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Diane 35
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Diane 35

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Princípio ativo: Etinilestradiol, Acetato de ciproterona
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Diane 35 é um contracetivo hormonal combinado com ciproterona e etinilestradiol. Destina-se a mulheres em idade reprodutiva com acne hormonal, hirsutismo ou necessidade de contraceção. Atua reduzindo o efeito dos androgénios e inibindo a ovulação.

O que é isto?

Diane 35 é um medicamento hormonal combinado com ação contracetiva e antiandrogénica, com a associação Ciproterona + Etinilestradiol. Na prática clínica, é mais escolhido quando existe um componente androgénico claro: acne inflamatória persistente, pele muito oleosa e hirsutismo em mulheres em idade fértil. Mesmo assim, o perfil de risco exige seleção cuidadosa.

Composição

  • Acetato de ciproterona: antiandrogénio. Diminui o efeito dos androgénios a nível de pele e folículos pilosos, com impacto em acne e hirsutismo.
  • Etinilestradiol: estrogénio sintético. Estabiliza o ciclo, contribui para o controlo hormonal e reforça a ação contracetiva pela supressão da ovulação. [1]

Como tomar?

Nesta página, Diane 35 é disponibilizado como comprimidos com a dose 0,035 mg + 2 mg (Etinilestradiol + Acetato de ciproterona) por comprimido.

O esquema de toma é diário e regular, o que ajuda a manter níveis hormonais estáveis e previsíveis. Em acne e hirsutismo, essa estabilidade é parte do tratamento.

Como funciona?

  • Via de administração: oral, em comprimidos.
  • Posologia habitual: 1 comprimido por dia, à mesma hora, durante 21 dias consecutivos.
  • Como tomar: engolir o comprimido com água, preferencialmente após uma refeição se houver náuseas.
  • Pausa: fazer 7 dias sem comprimidos após os 21 dias de toma.
  • Novo blister: iniciar o blister seguinte no 8.º dia, mesmo que o sangramento ainda não tenha terminado.
  • Duração do tratamento: conforme indicação médica, com reavaliação periódica da necessidade de manter o uso.

Indicações

As utilizações mais comuns incluem:

  • Tratamento de acne moderada a grave quando há suspeita de influência hormonal (ex.: agravamento pré-menstrual, lesões no queixo/linha mandibular, oleosidade marcada).
  • Tratamento de hirsutismo (crescimento excessivo de pelos) em mulheres em idade reprodutiva.
  • Contraceção oral como efeito associado ao esquema hormonal do medicamento.

Muitas pessoas procuram Diane 35 pela pele. Outras procuram pela contraceção. Nem todas são candidatas ideais.

Comparação

Quando se fala em “similares” ao Diane 35, há dois grupos úteis para comparação: combinações com ação antiandrogénica para acne/hirsutismo, e contracetivos combinados focados em contraceção.

A tabela abaixo resume opções por mecanismo, sem transformar isto num catálogo:

Opção (princípios ativos) Perfil de ação Quando tende a fazer mais sentido
Dienogest + Etinilestradiol Contracetivo combinado; pode ajudar sintomas hormonais Quando se pretende contraceção e controlo hormonal com progestagénio diferente
Drospirenona + Etinilestradiol Progestagénio com perfil anti-mineralocorticoide; pode ajudar acne em algumas mulheres Quando há queixas de retenção de líquidos e acne ligeira a moderada
Etinilestradiol + Etonogestrel Contracetivo hormonal por via vaginal Quando a via oral falha por esquecimento frequente

O termo co-ciprindiol é usado em alguns mercados para a associação ciproterona + etinilestradiol, que é a base farmacológica de Diane 35. A escolha entre alternativas deve considerar história de enxaqueca, tabagismo, risco trombótico, medicação concomitante e objetivo (pele/pelos vs contraceção). [4]

Contraindicações

  • Gravidez ou suspeita de gravidez.
  • Aleitamento (amamentação), por riscos e impacto na lactação.
  • História atual ou passada de trombose, embolia pulmonar, AVC ou enfarte.
  • Fumadora com mais de 35 anos, pelo aumento relevante do risco cardiovascular.
  • Doença hepática grave ou tumores hepáticos (o metabolismo hormonal pode ser comprometido).
  • Enxaqueca com aura ou sintomas neurológicos focais.
  • Hipertensão não controlada, diabetes com complicações vasculares, ou trombofilias conhecidas.

Interações e combinações que merecem atenção:

  • Indutores enzimáticos (ex.: carbamazepina, fenitoína, topiramato em certas doses, fenobarbital) podem reduzir eficácia contracetiva.
  • Rifampicina/rifabutina podem reduzir níveis hormonais.
  • Erva de São João (Hypericum perforatum) pode reduzir a eficácia de contracetivos orais.

Não recomendado para

Diane 35 não é indicado se estiver grávida, a amamentar, tiver tido trombose, embolia, AVC ou enfarte, ou se for fumadora com mais de 35 anos. Também não deve ser usado em caso de enxaqueca com aura, doença hepática grave, hipertensão não controlada ou trombofilias conhecidas.

Efeitos secundários

Os efeitos secundários mais reportados no início costumam ser hormonais e gastrointestinais: náuseas, desconforto abdominal, sensibilidade mamária, dores de cabeça e alterações de humor. Em muita gente, estes sintomas atenuam após os primeiros ciclos, quando o organismo se adapta.

Há efeitos menos “óbvios”, mas muito reais no dia a dia:

  • Algumas utilizadoras referiram lentes de contacto menos confortáveis por secura ocular.
  • Pode ocorrer manchado (“spotting”) nos primeiros meses, sem significar falha do método.
  • Enxaqueca que muda de padrão merece atenção, porque contraceção combinada pode agravar certos tipos de cefaleia.

O risco mais sério a ter presente com contracetivos combinados é o tromboembolismo venoso e arterial (trombose). Este risco sobe com tabagismo, idade, obesidade, imobilização prolongada, história familiar e trombofilias. A EMA descreve este risco como um ponto central de avaliação benefício‑risco para contracetivos combinados e reforça a triagem de fatores individuais antes de prescrever. [2]

Erros comuns

Falhas de adesão explicam grande parte dos problemas com contracetivos orais, e com Diane 35 não é diferente.

Erros que vejo repetidamente:

  • Mudar o horário todos os dias e acabar por esquecer doses.
  • Fazer pausas por conta própria quando a acne melhora e depois reiniciar sem orientação.
  • Subestimar interações com medicamentos que reduzem a eficácia contracetiva (ex.: alguns antiepiléticos indutores enzimáticos; rifampicina/rifabutina).
  • Ignorar sinais de alerta vascular por achar que “é só a pílula”.
  • Começar no meio do ciclo sem um plano claro, aumentando risco de gravidez nas primeiras semanas.
Dica prática: escolha um “gatilho” diário fixo (escovar os dentes à noite, por exemplo) e mantenha sempre o mesmo horário. Rotina vence força de vontade.

Opiniões médicas

Em consulta de dermatologia e ginecologia, Diane 35 entra muitas vezes quando a acne não respondeu bem a cuidados tópicos e há sinais de componente hormonal. Médicos valorizam a ciproterona por ser um antiandrogénio útil em hirsutismo e acne resistente, mas pesam sempre o risco trombótico e fatores individuais.

Há três observações que aparecem recorrentemente:

  • Quem inicia com expectativas de “pele perfeita em duas semanas” tende a ficar frustrada; a resposta costuma acompanhar 2–3 ciclos.
  • Em mulheres com enxaqueca com aura, o contracetivo combinado costuma ser evitado por risco vascular; a história de cefaleia precisa de ser bem esclarecida.
  • A acne pode melhorar, mas, ao suspender, pode haver recidiva se a causa hormonal persistir; por isso o plano de manutenção (tópicos, higiene, rotina) conta.

O objetivo é controlo. Não é um “reset” hormonal.

Perguntas frequentes

A melhoria costuma ser progressiva e alinhada com ciclos hormonais, por isso muitas mulheres só veem diferença clara após 2–3 ciclos completos. Em 2024, a EMA descreveu este tipo de terapêutica como dependente de uso continuado e avaliação periódica do benefício. Se a acne for muito inflamatória, pode ser associado um tratamento tópico no arranque, o que acelera o conforto na pele. Referência: EMA, informação regulatória para contracetivos combinados e combinações com ciproterona. Em 2024, a EMA manteve a ênfase na avaliação benefício-risco.

Em mulheres em idade reprodutiva com sinais de hiperandrogenismo, a ciproterona pode reduzir a ação dos androgénios nos folículos pilosos, o que ajuda no hirsutismo ao longo dos meses. O efeito no pelo é mais lento do que na oleosidade, porque o ciclo do folículo é longo e precisa de tempo para “virar”. Em 2024, a WHO incluiu a SOP (síndrome do ovário poliquístico) entre os contextos em que o controlo hormonal pode integrar uma estratégia mais ampla. Referência: WHO, orientação sobre saúde sexual e reprodutiva e planeamento familiar. Em 2024, a WHO reforçou a necessidade de individualizar a abordagem. [5]

Quando iniciado de acordo com o esquema indicado pelo médico (muitas vezes no primeiro dia da menstruação), a proteção contracetiva pode ser imediata. Se iniciado fora desse timing, pode ser necessário método adicional durante um período inicial, porque a supressão da ovulação pode não ser imediata. Interações medicamentosas (rifampicina, antiepiléticos indutores) também podem reduzir a eficácia. Referência: Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), informação pública sobre contraceção hormonal e segurança. Em 2025, o Infarmed reiterou a avaliação de interações e contraindicações.

O risco aumenta com fatores como tabagismo, idade acima de 35 anos, obesidade, imobilização prolongada, história pessoal ou familiar de trombose e certas trombofilias. A EMA descreve a importância de avaliar estes fatores antes e durante o uso de contracetivos combinados. Sintomas súbitos como falta de ar, dor no peito ou dor/inchaço numa perna exigem avaliação médica urgente. Referência: EMA, documentos de avaliação e segurança para contracetivos hormonais combinados. Em 2023, a EMA manteve a vigilância sobre o risco trombótico.

Alterações de humor e irritabilidade podem ocorrer com terapêutica hormonal, e a sensibilidade varia muito entre mulheres. O padrão temporal ajuda: se o humor piora de forma consistente após iniciar e melhora ao suspender, o contracetivo pode ser um contributo relevante. Se houver historial de depressão, o plano deve ser individualizado e acompanhado. Referência: WHO, saúde mental e saúde reprodutiva como áreas com impacto bidirecional. Em 2024, a WHO destacou o acompanhamento clínico individualizado.

Alguns medicamentos reduzem a eficácia contracetiva por indução enzimática hepática, incluindo certos antiepiléticos (carbamazepina, fenitoína) e antibióticos como rifampicina/rifabutina. A Erva de São João também pode diminuir níveis hormonais e aumentar risco de falha. Nestes contextos, o médico pode recomendar método adicional ou alternativa não afetada por estas interações. Referência: Infarmed, informação de segurança e interações em contraceção hormonal. Em 2025, o Infarmed salientou interações com indutores enzimáticos.

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Diane 35 — Comparação com alternativas

Diane 35

Diane 35 Atual Melhor preço

Princípio ativo: Etinilestradiol, Acetato de ciproterona
0.035 mg + 2 mg
Desde 16.00 €
comprimidos
3.3 (4)
Cytotec

Cytotec Mais bem avaliado

Princípio ativo: Misoprostol
100mcg 200mcg
Desde 36.00 €
comprimidos
3.5 (5)

Avaliações e Experiências

I
Inês, 27
4 meses
Verificada
Usei Diane 35 durante 4 meses, 1 comprimido por dia. A acne na zona do queixo melhorou a partir do segundo blister e a oleosidade diminuiu bastante. Tive alguma náusea no início, mas depois passou.
18/09/2025
M
Marta, 31
3 meses
Verificada
Tomei Diane 35 por 3 meses para acne hormonal. Notei menos borbulhas, mas também senti dores de cabeça e sensibilidade mamária nos primeiros ciclos. Para mim ajudou, embora os efeitos iniciais tenham sido chatos.
02/10/2025
S
Sara, 24
6 meses
Verificada
Usei Diane 35 durante 6 meses, sempre 1 comprimido ao jantar. A pele melhorou, mas comecei com spotting frequente no primeiro trimestre e achei o meu humor mais instável. Acabei por falar com a médica para rever a continuação.
14/11/2025
J
Joana, 29
2 meses
Verificada
Experimentei Diane 35 por 2 meses e tive náuseas quase diárias e um desconforto abdominal que não melhorou. Não notei benefício relevante na acne nesse período e suspendi após orientação médica.
07/01/2026

Fontes

  1. EMA (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — cyproterone acetate/ethinylestradiol (combined hormonal product).
  2. EMA (2019). Combined hormonal contraceptives (CHCs): information on the risk of blood clots.
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