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Claritin

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Claritin é um anti-histamínico oral indicado para aliviar sintomas de alergia, como rinite alérgica e urticária. É usado em adultos e crianças conforme a idade e o peso, ajudando a controlar espirros, comichão e corrimento. O seu efeito baseia-se no bloqueio da histamina, reduzindo a reação alérgica.

O que é isto?

O Claritin é um anti-histamínico oral utilizado para aliviar sintomas de alergias, como rinite alérgica e urticária crónica. É indicado para pessoas com espirros, corrimento e comichão no nariz, olhos lacrimejantes e lesões de pele com prurido. Atua ao bloquear a ação da histamina, ajudando a controlar a reação alérgica e a manter o dia a dia mais confortável.

Composição

O princípio ativo do Claritin é a loratadina, um anti-histamínico de 2.ª geração. Atua como antagonista seletivo dos recetores H1 periféricos, reduzindo o prurido, o lacrimejo, a rinorreia e os espirros associados às alergias.

Como tomar?

Em adultos, o esquema é tipicamente simples e de toma diária única, pensado para cobrir o dia. Em população pediátrica, a adequação depende muito de idade e peso, e a escolha de formulação/dose precisa de ser ajustada ao perfil da criança.

Como tomar Claritin: Posologia e Recomendações

Recomendações práticas usadas no dia a dia:

  • Tome sempre à mesma hora, se estiver em fase de alergia ativa.
  • Se o seu sintoma principal é urticária com prurido noturno, algumas pessoas preferem a toma ao fim do dia; outras preferem de manhã para cobrir a exposição diurna.
  • Se se esquecer de uma toma, não compense com dose dupla; retome o esquema habitual.

Como funciona?

  • Via de administração: oral, por via oral.
  • Forma farmacêutica: comprimidos.
  • Dose habitual em adultos e adolescentes com 12 ou mais anos: 10 mg (1 comprimido) 1 vez por dia.
  • Posologia em crianças dos 2 aos 12 anos:
    • peso corporal > 30 kg: 10 mg 1 vez por dia;
    • peso corporal ≤ 30 kg: 5 mg 1 vez por dia.
  • Quando tomar: pode ser tomado com ou sem alimentos.
  • Duração do tratamento: usar apenas durante o período de sintomas ou conforme indicação médica; em rinite alérgica sazonal pode ser mantido enquanto durar a exposição ao alergénio.
  • Se se esquecer de uma toma: tomar quando se lembrar, mas não duplicar a dose no mesmo dia.

Indicações

O Claritin é um anti-histamínico usado para aliviar sintomas de alergia.

As utilizações mais habituais são:

  • Rinite alérgica: alívio de sintomas nasais como espirros, rinorreia e prurido nasal, bem como sintomas oculares como comichão, ardor e lacrimejo.
  • Urticária: redução de prurido, vermelhidão e lesões tipo pápulas associadas a surtos de urticária, incluindo urticária crónica.

Comparação

Existem alternativas terapêuticas dentro dos antialérgicos orais. Uma via é usar loratadina (genérico), que mantém o mesmo princípio ativo. Outra via é trocar para outro anti-histamínico de 2.ª geração, como cetirizina (ex.: Zyrtec ou genérico), com diferenças individuais no perfil de sedação e na perceção de eficácia. Para sintomas com congestão, há combinações com descongestionantes e anti-histamínicos de 1.ª geração em alguns produtos (ex.: Actifed), que tendem a dar mais sonolência e têm mais limitações cardiovasculares.

Opção Princípio ativo Grupo
Claritin (ou genérico) Loratadina Anti-histamínico 2.ª geração
Cetirizina (ex.: Zyrtec ou genérico) Cetirizina Anti-histamínico 2.ª geração
Associações com descongestionante (ex.: Actifed) Pseudoefedrina/Triprolidina Descongestionante + anti-histamínico 1.ª geração

Contraindicações

A contraindicação direta é alergia conhecida à loratadina ou a componentes do medicamento.

Precauções relevantes:

  • Gravidez: usar apenas quando o benefício esperado for claro, porque a decisão deve ponderar sintomas e alternativas.
  • Amamentação: a loratadina e metabolitos podem passar para o leite; avalia-se caso a caso.
  • Doença hepática: o metabolismo é hepático; pode ser necessário ajuste e vigilância clínica.
  • Doença renal: em insuficiência significativa, o perfil de eliminação pode alterar-se.

Não recomendado para

  • Não é ideal para congestão nasal intensa isolada.
  • Pode não ser a melhor opção se já teve sonolência relevante com anti-histamínicos.
  • Deve ser avaliado com mais cautela em doença hepática ou polimedicação.
  • História de hipersensibilidade à loratadina.
  • Crianças menores de 2 anos, salvo indicação médica específica.
  • Crianças menores de 6 anos quando a formulação/dose não é adequada à faixa etária.
  • Crianças com menos de 30 kg, quando a dose de comprimido não permite ajuste seguro.

Efeitos secundários

O Claritin costuma ser bem tolerado, mas podem ocorrer efeitos secundários. Os mais relatados com a loratadina incluem sonolência, fadiga, dor de cabeça, boca seca e, em algumas pessoas, tonturas.

Sinais que merecem atenção rápida incluem reação alérgica ao próprio medicamento, com urticária nova, inchaço da face ou dos lábios e pieira, bem como palpitações persistentes ou agravamento inesperado dos sintomas.

Dicas para lidar com efeitos leves:

  • Boca seca: beber água ao longo do dia e usar pastilhas sem açúcar pode ajudar.
  • Sonolência: ajustar o horário da toma e evitar álcool no mesmo período.
  • Dor de cabeça: hidratação e sono regular podem ajudar.

Erros comuns

  • Tomar só quando os sintomas já estão no pico e esperar efeito imediato total; muitas pessoas ganham mais controlo com uso regular durante a exposição.
  • Misturar com álcool e depois culpar o medicamento pela sonolência do dia seguinte.
  • Usar para “constipação” comum sem sintomas alérgicos claros; a rinite viral não responde do mesmo modo.
  • Partir comprimidos para crianças sem um plano de dose por peso; o risco é subdosagem (não funciona) ou sobredosagem (efeitos).
  • Suspender antes de testes de alergia tarde demais, o que pode levar a resultados falsamente negativos.

Opiniões médicas

Na prática clínica, médicos e alergologistas usam anti-histamínicos como a loratadina para duas estratégias: controlo contínuo durante épocas de pólen ou exposição constante (ácaros), e controlo sob demanda em sintomas ocasionais. As orientações da ARIA e da OMS apoiam essa abordagem individualizada. A escolha depende do padrão: rinite diária tende a beneficiar de regularidade, enquanto surtos esporádicos de urticária podem precisar de abordagem mais ajustada. [4]

Um ponto que surge muito em consulta é a expectativa: o Claritin ajuda bastante em espirros, comichão e corrimento, mas pode ser insuficiente quando o problema dominante é congestão nasal marcada. Nesses casos, o médico pode recomendar associar outras medidas ou tratar a inflamação nasal de forma mais dirigida.

Uma nuance clínica: urticária crónica exige plano. A European Academy of Allergy and Clinical Immunology e a OMS descrevem seguimento regular e reavaliação quando os sintomas persistem.
Não é só “tomar e esquecer”.

Perguntas frequentes

O início de ação da loratadina costuma ocorrer dentro de horas após a toma, com melhoria progressiva dos sintomas ao longo do dia. Em rinite alérgica persistente, a regularidade diária durante o período de exposição tende a dar controlo mais consistente. Se ao fim de alguns dias não houver melhoria relevante, pode ser sinal de que o quadro não é dominado por histamina (por exemplo, congestão inflamatória marcada).

A loratadina é um anti-histamínico de 2.ª geração e, por regra, tem menor sedação do que os anti-histamínicos mais antigos. Mesmo assim, existe variabilidade individual, e alguns doentes descrevem sonolência, mais visível nas primeiras tomas. Juntar álcool ou medicamentos sedativos aumenta esse risco.

A combinação pode aumentar sonolência e tonturas em pessoas sensíveis, mesmo quando o medicamento isolado não dá grande sedação. Em termos práticos, isso pode afetar condução e tarefas que exigem atenção sustentada. Se o objetivo é controlar sintomas durante o dia, álcool e anti-histamínicos raramente jogam a favor.

O Claritin tende a funcionar melhor para espirros, corrimento e comichão do que para congestão marcada. A obstrução nasal pode exigir outras medidas. Quando o nariz está muito “tapado”, o sintoma costuma ter uma componente inflamatória que pode precisar de outras abordagens terapêuticas. Em consulta, é comum ajustar o plano em vez de aumentar tomas sem critério.

Na gravidez e na amamentação, a decisão deve pesar a intensidade dos sintomas e as alternativas, porque há considerações de exposição do feto/lactente. A prática clínica tende a preferir o mínimo eficaz e por períodos necessários. Se existir doença hepática associada, a avaliação torna-se ainda mais individualizada por causa do metabolismo hepático.

Se se esquecer, retome o esquema habitual na próxima toma, sem duplicar. Duplicar aumenta a probabilidade de efeitos como sonolência, boca seca e tonturas, sem garantir melhor controlo sintomático. Um truque simples é associar a toma a uma rotina fixa (por exemplo, higiene matinal ou jantar).

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Claritin — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

M
Mariana, 34
Lisboa
3 semanas
Verificada
Usei na época do pólen e ao fim de dois dias já conseguia trabalhar sem estar sempre a assoar-me. Não fiquei sonolenta, só notei boca seca à tarde.
14/03/2025
T
Tiago, 41
Porto
10 dias
Verificada
A urticária baixou muito e o prurido parou quase na primeira semana. Nos dois primeiros dias senti-me mais cansado e mudei para tomar ao fim do dia.
22/09/2024
S
Sofia, 29
Coimbra
5 dias
Verificada
Ajudou nos espirros e olhos, mas o nariz continuou entupido quando estava em casa com pó. Acabei por precisar de tratar a parte nasal de outra forma.
08/01/2025
R
Rui, 52
Braga
2 semanas
Verificada
Funcionou bem para comichão e lacrimejo. Tive uma dor de cabeça leve em alguns dias e percebi que era pior quando dormia pouco.
19/11/2024
C
Carla, 37
Faro
14 dias
Verificada
Para mim foi estável e prático. O único senão foi esquecer duas tomas na primeira semana e os sintomas voltarem ao fim do dia.
03/05/2025

Fontes

  1. World Health Organization (2023). WHO Model Formulary: Histamine H1-antihistamines (systemic use).
  2. European Medicines Agency (EMA) (2024). Summary of Product Characteristics (SmPC) — Loratadina.
  3. World Health Organization / ARIA (2020). Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA) Guidelines.
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