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Albendazole

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Albendazol é um antiparasitário anti-helmíntico usado como remédio para vermes. É indicado para adultos e crianças conforme idade, peso e diagnóstico. Atua ao inibir processos celulares do parasita, reduzindo a produção de energia e levando à sua eliminação.

O que é isto?

O Albendazole é um antiparasitário (anti-helmíntico) usado para tratar infeções por vermes e alguns outros parasitas, no intestino e, em situações específicas, em tecidos. É indicado para adultos e crianças (conforme idade/peso e diagnóstico) quando há parasitoses como ascaridíase, enterobíase ou estrongiloidíase. Atua ao bloquear processos celulares essenciais do parasita, reduzindo a sua capacidade de obter energia e sobreviver.

Composição

Comprimidos de Albendazole como substância ativa (frequentemente 200 mg ou 400 mg por comprimido), com excipientes usuais de formulação sólida para dar forma, estabilidade, desintegração e palatabilidade. Pode conter agentes de enchimento, ligantes, desintegrantes, lubrificantes e, em alguns casos, revestimento.

Como tomar?

A posologia do Albendazole varia com o parasita, a idade e o peso, e pode ir de dose única a esquemas de vários dias ou semanas em infeções complexas. Para decisões de dose e duração, o ponto central é o diagnóstico: “uma toma” pode ser suficiente para algumas parasitoses intestinais e inadequada para outras.

Regras práticas usadas com frequência em humanos:

  • Via oral, em comprimidos.
  • Comida: em algumas situações toma-se com alimento para aumentar a absorção; noutras, o objetivo é tolerância gastrointestinal.
  • Duração: pode ser 1 dia, vários dias, ou mais tempo quando a infeção exige abordagem prolongada.
  • Esquecimento de uma toma (em esquema de vários dias): toma-se quando se recorda e retoma-se o horário habitual; evitar duplicar a dose.

A medicina veterinária também usa albendazol. Um exemplo é Albendavet 100 mg/ml suspensão oral para bovinos, que contém Albendazol e é indicado para a espécie Bovinos; nesses produtos existe Intervalo de Segurança, como Leite – 4 dias e Carne e Vísceras – 14 dias, para proteção do consumidor de alimentos de origem animal.

Se o objetivo for erradicar o parasita e reduzir reinfeção, a disciplina do horário conta mais em esquemas de 3–7 dias do que em toma única. A falha mais comum é interromper porque os sintomas melhoraram ao 2.º dia.

Como funciona?

  • Via de administração: oral (comprimidos).
  • Ascaridíase / ancilostomíase / tricuríase: 400 mg em dose única (1 vez).
  • Enterobíase (oxiúros): 400 mg em dose única; repetir 400 mg após 14 dias.
  • Estrongiloidíase: 400 mg 1 vez/dia durante 3 dias.
  • Teníase / himenolepíase: 400 mg 1 vez/dia durante 3 dias; pode ser necessário repetir conforme avaliação.
  • Giardíase (crianças): 400 mg 1 vez/dia durante 5 dias.
  • Hidatidose (equinococose) e neurocisticercose: 10–15 mg/kg/dia por via oral, dividido em 2 tomas/dia, por ciclos de 8–30 dias conforme protocolo e acompanhamento.
  • Quando tomar: preferir após refeição, idealmente com refeição mais gordurosa quando o objetivo é efeito sistémico.
  • Horário: se for 2 vezes/dia, manter intervalos regulares (manhã e noite).

Indicações

Albendazole é um “remédio para vermes” de largo espetro, usado em várias parasitoses. Em prática clínica, é escolhido quando se pretende cobrir diferentes helmintas com um esquema simples, ou quando o parasita é sensível a benzimidazóis.

Indicações frequentes (dependem de confirmação clínica e do agente identificado):

  • Ascaridíase (ex.: Ascaris lumbricoides)
  • Ancilostomíase (ex.: Ancylostoma duodenale)
  • Enterobíase/oxiuríase (ex.: Enterobius vermicularis)
  • Estrongiloidíase (ex.: Strongyloides stercoralis)
  • Giardíase (agente: Giardia lamblia)
  • Teníase
  • Neurocisticercose (situação que exige avaliação e seguimento médico, pela inflamação que pode surgir quando os parasitas morrem) [1]

Um detalhe que apanho muitas vezes no dia a dia: prurido anal e “dor de barriga” podem ter muitas causas, e o Albendazole faz sentido quando há suspeita razoável de parasitoses — não como resposta automática a qualquer desconforto intestinal.

Se a suspeita for enterobíase (oxiúros), é comum ser necessário tratar contactos do agregado e reforçar higiene de mãos/unhas e roupa de cama, porque a reinfeção é um motivo muito típico para “parecer que o medicamento não funcionou”.

Comparação

Albendazole é muitas vezes comparado a outros anti-helmínticos por causa do espetro e do tipo de parasitas alvo. Na prática, a escolha depende do parasita suspeito/provado, do local da infeção (intestino vs tecidos), e da tolerância.

Fármaco Classe Quando é mais usado
Albendazole Benzimidazol (anti-helmíntico) Espetro amplo; também usado em infeções tecidulares selecionadas
Mebendazol Benzimidazol (anti-helmíntico) Verminoses intestinais comuns, com baixa absorção sistémica
Tiabendazol Benzimidazol (anti-helmíntico) Uso mais limitado por tolerabilidade; alternativa em cenários específicos

Cambendazol também pertence ao grupo histórico de anti-helmínticos (benzimidazóis), mas tem uso muito menos comum no dia a dia. O ponto prático é este: Albendazole tende a ser preferido quando se quer uma opção de espetro largo, aceitando que pode exigir mais vigilância em tratamentos longos.

Contraindicações

  • Gravidez
  • Hipersensibilidade/alergia ao albendazol ou a outros benzimidazóis
  • Doença hepática ativa ou alterações hepáticas significativas sem avaliação
  • Alterações hematológicas relevantes prévias
  • Suspeita de neurocisticercose sem diagnóstico e sem acompanhamento

Não recomendado para

Evite usar Albendazole sem orientação se estiver grávida, se já teve alergia a este tipo de “remédios para vermes”, ou se tem problemas importantes do fígado. Se tem análises com alterações do sangue ou precisa de um esquema mais prolongado, pode ser necessário controlo médico com análises. Se tiver sintomas neurológicos ou suspeita de neurocisticercose, não inicie por conta própria e procure avaliação, porque o tratamento pode desencadear inflamação e agravar o quadro.

Efeitos secundários

Efeitos indesejáveis podem acontecer, e em esquemas curtos tendem a ser transitórios. Quando o tratamento é prolongado, o perfil de risco muda e passa a valer a pena antecipar monitorização clínica e laboratorial, por indicação médica.

Efeitos mais comuns:

  • Dor abdominal, náuseas, vómitos, diarreia
  • Cefaleias e tonturas
  • Erupção cutânea e prurido

Efeitos que merecem atenção rápida:

  • Sinais de reação alérgica (urticária extensa, edema da face, dificuldade em respirar)
  • Agravamento neurológico (cefaleias intensas, convulsões, alteração do estado de consciência), uma preocupação em cenários como neurocisticercose, em que a morte do parasita pode desencadear inflamação
  • Icterícia, urina escura, prurido generalizado ou dor no quadrante superior direito, que podem sugerir compromisso hepático

Um pormenor que surpreende algumas pessoas: em tratamentos prolongados, pode haver alterações do fígado e do hemograma, e a decisão de continuar, ajustar ou parar é médica, com base em análises.

Se surgiu náusea forte, uma estratégia simples é alinhar a toma com uma refeição e manter hidratação; se houver vómitos repetidos, a dose pode não estar a ser absorvida e isso precisa de reavaliação.

Erros comuns

  • Usar Albendazole para “dor de barriga” sem confirmação de parasitose, atrasando o diagnóstico de outra causa.
  • Parar um esquema de vários dias ao 2.º ou 3.º dia porque os sintomas melhoraram.
  • Na enterobíase, não repetir a dose ao fim de 14 dias quando indicado e não reforçar higiene de mãos/unhas e lavagem de roupa de cama, favorecendo reinfeção.
  • Não informar doenças do fígado ou alterações prévias nas análises hepáticas, aumentando o risco de uso inadequado.
  • Em sintomas neurológicos, iniciar antiparasitário sem avaliação médica, quando pode ser necessária vigilância e terapêutica associada.
Informe sempre outros medicamentos e suplementos que usa e qualquer histórico de doença hepática antes de iniciar o Albendazole.

Opiniões médicas

Em consulta, médicos e farmacêuticos tendem a separar “parasitoses prováveis” de “ansiedade por parasitas”. Muita gente trata-se por conta própria após uma viagem, uma gastroenterite viral, ou um episódio isolado de diarreia. Nem tudo é verme.

Há três padrões repetidos:

  1. Enterobíase em famílias com crianças: melhora rápida, mas recidiva se não houver higiene e, quando indicado, tratamento do agregado.
  2. Giardíase: doente com gases e diarreia prolongada, muitas vezes após creche, campismo ou água contaminada; o diagnóstico laboratorial evita semanas de tentativas.
  3. Suspeita de parasita quando o problema era outra coisa: intolerância alimentar, SII, ou infeção bacteriana.

Uma frase que já ouvi mais de uma vez em contexto clínico: “Se não sabemos o parasita, escolhemos mal o fármaco”. O albendazol é útil, mas não substitui avaliação.

Perguntas frequentes

Em muitas parasitoses intestinais, a melhoria de sintomas pode surgir em poucos dias, mas a normalização do trânsito intestinal pode levar mais tempo. Em infeções tecidulares, o objetivo é reduzir carga parasitária e inflamação ao longo de semanas, e a resposta é mais lenta. A perceção de “não funcionou” no 2.º dia é comum e nem sempre significa falha terapêutica.

Depende do objetivo do esquema. Para maximizar absorção e níveis sistémicos, a toma com alimento pode ser escolhida pelo clínico, e refeições com mais gordura tendem a aumentar a biodisponibilidade. Para reduzir náusea, também é frequente alinhar a toma com uma refeição. A decisão é clínica, porque nem todas as indicações precisam de alta exposição sistémica.

Não. Em geral, a gravidez é uma contraindicação relevante para albendazol, e a avaliação da parasitose e do risco-benefício deve ser feita antes de iniciar qualquer tratamento. A WHO inclui albendazol em listas de medicamentos essenciais e discute o uso em programas de saúde pública, com restrições e critérios por grupos (2026). O ponto prático é evitar exposição no início da gravidez e planear alternativas quando necessário. [5]

Álcool não é uma “interação clássica” como acontece com alguns antibióticos, mas pode piorar náusea, azia e sobrecarregar o fígado. Em esquemas curtos, muita gente tolerou bem sem álcool. Em tratamentos prolongados, faz sentido reduzir ao mínimo, porque o risco de alteração de enzimas hepáticas é mais relevante. Se já tem história de alterações hepáticas, o álcool deixa de ser um detalhe.

O risco não é o Albendazole “não funcionar”; é a resposta inflamatória quando os parasitas no sistema nervoso morrem. Isso pode aumentar edema e precipitar cefaleias intensas, convulsões ou défices neurológicos, e por isso a abordagem costuma incluir vigilância e, em muitos casos, medicação adjuvante prescrita. A decisão de tratar sem diagnóstico pode atrasar a estratégia correta. Em termos práticos, sintomas neurológicos novos durante o tratamento exigem avaliação clínica rápida.

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Albendazole — Comparação com alternativas

Nomes comerciais e apresentações do Albendazol

No uso humano, existem formas farmacêuticas como comprimidos e suspensão oral (a suspensão é útil em crianças pequenas ou em pessoas com dificuldade em engolir). Nesta página, o Albendazole é disponibilizado em comprimidos.

Um detalhe prático: alguns comprimidos de albendazol são mastigáveis. Isso ajuda em crianças maiores, mas o sabor pode causar rejeição, e há quem prefira engolir inteiro com água.

Avaliações e Experiências

R
Rita, 34
Lisboa
Verificada
Tomei ao jantar e no dia seguinte tive náusea leve e algum desconforto abdominal. Ao fim de 48 horas senti-me melhor e não voltei a ter prurido.
14/11/2024
M
Miguel, 41
Porto
3 dias
Verificada
No primeiro dia fiquei com azia e diarreia. Aguentei porque o médico tinha avisado que podia acontecer. Melhorou no terceiro dia e os sintomas intestinais desapareceram na semana seguinte.
03/02/2025
S
Sofia, 29
Coimbra
Verificada
Achei que ia ser imediato, mas continuei com sintomas uns dias e fiquei ansiosa. Mais tarde percebi que em casa ninguém tinha tratado e acabei por ter reinfeção, então repetimos o plano com orientação.
22/06/2025
N
Nuno, 52
Braga
5 dias
Verificada
Tive dor de cabeça e tonturas nos dois primeiros dias. Consegui trabalhar, mas reduzi álcool e tomei com comida. Funcionou, mas não gostei dos efeitos.
18/10/2024
C
Carla, 38
Faro
vários dias
Verificada
A parte mais chata foi o estômago e a sensação de cansaço. As análises ao fígado ficaram ok, e os sintomas resolveram, mas eu não repetia um esquema longo sem acompanhamento.
09/03/2025

Sources

  1. European Medicines Agency (EMA) (2026). Albendazole: Summary of Product Characteristics (human use).
  2. WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology (2026). ATC/DDD Index: QP52AC11 – Albendazole.
  3. PubMed (2025). Albendazole pharmacokinetics and clinically relevant drug–drug interactions: a review.
  4. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2026). Albendazol: informação do medicamento para uso humano.
  5. World Health Organization (WHO) (2026). WHO Model List of Essential Medicines and guidance notes on anthelmintics.