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Asacol

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Asacol é um medicamento anti-inflamatório intestinal com mesalazina. É indicado para adultos com colite ulcerosa ou doença de Crohn. Atua localmente no intestino para reduzir a inflamação da mucosa.

O que é isto?

Asacol é um medicamento anti-inflamatório intestinal utilizado no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerosa e a doença de Crohn. É indicado para adultos que precisam de controlar a inflamação da mucosa do intestino, tanto em fase ativa como na manutenção da remissão. Atua localmente através do ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), reduzindo mediadores inflamatórios no cólon [1].

Asacol contém mesalazina, também conhecida como ácido 5-aminosalicílico / 5-ASA e ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). Na prática clínica, é uma das opções mais usadas quando o objetivo é “apagar” a inflamação na parede do intestino com menos efeitos sistémicos do que muitos imunossupressores, porque a ação é sobretudo local no trato gastrointestinal.

As indicações mais frequentes incluem:

  • Colite ulcerosa: controlo de sintomas na fase ativa e manutenção da remissão.
  • Doença de Crohn: pode ser usada em contextos selecionados, consoante a localização e o plano terapêutico definido pelo gastrenterologista.
Dica prática: em terapêuticas com 5-ASA, a adesão diária costuma ser o fator que mais separa “remissão estável” de “sintomas a voltar em ciclos”. Muitas falhas acontecem por doses esquecidas, não por falta de eficácia.

Uma nuance útil: mesalazina e “mesalamine/mesalamina/mesalazina” são o mesmo fármaco em diferentes usos linguísticos; o mecanismo é o do 5-ASA, com efeito anti-inflamatório na mucosa intestinal.

Composição

Asacol contém mesalazina (ácido 5-aminossalicílico, 5-ASA), um anti-inflamatório de ação local no intestino.

É apresentado em comprimidos gastrorresistentes para libertação no intestino, o que ajuda o princípio ativo a atuar na mucosa do cólon com menor degradação no estômago.

Algumas apresentações também existem para uso retal em situações específicas, como inflamação do reto. A formulação em comprimidos é a forma oral mais utilizada para manutenção e controlo da colite ulcerosa.

Como tomar?

A regra operacional é simples: tomar exatamente na dose e frequência prescritas. A posologia é individualizada segundo diagnóstico, extensão da doença, gravidade da fase ativa e resposta, e costuma ser ajustada ao longo do tempo.

Orientações de utilização que costumam fazer diferença no dia a dia:

  • Engolir os comprimidos inteiros, com água; não esmagar nem mastigar.
  • Manter horários consistentes ajuda a não falhar tomas.
  • A duração do tratamento é frequentemente prolongada na manutenção da remissão, mesmo quando os sintomas abrandam, porque a inflamação microscópica pode persistir [2].

O efeito não é imediato. Para algumas pessoas, a melhoria de urgência evacuatória e sangue nas fezes surge em dias; para outras, demora mais, e o alvo clínico pode ser “remissão sustentada” ao longo de semanas.

Dica prática: se uma toma for esquecida, muitas pessoas tentam “compensar” duplicando a dose na toma seguinte. Isso aumenta efeitos indesejáveis sem ganhar controlo extra da inflamação. O plano mais seguro é seguir o esquema definido pelo médico.

Como funciona?

  • Via oral: tomar os comprimidos por via oral com um copo de água, sem mastigar, partir ou esmagar.
  • Dose habitual em adultos: 2,4 g por dia a 4,8 g por dia, divididos em 2 a 3 tomas, conforme a gravidade e a fase do tratamento.
  • Frequência: administrar 2 a 3 vezes por dia, de preferência às mesmas horas todos os dias.
  • Com refeições: pode ser tomado com ou após as refeições para melhorar a tolerância gastrointestinal.
  • Duração: na colite ulcerosa, costuma ser usado em tratamento de indução por várias semanas e depois em manutenção prolongada, segundo indicação médica.
  • Ajustes: a dose deve ser individualizada pelo médico, sobretudo em doentes com compromisso renal.

Indicações

As indicações mais frequentes incluem:

  • Colite ulcerosa: controlo de sintomas na fase ativa e manutenção da remissão.
  • Doença de Crohn: pode ser usada em contextos selecionados, consoante a localização e o plano terapêutico definido pelo gastrenterologista.

Comparação

Na abordagem de SIMILARES DO ASACOL e SIMILARES QUÍMICOS DO ASACOL, existem duas grandes vias: continuar na classe do 5-ASA (mesalazina) ou mudar para outra classe quando a gravidade e a resposta o justificam.

  • Outros medicamentos com mesalazina (genéricos incluídos): mantêm o mesmo princípio ativo (mesalamine/mesalamina/mesalazina), mas podem diferir em tecnologia de libertação e tolerabilidade individual.
  • Sulfasalazina / Sulfassalazina: é um fármaco mais antigo, com ação no cólon por via do componente 5-ASA ligado a sulfapiridina; pode ser útil em alguns doentes, mas tende a ter mais limitações de tolerância e interações.
  • Corticosteroides, imunomoduladores e biológicos: entram quando a doença é moderada a grave, refratária, ou com objetivos de remissão mais exigentes, segundo recomendações internacionais [4].

Asacol vs alternativas frequentes na DII

Opção Substância/classe Quando faz mais sentido
Asacol Mesalazina (5-ASA) Colite ulcerosa leve a moderada; manutenção da remissão
Sulfassalazina Pró-fármaco com 5-ASA Alguns perfis de doentes, às vezes com componente articular; tolerância é o fator limitante
Terapêutica sistémica Corticosteroides/imunossupressores/biológicos Doença moderada a grave, falha do 5-ASA, objetivos de controlo rápido e profundo

A decisão de troca não é “um comprimido por outro”. Entra em jogo localização da inflamação, história de surtos, marcadores inflamatórios e efeitos adversos prévios.

Contraindicações

Asacol não é para si se existir:

  • Alergia à mesalazina ou a outros salicilatos.
  • Doença renal grave ou deterioração renal sem causa esclarecida.
  • Doença hepática grave.
  • Úlcera gástrica ou duodenal ativa, em que a tolerância pode ser pior e a estratégia terapêutica pode mudar.

Não recomendado para

Asacol pode não ser a melhor opção se tiver alergia à mesalazina ou a salicilatos, se tiver doença renal ou hepática grave, ou se existir úlcera ativa no estômago ou duodeno. Também merece especial cautela quando há sintomas como menos urina, inchaço, erupção na pele, falta de ar ou febre persistente.

Efeitos secundários

A maioria dos doentes tolera bem a mesalazina, mas efeitos adversos existem e vale a pena reconhecê-los cedo. Dores de cabeça e desconforto gastrointestinal (náuseas, dor abdominal, diarreia) estão entre as queixas mais relatadas com mesalamine/mesalamina/mesalazina em uso real.

Efeitos que também podem aparecer:

  • Gases e sensação de distensão nas primeiras semanas.
  • Erupção cutânea ou prurido, sugerindo hipersensibilidade.
  • Agravamento paradoxal de sintomas intestinais em poucos doentes (dor, diarreia, febre), que pode mimetizar uma exacerbação da doença e exige avaliação.

Sinais de alarme que justificam contacto médico urgente incluem reação alérgica (inchaço de face/língua, falta de ar), dor torácica inexplicada, urina muito escura com diminuição do volume urinário, ou febre persistente com mal-estar marcado.

Dica prática: um erro comum é atribuir qualquer diarreia ao Asacol. Em colite ulcerosa, diarreia pode ser doença ativa, infeção intercurrente, intolerância alimentar ou efeito do fármaco; registar 3–4 dias de sintomas (frequência, sangue, febre) ajuda o médico a decidir rápido.

Erros comuns

Alguns erros são silenciosos, mas estragam resultados.

  • Partir, triturar ou mastigar o comprimido por dificuldade em engolir; a libertação deixa de ser previsível e a tolerância pode piorar.
  • Interromper assim que melhora, guardando o resto para “quando voltar”; isso aumenta risco de recaída e uso de corticoterapia.
  • Misturar AINEs por conta própria (p. ex., para dores) sem falar com o médico, em pessoas com risco renal.
  • Confundir efeito adverso com surto, ou surto com efeito adverso; sem registo de sintomas e sem avaliação, perde-se tempo.
  • Desvalorizar sinais urinários (menos urina, inchaço, cansaço fora do habitual), que podem ser pista de problema renal.
Dica prática: uma estratégia simples é usar um lembrete fixo associado a rotina (pequeno-almoço/jantar) e um organizador semanal. Em medicamentos de manutenção, o “quase sempre” costuma ser insuficiente.

Opiniões médicas

Em consulta de gastrenterologia, o 5-ASA costuma ser visto como base terapêutica na colite ulcerosa leve a moderada. Médicos tendem a valorizar o facto de atuar localmente e de permitir manutenção prolongada com um perfil de segurança previsível, desde que exista vigilância renal e adesão.

Também vejo um padrão repetido: quando um doente melhora, a tentação é suspender por conta própria para “dar descanso ao organismo”. O que costuma acontecer é uma recaída semanas ou meses depois, e a recuperação da remissão pode exigir escalada terapêutica. É uma limitação real: o benefício é alto, mas depende de consistência.

Outra nuance clínica: se os sintomas não mexem após tempo adequado, muitos clínicos não insistem indefinidamente só com 5-ASA. Reavaliam diagnóstico, extensão e infeções, e ajustam o plano com base em objetivos definidos pelas sociedades científicas de DII .

Perguntas frequentes

Não deve usar Asacol quem tem alergia à mesalazina, a salicilatos ou a qualquer componente da formulação. Também é contraindicado em pessoas com doença renal grave, porque a mesalazina pode agravar a função dos rins. Se houver intolerância prévia à terapia com 5-ASA, o medicamento deve ser evitado. Em doentes com sintomas novos ou agravamento rápido, é necessária avaliação médica antes de iniciar ou continuar o tratamento.

O Asacol começa a atuar de forma gradual e muitos doentes só notam melhoria após vários dias a algumas semanas. Na inflamação ativa, a resposta clínica pode surgir em 1 a 3 semanas, mas o efeito máximo pode demorar mais tempo. A mesalazina atua localmente na mucosa intestinal, por isso o alívio não é imediato. Se não houver melhoria após o período esperado, o médico pode ajustar o esquema terapêutico.

O Asacol não é a opção principal para doença de Crohn, porque a mesalazina tem melhor evidência na colite ulcerosa. Em alguns casos selecionados, o médico pode considerar o seu uso, mas o benefício é geralmente limitado no Crohn. A decisão depende da localização da inflamação e da resposta clínica. Se o diagnóstico for Crohn, é importante seguir a estratégia terapêutica indicada pelo gastroenterologista.

A mesalazina pode ser usada na gravidez quando o benefício clínico justifica o tratamento, sobretudo para controlar doença inflamatória intestinal ativa. Manter a doença bem controlada é importante para reduzir riscos para a mãe e para o feto. A decisão deve ser feita com acompanhamento médico, preferindo a menor dose eficaz. Se surgir agravamento de sintomas ou efeitos adversos, a avaliação deve ser imediata.

Em geral, a mesalazina é compatível com a amamentação, porque passa para o leite em quantidades baixas. Ainda assim, o bebé deve ser observado para sinais raros de diarreia ou desconforto digestivo. O médico pode recomendar vigilância adicional se houver doença renal ou uso de doses elevadas. A decisão deve sempre considerar o controlo da doença materna.

Dores de cabeça e náuseas podem ocorrer no início do tratamento e muitas vezes atenuam-se após alguns dias. Tomar o medicamento com comida pode ajudar a reduzir o desconforto gástrico. Se os sintomas forem intensos, persistentes ou vierem acompanhados de dor abdominal forte, vómitos ou diarreia importante, deve procurar avaliação médica. Esses sinais podem indicar intolerância ao tratamento ou agravamento da doença intestinal.

O Asacol pode interferir com alguns exames, sobretudo análises da função renal, que devem ser monitorizadas durante o tratamento. Em alguns doentes, a mesalazina também pode alterar parâmetros laboratoriais ligados à inflamação ou à função hepática. Por isso, o médico pode pedir creatinina, urea e outros controlos periódicos. Antes de qualquer exame, informe sempre que está a tomar mesalazina.

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Asacol — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

M
Marta, 38
3 meses
Verificada
Comecei com 2,4 g por dia e ao fim de duas semanas já tinha menos urgência intestinal e menos sangue nas fezes. Tive alguma náusea no início, mas melhorou quando passei a tomar com comida.
14/11/2025
J
João, 52
5 meses
Verificada
Uso Asacol há 5 meses para manter a colite ulcerosa sob controlo e tenho conseguido ficar estável com 4 comprimidos por dia. Não notei efeito imediato, mas com o tempo a inflamação baixou bastante.
03/02/2026
I
Inês, 29
6 weeks
Verificada
Tomei durante cerca de 6 semanas e a dor abdominal melhorou, mas as dores de cabeça no início foram chatas. Acabei por adaptar o horário e fiquei melhor, embora o alívio não tenha sido tão rápido como esperava.
22/08/2025
R
Rui, 45
4 meses
Verificada
Com 4,8 g por dia senti menos crises e consegui evitar corticóides. O medicamento é útil, mas demora algumas semanas a fazer efeito e exige paciência.
09/01/2026

Fontes

  1. European Medicines Agency (EMA) (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — mesalazine (oral formulations)
  2. European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) (2023). Guidelines on the management of ulcerative colitis
  3. Cochrane (2023). Aminosalicylates for maintenance of remission in ulcerative colitis (review)
  4. World Health Organization (WHO) (2023). WHO Model List of Essential Medicines (EML) — section on gastrointestinal medicines
  5. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2025). Portal do medicamento: informação pública sobre substâncias ativas e uso racional — mesalazina
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