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Diclofenaco

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Diclofenaco é um anti-inflamatório não esteroide por via oral, indicado para adultos com dor e inflamação musculoesquelética. É usado quando há componente inflamatório, como rigidez, inchaço e limitação do movimento. Ajuda a reduzir a dor e a inflamação ao bloquear prostaglandinas.

O que é isto?

Diclofenaco é um analgésico e anti-inflamatório com ação também antipirética (reduz febre). Em prática clínica, é escolhido quando a dor tem componente inflamatório — por exemplo, numa crise de dor articular, numa lombalgia com rigidez, ou numa tendinite.

A sua utilidade costuma ser maior quando existe inchaço, calor local e limitação do movimento, e não apenas dor “seca”. Uma limitação real: como AINE, pode irritar o estômago e aumentar risco cardiovascular em algumas pessoas, por isso faz sentido usar a menor dose durante o menor tempo necessário.

Diclofenaco pode ser descrito como um anti-inflamatório local no sentido farmacológico de atuar nos tecidos inflamados, embora neste produto a via seja oral (comprimidos).

Composição

Nesta página, Diclofenaco é apresentado como comprimidos (pills) para utilização por via oral. Na prática, o diclofenac existe como diclofenac sódico e como sal potássico de diclofenac; ambas as formas libertam diclofenac no organismo, com diferenças farmacotécnicas que podem influenciar a rapidez de início de ação.

Em termos de dosagem, no mercado existem comprimidos com forças como 50 mg, 75 mg e 100 mg, e a quantidade de Diclofenaco diária é definida em função da intensidade da dor, idade, risco gastrointestinal e cardiovascular, e outros medicamentos em uso.

Como tomar?

Diclofenaco é indicado para o alívio sintomático de dor e inflamação, incluindo dores musculares, articulares, lombares, entorses, tendinites, artrite e crise de dor aguda. Também pode ser usado em situações com edema e rigidez, quando há componente inflamatório associado.

Como funciona?

  • Via oral: tomar 25 a 50 mg por toma, 2 a 3 vezes por dia, conforme prescrição.
  • Tomar após as refeições e com água para reduzir irritação gástrica.
  • Não exceder 150 mg por dia em adultos, salvo orientação médica específica.
  • Duração: usar na menor dose eficaz pelo menor tempo possível; em dor aguda, costuma ser usado por poucos dias.
  • Via tópica: aplicar uma camada fina na zona dolorosa 3 a 4 vezes por dia, com massagem suave, durante 7 a 14 dias ou conforme indicação.
  • Evitar uso concomitante com outros anti-inflamatórios não esteroides sem orientação médica.

Indicações

Diclofenaco é usado para controlo sintomático de dor e inflamação em várias situações. O alvo mais comum são dores articulares e dores das artroses, em que o componente inflamatório contribui para a rigidez e para a limitação funcional.

Indicações típicas na prática incluem:

  • Dores articulares (ex.: joelho, anca, mãos) e dor associada a artroses
  • Dores musculares por esforço, contraturas e lombalgia
  • Tendinites, bursites e outras inflamações periarticulares
  • Dor pós-operatória e pós-traumática, quando o médico considera apropriado
  • Crises dolorosas reumáticas, como parte do plano terapêutico

Uma vantagem é o efeito combinado analgésico + anti-inflamatório. Um ponto fraco: não trata a causa de base (ex.: desgaste articular), apenas os sintomas.

Comparação

O diclofenaco diferencia-se de analgésicos simples por atuar também como anti-inflamatório, reduzindo dor, edema e rigidez ao inibir COX-1 e COX-2. Em relação a formas tópicas, a via oral tende a ter efeito sistémico mais amplo, mas também mais risco gastrointestinal, enquanto o gel ou creme concentra a ação na zona dolorosa com menor exposição geral.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade ao Diclofenac ou a outros AINEs (ex.: urticária, angioedema, broncospasmo após AINE)
  • Úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrointestinal atual/recorrente
  • Insuficiência cardíaca grave
  • Insuficiência renal ou hepática grave (situação a definir pelo médico)
  • Gravidez no 3.º trimestre (risco fetal e complicações no parto)

Não recomendado para

Uma frase direta: este medicamento não é uma boa escolha quando o risco gastrointestinal ou cardiovascular já é elevado e existem alternativas mais seguras para o seu perfil.

Efeitos secundários

O perfil de efeitos adversos do Diclofenaco é o esperado para um AINE, com destaque para aparelho digestivo, rim, pele e risco cardiovascular. Muitos doentes toleram bem cursos curtos, mas o risco aumenta com idade, história de úlcera, dose alta e duração prolongada.

Efeitos adversos mais comuns:

  • Azia, dispepsia, náuseas, dor abdominal
  • Diarreia ou obstipação
  • Cefaleias, tonturas
  • Retenção de líquidos (edema), aumento da pressão arterial

Efeitos adversos menos comuns mas graves:

  • Úlcera e hemorragia gastrointestinal
  • Reações alérgicas, incluindo broncospasmo em pessoas com asma sensível a AINEs
  • Alteração da função renal, sobretudo com desidratação, diuréticos ou doença renal
  • Elevação de enzimas hepáticas e, raramente, hepatite medicamentosa
  • Aumento do risco de eventos trombóticos arteriais com uso sistémico, sobretudo em pessoas de alto risco

Erros comuns

Alguns erros repetem-se e explicam muitos efeitos adversos desnecessários.

  • Misturar AINEs sem perceber (diclofenac + outro “anti-inflamatório” para constipação/dor).
  • Tomar em jejum para “fazer mais efeito”, e depois aparecer gastrite.
  • Manter o uso diário durante semanas para artrose sem plano de reavaliação, quando a prioridade devia ser exercício orientado e controlo de peso.
  • Beber pouco líquido em dias de calor ou gastroenterite e continuar o AINE, aumentando risco renal.
  • Ignorar sinais de alarme digestivo (fezes negras, vómitos escuros) por achar que é apenas irritação do estômago.

Uma nuance prática: muita gente culpa o Diclofenaco por “dar tonturas” quando, na realidade, estava a usar álcool ao mesmo tempo ou a dormir mal por causa da dor.

Opiniões médicas

Em consultório, médicos e reumatologistas valorizam o Diclofenaco quando a dor vem “com inflamação a sério”: rigidez, edema e limitação do movimento. Também é frequente ser usado em ciclos curtos, como ponte até fisioterapia, infiltrações ou ajuste do tratamento de base em doença reumática.

Dica prática: se a dor melhora mas aparece “aperto no peito”, falta de ar, edema acentuado nas pernas ou subida marcada da tensão arterial, o Diclofenaco deve ser reavaliado com urgência clínica.

Perguntas frequentes

Sim, o diclofenaco pode ser tomado com paracetamol, porque atuam por mecanismos diferentes: o diclofenaco reduz prostaglandinas e o paracetamol age sobretudo na modulação da dor e da febre. Essa combinação é usada para reforçar o controlo da dor aguda quando necessário. Mesmo assim, deve respeitar as doses máximas de cada fármaco e evitar outros medicamentos com anti-inflamatórios. Se houver doença hepática, renal, úlcera ou risco de hemorragia, a associação exige avaliação médica.

Não, o diclofenaco não causa dependência física nem psicológica. Ele é um anti-inflamatório não esteroide que reduz a produção de prostaglandinas para aliviar dor, febre e inflamação. O uso prolongado pode, porém, aumentar o risco de efeitos adversos gastrointestinais, renais e cardiovasculares. Por isso, deve ser utilizado na menor dose eficaz e pelo menor tempo necessário.

O diclofenac sódico e o sal potássico de diclofenac têm o mesmo princípio ativo e o mesmo mecanismo de ação. A principal diferença é a velocidade de absorção: o sal potássico costuma ter início de ação mais rápido, o que o torna útil em dor aguda. Já o sal sódico é frequentemente usado em formulações com libertação diferente ou efeito mais prolongado, conforme a apresentação. As contraindicações e precauções são semelhantes para ambas as formas.

O diclofenaco deve ser usado durante o menor tempo possível para controlar a dor ou a inflamação. Em quadros agudos, o tratamento costuma durar apenas alguns dias, enquanto problemas inflamatórios crónicos exigem reavaliação médica regular. Se os sintomas persistirem, a causa deve ser investigada em vez de prolongar o uso por conta própria. O uso prolongado aumenta o risco de úlcera, sangramento, retenção de líquidos e alterações da função renal.

Não. O diclofenaco pode irritar o estômago e aumentar o risco de gastrite, úlcera e hemorragia digestiva, o que o torna inadequado para dor de estômago ou refluxo sem orientação médica. Como inibe COX-1 e COX-2, reduz prostaglandinas que também protegem a mucosa gástrica. Em pessoas com historial de refluxo, úlcera ou sangramento gastrointestinal, o risco é maior. Nesses casos, é necessário avaliar alternativas mais seguras.

É melhor evitar álcool enquanto usa diclofenaco. O álcool aumenta a irritação da mucosa gástrica e, em conjunto com o diclofenaco, eleva o risco de gastrite, úlcera e sangramento. Além disso, ambos podem sobrecarregar o fígado em situações de uso repetido ou doses elevadas. Se houver consumo de álcool, deve ser mínimo e discutido com um profissional de saúde.

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Diclofenaco — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

R
Rita, 41
Porto
3 dias
Verificada
Usei por uma crise de dor no ombro. A dor baixou no próprio dia e consegui dormir melhor. Ao segundo dia tive azia e passei a tomar com o jantar.
14/05/2025
J
João, 58
Braga
7 dias
Verificada
Ajudou na dor do joelho da artrose para conseguir andar mais. Notei tornozelos um pouco inchados e a tensão subiu numa medição em casa, então parei e falei com o médico.
22/09/2025
M
Marta, 33
Lisboa
2 dias
Verificada
Funcionou bem para dor lombar depois de mudar móveis. Fiquei com náuseas quando tomei em jejum, mas melhorou quando passei a tomar com comida.
03/02/2025
C
Carlos, 47
Coimbra
5 dias
Verificada
A inflamação do cotovelo melhorou, mas no terceiro dia tive dor de estômago e fezes mais escuras. Não continuei e fui avaliado; acabou por não ser nada grave, mas assustou.
18/11/2025

Fontes

  1. European Medicines Agency (EMA) (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — diclofenac (systemic formulations)
  2. Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (2025). Diclofenac: informação para profissionais de saúde e doentes (base de dados pública de medicamentos)
  3. WHO (2025). WHO Model List of Essential Medicines: diclofenac (anti-inflammatory medicines section)
  4. Cochrane (2020). Non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) for acute pain: benefits and harms (systematic review)
  5. WHO (2025). Guidance on the pharmacological treatment of pain: non-opioid analgesics and NSAIDs
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