (2025). Informação pública sobre uso responsável de medicamentos e produtos de aplicação cutânea.
  2. European Medicines Agency (EMA) (2024). Summary of Product Characteristics (SmPC) — clotrimazole cream 1%.
  3. European Medicines Agency (EMA) (2024). Good pharmacovigilance practices (GVP) — product-specific safety monitoring for topical antifungals.
  4. World Health Organization (WHO) (2023). Dermatological diseases: public health approaches and training resources.
  5. European Medicines Agency (EMA) (2023). Guideline on the exposure to medicinal products during pregnancy and lactation.
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