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Evista é um medicamento oral à base de raloxifeno para mulheres após a menopausa. É utilizado na prevenção e no tratamento da osteoporose. O seu benefício principal é preservar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas vertebrais.

O que é isto?

Evista é um medicamento oral com raloxifeno, indicado para a prevenção e o tratamento da osteoporose em mulheres após a menopausa. Ajuda a preservar a densidade mineral óssea e reduz o risco de fraturas vertebrais. O raloxifeno atua seletivamente nos recetores de estrogénio, com ação favorável no osso.

Composição

Evista contém raloxifeno, um modulador seletivo do recetor de estrogénio, também designado SERM. A dose está indicada na embalagem; siga o folheto.

Como tomar?

A dose está indicada na embalagem; siga o folheto. Pode ser tomado com ou sem alimentos e deve ser engolido inteiro com água.

  • Tome um comprimido diariamente, de preferência a uma hora fácil de manter.
  • Mantenha a toma mesmo quando não sentir qualquer alteração física imediata.
  • Não tome uma dose dupla para compensar um esquecimento.
  • Se se esquecer de uma dose, tome a próxima dose habitual no horário seguinte.
  • Não parta nem mastigue o comprimido sem indicação clínica.

A regularidade importa porque a osteoporose é uma condição de evolução lenta. Interrupções frequentes reduzem a consistência da proteção óssea, mesmo que não causem sintomas imediatos.

Associar a toma a uma rotina diária, como lavar os dentes de manhã ou preparar o pequeno-almoço, reduz esquecimentos melhor do que depender de memória ocasional.

Como funciona?

O raloxifeno é um Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio. Isto significa que se liga aos recetores de estrogénio, mas não produz o mesmo efeito em todos os tecidos.

No osso, apresenta efeitos agonistas de estrogénio: ajuda a limitar a reabsorção óssea e contribui para a manutenção da massa óssea. Na mama e no endométrio, tem efeitos antagonistas de estrogénio, bloqueando parte da estimulação estrogénica nesses tecidos.

Esta seletividade distingue o raloxifeno da terapêutica hormonal de substituição. A terapêutica hormonal fornece estrogénio com efeitos em vários órgãos, enquanto Evista atua de modo mais direcionado nos recetores do estrogénio.

A resposta é gradual. O objetivo não é aliviar uma sensação imediata, mas modificar o equilíbrio entre a formação e a perda óssea ao longo do tratamento continuado.

Indicações

É utilizado em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose estabelecida ou com risco elevado de perda óssea e fraturas vertebrais.

Evista pode ser indicado para prevenção ou tratamento da osteoporose pós-menopáusica. A decisão costuma basear-se na densitometria óssea, em fraturas prévias e na estimativa global de risco de fratura.

As orientações da NICE incluem os SERMs entre as opções terapêuticas selecionadas para mulheres na pós-menopausa, sobretudo quando o objetivo principal é reduzir o risco de fraturas vertebrais e o perfil de risco trombótico é favorável. [2]

Comparação

Existem várias classes para a osteoporose pós-menopáusica. A melhor opção varia conforme o tipo de fratura a prevenir, a tolerância digestiva, a função renal, o risco trombótico e a necessidade de administração oral ou injetável.

Opção terapêutica Mecanismo e utilização principal Limitações relevantes
Raloxifeno SERM; reduz sobretudo fraturas vertebrais Pode causar afrontamentos e aumenta risco de trombose venosa
Bifosfonatos Reduzem reabsorção óssea; usados para fraturas vertebrais e não vertebrais Podem causar irritação gastrointestinal e exigem regras de toma
Tamoxifeno SERM usado principalmente em patologia mamária Não é uma escolha habitual para tratar osteoporose

O tamoxifeno também é um medicamento que atua sobre os recetores de estrogénio, mas as suas indicações, riscos e objetivos clínicos são diferentes. Não deve ser trocado por raloxifeno sem avaliação especializada.

Medicamentos anabólicos ósseos e anticorpos dirigidos ao metabolismo ósseo podem ser usados em situações de risco de fratura muito elevado. Estas opções exigem esquemas de monitorização próprios.

Contraindicações

Evista não é para si se tiver tido trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou trombose numa veia do olho. Também não deve ser usado durante a gravidez, amamentação ou em caso de alergia conhecida ao raloxifeno ou a um componente do medicamento.

São necessárias precauções em mulheres com doença hepática, insuficiência renal grave, cancro do endométrio, hemorragia vaginal inexplicada ou triglicéridos muito elevados associados ao uso prévio de estrogénios.

Evista não deve ser combinado com terapêutica sistémica de reposição de estrogénio sem decisão clínica expressa.

Não recomendado para

Evista pode não ser adequado se já teve coágulos, se está grávida ou a amamentar, ou se tem alergia ao raloxifeno. Fale com o médico se tiver doença do fígado, insuficiência renal grave, hemorragia vaginal sem explicação ou fatores que aumentem o risco de trombose. Não o combine com estrogénio sistémico por iniciativa própria.

Efeitos secundários

Evista é geralmente bem tolerado, mas pode causar efeitos indesejáveis. Os mais frequentes incluem afrontamentos, cãibras nas pernas, sintomas semelhantes a gripe, edema periférico e queixas gastrointestinais.

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Frequência aproximada Efeitos possíveis Conduta prática
Frequentes Afrontamentos, cãibras nas pernas, inchaço dos tornozelos Registar o padrão e discutir se persistente
Menos frequentes Náuseas, dor de cabeça, erupção cutânea Avaliar a relação temporal com o tratamento
Graves Trombose venosa profunda, embolia pulmonar, trombose retiniana Procurar avaliação urgente

O risco mais relevante é o tromboembolismo venoso, isto é, a formação de um coágulo numa veia. Dor, calor, vermelhidão ou inchaço numa perna não devem ser ignorados. Falta de ar súbita, dor no peito ou tosse com sangue requerem assistência urgente.

Os afrontamentos tendem a ser mais incómodos no começo. Uma cãibra noturna isolada não significa necessariamente trombose, mas dor persistente acompanhada de inchaço unilateral é diferente e requer atenção imediata. A avaliação clínica deve considerar a intensidade e a duração dos sintomas. A informação de segurança da EMA descreve estes riscos e recomenda interrupção temporária antes de períodos prolongados de imobilização. [3]

Antes de uma cirurgia programada ou de uma viagem com imobilidade prolongada, o plano de suspensão temporária deve ser definido pelo médico. Não interrompa nem reinicie por iniciativa própria.

Erros comuns

Um erro comum é esperar que Evista reduza dor lombar causada por artrose ou por uma fratura já existente. O medicamento ajuda a diminuir risco futuro de fraturas vertebrais, mas não funciona como analgésico.

Outro erro é interromper a toma por causa de um afrontamento ligeiro sem avaliar a intensidade, duração e alternativas para o controlar. Também é frequente esquecer que períodos de repouso prolongado, internamento ou cirurgia alteram temporariamente o risco de trombose.

  • Não duplicar a dose após um esquecimento.
  • Não usar Evista para aliviar sintomas vasomotores da menopausa.
  • Não ignorar dor ou inchaço numa só perna.
  • Não assumir que caminhar ocasionalmente substitui exercício regular de força e equilíbrio.
  • Não suspender terapêutica sem um plano clínico, exceto perante orientação urgente por sinais compatíveis com trombose.
Leve uma lista atualizada dos seus medicamentos às consultas. Anticoagulantes, hormonas, fármacos para tiroide e tratamentos para colesterol podem justificar revisão da terapêutica.

Opiniões médicas

Na prática clínica, Evista é frequentemente considerado quando a prioridade é proteger a coluna vertebral numa mulher pós-menopáusica e não existe antecedente de trombose venosa. A escolha não depende apenas do resultado da densitometria.

O médico avalia fraturas anteriores, risco de queda, antecedentes familiares, mobilidade, função renal e cardiovascular. Uma mulher com fratura da anca prévia ou risco muito elevado de fratura não vertebral pode beneficiar mais de outra classe terapêutica.

Evista pode também ser relevante quando se valoriza o seu efeito antagonista dos recetores de estrogénio no tecido mamário. Mesmo assim, não é indicado para tratar cancro da mama já diagnosticado nem substitui o rastreio mamário recomendado.

Perguntas frequentes

Evista pode ser tomado com terapêutica de reposição hormonal?

A associação com estrogénio sistémico não é uma prática habitual e requer avaliação médica individualizada. Evista já atua nos recetores do estrogénio, mas de modo seletivo, e a combinação pode alterar riscos vasculares e efeitos nos tecidos. A EMA descreve que a utilização concomitante com estrogénios sistémicos não é recomendada como rotina clínica. Esta recomendação mantém-se relevante em 2026.

Evista reduz o risco de cancro da mama?

O raloxifeno reduziu o risco de cancro da mama invasivo com recetores de estrogénio positivos em grupos selecionados de mulheres pós-menopáusicas. Não trata um cancro da mama existente e não previne todos os tipos de cancro mamário. A FDA inclui esta redução de risco entre as utilizações aprovadas do raloxifeno em mulheres com critérios específicos de risco, conforme a informação aprovada de 2023. A decisão deve considerar simultaneamente o risco tromboembólico. [4]

Evista aumenta o risco de trombose?

Sim. O raloxifeno está associado a maior risco de tromboembolismo venoso, incluindo trombose venosa profunda e embolia pulmonar. O risco é mais relevante durante imobilização prolongada, após cirurgia ou em mulheres com antecedentes pessoais de coágulos. A orientação do Infarmed sobre utilização segura de medicamentos reforça a importância de comunicar antecedentes clínicos e medicamentos em uso. Esta precaução continua aplicável em 2026.

Evista pode ser tomado com alimentos?

Sim, Evista pode ser tomado com ou sem alimentos. Escolher uma rotina associada a uma refeição pode ajudar a evitar esquecimentos, embora a refeição não seja necessária para a absorção. A informação aprovada pela EMA indica administração oral diária independentemente das refeições. Esta regra de utilização não mudou em 2026.

Evista ajuda nas ondas de calor da menopausa?

Não. Evista não é utilizado para aliviar afrontamentos e pode agravá-los em algumas mulheres, sobretudo no início. Mulheres com sintomas vasomotores intensos precisam de uma abordagem direcionada a esses sintomas. A WHO distingue o controlo de sintomas da menopausa da prevenção de fraturas relacionadas com osteoporose. Esta diferença terapêutica permanece válida em 2026.

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Evista — Comparação com alternativas

Evista e a osteoporose pós-menopáusica

Após a menopausa, a redução natural de estrogénio acelera a reabsorção óssea. O osso perde densidade de forma silenciosa durante anos, muitas vezes sem dor ou sintomas até ocorrer uma fratura. Evista reduz esta perda ao exercer uma ação semelhante à do estrogénio no tecido ósseo. [1]

O benefício mais consistente é a redução de fraturas vertebrais. Não demonstrou a mesma eficácia na prevenção de fraturas da anca, pelo que o risco individual de queda, idade, densidade óssea e fraturas anteriores influenciam a escolha terapêutica.

Uma fratura vertebral pode manifestar-se como dor súbita nas costas, perda de altura ou curvatura progressiva da coluna. Estes sinais merecem avaliação clínica, mesmo quando a dor melhora em poucos dias.

Prevenção da osteoporose na menopausa

A menopausa é um período de maior vulnerabilidade óssea devido à queda dos níveis de estrogénio. Mulheres com baixo peso corporal, antecedentes familiares de fratura da anca, tabagismo, consumo elevado de álcool, imobilidade prolongada ou tratamento prolongado com corticosteroides podem ter risco acrescido.

A densidade mineral óssea é medida, habitualmente, por densitometria de dupla energia de raios X. O resultado não prevê sozinho todas as fraturas. A história de quedas, a força muscular e outras doenças também contam.

Evista e a menopausa precoce

A menopausa precoce exige uma avaliação individualizada porque a perda de estrogénio ocorre durante mais anos. Evista pode ser considerado depois da menopausa, mas a estratégia terapêutica depende da causa da insuficiência ovárica, idade, saúde cardiovascular, risco de trombose e necessidades de controlo de sintomas vasomotores.

Evista não trata afrontamentos nem secura vaginal. Em algumas mulheres, os afrontamentos podem mesmo intensificar-se no início do tratamento.

Mulheres com menopausa precoce e sintomas importantes podem necessitar de uma abordagem diferente da usada na osteoporose pós-menopáusica habitual. A EMA descreve Evista para utilização em mulheres pós-menopáusicas, não como tratamento de sintomas da menopausa.

Apresentação de Evista

Evista é apresentado em comprimidos de 60 mg para administração oral. A dose corresponde ao esquema habitual de toma uma vez por dia em mulheres pós-menopáusicas.

O comprimido deve ser engolido inteiro. A forma oral permite integrá-lo facilmente numa rotina diária, mas não elimina a necessidade de atenção a sinais de trombose ou a períodos de imobilização.

Avaliações e Experiências

M
Maria, 63
Coimbra
seis meses
Verificada
Comecei depois de uma densitometria mostrar osteopenia avançada. Não senti mudanças no dia a dia, mas percebi que esse não era o objetivo. Tive alguns afrontamentos nas primeiras semanas e depois diminuíram.
12/06/2025
R
Rita, 64
Braga
nove meses
Verificada
Já tinha tido uma fratura vertebral e queria manter um horário simples. Tomava sempre depois do pequeno-almoço. As cãibras nas pernas apareceram duas vezes no primeiro mês, mas não voltaram com frequência.
28/08/2025
A
Ana, 59
Lisboa
quatro meses
Verificada
Os afrontamentos ficaram mais intensos e interferiram com o sono. A médica reavaliou o tratamento porque também tinha antecedentes familiares de trombose. Acabei por mudar de estratégia.
05/11/2025
C
Carla, 64
Évora
um ano
Verificada
A toma diária foi fácil, sem desconforto no estômago. O mais difícil foi manter exercício regular, porque achava que o comprimido resolvia tudo. Passei a fazer caminhadas e exercícios de equilíbrio.
19/01/2026

Fontes

  1. European Medicines Agency (2017). Evista: Summary of Product Characteristics. ↑
  2. NICE (2019). Osteoporosis: assessing the risk of fragility fracture. ↑
  3. European Medicines Agency (2017). Evista: Package Leaflet. ↑
  4. U.S. Food and Drug Administration (2023). EVISTA (raloxifene hydrochloride) Prescribing Information. ↑
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