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Synalar
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Synalar

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Princípio ativo: Acetonida de fluocinolona
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Synalar é uma pomada dermatológica com acetonido de fluocinolona, um corticosteroide tópico. Destina-se a adultos e, em situações selecionadas, a crianças com dermatoses sensíveis a corticosteroides. Ajuda a reduzir inflamação e comichão ao travar mediadores inflamatórios na pele.

O que é isto?

Synalar é um medicamento de uso tópico à base de acetonido de fluocinolona, um corticosteroide indicado para aliviar inflamação e comichão em dermatoses sensíveis a corticosteroides. Atua com efeito anti-inflamatório, antipruriginoso e vasoconstritor, ajudando a reduzir vermelhidão e edema. É usado quando se pretende controlo local dos sintomas na pele, por períodos curtos e com aplicação em camada fina.

Composição

O acetonido de fluocinolona (também referido como fluocinolona, acetonido) reduz a inflamação cutânea ao modular a expressão de genes inflamatórios e ao diminuir a libertação local de citocinas, prostaglandinas e outros mediadores que alimentam vermelhidão, edema e prurido. A consequência clínica é menos comichão, menos “calor” e menos espessamento inflamatório, o que ajuda a quebrar o ciclo coçar–ferir–inflamar.

Uma nuance de prática clínica: quando existe suspeita de infeção fúngica (micose) ou viral (por exemplo, herpes), um corticosteroide pode mascarar sinais e piorar a evolução; por isso, a decisão de usar só o corticosteroide ou uma associação antibiótica deve ser orientada pelo diagnóstico, não só pelo aspeto vermelho.

Como tomar?

A aplicação correta faz diferença no resultado e nos efeitos indesejáveis. O objetivo é controlar o surto com a menor quantidade e pelo menor tempo que funcione.

Passos práticos de aplicação (pele):

  1. Lave e seque as mãos.
  2. Aplique uma camada fina na área afetada e massaje suavemente até espalhar.
  3. Evite aplicar em pele íntegra “à volta” em grandes áreas sem necessidade.
  4. Lave as mãos no fim, exceto se a zona tratada forem as mãos.

Frequência e duração dependem da área e do motivo de uso. Em dermatologia, é comum usar corticosteroides tópicos em ciclos curtos, com redução assim que a pele estabiliza, para minimizar risco de atrofia da pele e outras alterações locais.

Zonas que exigem cuidado extra:

  • Face e pregas (axilas, virilhas): maior absorção, maior risco de atrofia e vasos visíveis.
  • Áreas extensas: aumenta a carga total absorvida.
  • Pele com feridas: maior entrada do fármaco e irritação.
Dica prática: uma referência usada em consulta para dose tópica é a “unidade da ponta do dedo” (finger-tip unit). Ajuda a não exagerar na quantidade e reduz desperdício.

Como funciona?

  • Via de administração: tópica (pele).
  • Dose/concentração: acetonido de fluocinolona 0,25 mg/g (0,025%).
  • Como aplicar: aplicar uma camada fina na área afetada e massajar suavemente até absorver.
  • Frequência: 2 a 4 vezes por dia, conforme a gravidade e orientação clínica.
  • Horário/refeições: não aplicável (uso cutâneo; independente de refeições).
  • Duração: usar por curtos períodos, geralmente até 7 a 14 dias; se não houver melhoria em 7 dias ou se houver agravamento, reavaliar.
  • Limites práticos: evitar uso em grandes áreas, sob oclusão (pensos/filme) ou em crianças sem indicação médica.
  • Interrupção: ao controlar os sintomas, reduzir a frequência e suspender; evitar uso contínuo prolongado.

Indicações

Synalar é usado em dermatoses sensíveis a corticosteroides quando há inflamação e comichão como sintomas centrais. Inclui quadros em que a pele está reativa, descamativa e irritada, com impacto no sono e na concentração pelo prurido.

Condições em que é comum ser considerado (conforme avaliação clínica):

  • Dermatites: dermatite atópica (eczema), dermatite de contacto (irritativa ou alérgica), dermatite seborreica.
  • Eczemas com prurido e inflamação marcada.
  • Psoríase em placas localizadas, quando o médico opta por um corticosteroide tópico de determinada potência e por ciclos curtos.
  • Reações alérgicas cutâneas com eritema e comichão.
  • Perturbações pruriginosas: “pruriginoso” significa que a comichão é um sintoma dominante, mesmo quando a área não parece muito extensa.
Dica prática: se a lesão “muda de cara” após iniciar um corticosteroide (mais dolorosa, com bolhinhas, com crostas novas), isso sugere diagnóstico diferente do esperado e precisa de reavaliação rápida.

Comparação

Existem similares químicos do Synalar e similares terapêuticos do Synalar dentro dos corticosteroides de aplicação tópica. A escolha depende da potência necessária, da zona do corpo e do diagnóstico (eczema, psoríase, dermatite de contacto, etc.).

Tabela orientadora por princípio ativo e potência relativa (classificação clínica habitual):

Opção terapêutica Princípio ativo Potência típica
Corticosteroide suave Hidrocortisona Fraco
Corticosteroide intermédio Mometasona / Fluticasona / Betametasona Moderado a potente
Corticosteroide muito potente Clobetasol Muito potente

Exemplos de nomes que pode ver em contexto terapêutico incluem HIDROCORTISONA BLUEPHARMA, MOMETASONA MYLAN, BETAMETASONA BASI, BETNOVATE Pomada, DIPROSONE N.V. Pomada e CLOBETASOL CANTABRIA. Em consulta, estes nomes surgem como opções de escalonamento, e não como “melhor” ou “pior” em abstrato; um corticosteroide muito potente é útil em placas espessas, mas tem menos margem de segurança para uso prolongado, sobretudo na face e pregas.

Contraindicações

  • Alergia/hipersensibilidade ao fármaco ou a componentes da formulação
  • Infeções virais da pele (ex.: herpes) na zona a tratar
  • Infeções fúngicas (micoses) sem tratamento antifúngico adequado
  • Tuberculose cutânea
  • Sífilis cutânea
  • Lesões acneiformes/rosácea ativas quando o objetivo é “tirar vermelhidão”
  • Aplicação em olhos ou pálpebras

Não recomendado para

Synalar pode não ser adequado para si se:

  • tem alergia ao acetonido de fluocinolona, a outros corticosteroides tópicos ou a algum excipiente;
  • há suspeita de infeção cutânea não tratada (bacteriana, fúngica ou viral), incluindo lesões compatíveis com herpes, pois pode agravar ou mascarar sinais;
  • a lesão for acne, rosácea, dermatite perioral ou prurido sem inflamação evidente, salvo indicação médica;
  • pretende aplicar em face, pálpebras, perto dos olhos, mucosas ou pregas sem orientação, devido a maior absorção e risco de atrofia;
  • existem feridas abertas extensas, úlceras ou pele muito danificada na área a tratar;
  • está grávida ou a amamentar e prevê aplicação em áreas extensas, sob oclusão ou por tempo prolongado, devendo ser avaliado para usar a menor potência pelo menor tempo.

Efeitos secundários

Synalar é um corticosteroide tópico; os efeitos indesejáveis são sobretudo locais.

Efeitos frequentes incluem ardor ou picada transitória após aplicação, irritação, secura, eritema, prurido, foliculite e agravamento de acne. Pode ocorrer maceração quando aplicado em áreas oclusivas ou muito húmidas.

Com uso prolongado, em áreas extensas, em pregas ou na face, pode surgir atrofia cutânea, telangiectasias, púrpura/equimoses, estrias, hipopigmentação e dermatite perioral/rosácea induzida. Oclusão e aplicação repetida aumentam o risco.

Efeitos sistémicos são raros, mas podem ocorrer com absorção aumentada (grandes áreas, longa duração, oclusão, pele lesada, crianças), incluindo supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e sinais de hipercorticismo. Procurar avaliação se houver visão turva, infeções recorrentes ou sintomas sistémicos inesperados.

Erros comuns

Um erro comum é aplicar a pomada como se fosse um hidratante, em camada grossa e em toda a área “para prevenir”. Isso aumenta risco de atrofia da pele e de estrias, sem trazer o mesmo benefício terapêutico.

Outros erros que vejo com frequência:

  • Usar em mucosas (narinas, genitais, lábios) por iniciativa própria, onde a absorção é maior e a irritação também.
  • Manter uso diário durante semanas em zonas finas (face e pregas).
  • Aplicar por cima de lesões com aspeto de micose (em “anel”) e ver piora progressiva.
  • Partilhar o mesmo tubo entre familiares com “lesões parecidas”, o que atrasa o diagnóstico correto.
  • Misturar com vários cremes irritantes (ácidos, retinoides) na mesma zona e depois atribuir o ardor ao Synalar.
Dica prática: se a comichão melhora em 48–72 horas mas a pele fica mais sensível, pare e reavalie o plano; muitas vezes a fase inflamatória já passou e o foco deve mudar para hidratação e reparação da barreira.

Opiniões médicas

Na prática clínica, os médicos valorizam o Synalar quando o doente precisa de controlo rápido do prurido para conseguir parar de coçar e permitir que a barreira cutânea recupere. O ganho não é só estético; é funcional: menos comichão, menos fissuras, menos infeções secundárias por escoriação.

Também se vê um padrão repetido: quando o corticosteroide é usado tempo a mais “porque melhorou”, surgem queixas de pele mais fina, ardor com produtos de higiene e mais sensibilidade ao sol. Esta é a parte menos falada, mas muito real na farmácia comunitária. Para surtos recorrentes, muitos clínicos preferem um plano por fases (indução curta e manutenção com emolientes e medidas de barreira), em vez de manter o corticosteroide todos os dias.

Um detalhe que costuma apanhar pessoas desprevenidas: a aplicação contínua na face pode agravar rosácea ou dermatite perioral; a pessoa acha que está a tratar “vermelhidão”, mas o padrão muda e piora. Quando isso acontece, a estratégia é reavaliar o diagnóstico e suspender o gatilho.

Perguntas frequentes

Em algumas pessoas, a “caspa” é parte de uma dermatite seborreica com inflamação e comichão, e um corticosteroide pode ser usado por curto prazo para controlar o surto inflamatório. O plano costuma incluir também medidas para o couro cabeludo, porque tratar só a inflamação sem abordar fatores locais pode levar a recidivas rápidas. A OMS enquadra corticosteroides tópicos como controlo sintomático de surtos inflamatórios em dermatoses, com foco em uso de curta duração. O material da OMS de 2023 reforça essa cautela.

Preparações tópicas contendo neomicina não devem ser aplicadas no canal auditivo externo quando existe suspeita de perfuração timpânica, porque aminoglicosídeos podem ser ototóxicos se alcançarem o ouvido médio. Essa regra é uma daquelas que se aprende na prática: dor forte, saída de líquido pelo ouvido ou história de tímpano perfurado mudam totalmente a decisão. A EMA descreve avisos de segurança relevantes para aminoglicosídeos tópicos em documentação regulatória da substância/classe .

Se houver infeção viral ou fúngica, um corticosteroide pode piorar a evolução ao reduzir a resposta inflamatória local e mascarar sinais. Em contexto de infeções secundárias bacterianas, alguns esquemas terapêuticos recorrem a associações como as referidas para SYNALAR N, mas isso depende do diagnóstico e do local. A Infarmed descreve a necessidade de adequar o tratamento tópico ao tipo de infeção e às contraindicações do grupo farmacoterapêutico. A informação pública da Infarmed foi atualizada em 2025.

Vista frontal Vista frontal
Vista lateral Vista lateral
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Synalar — Comparação com alternativas

Synalar vs. Synalar N: Quais as Diferenças?

Synalar refere-se ao tratamento com acetonido de fluocinolona como agente anti-inflamatório e antipruriginoso principal. Já Synalar N acrescenta sulfato de neomicina, o que faz sentido quando existe inflamação com sinais de infeção bacteriana secundária (exsudado, crostas melicéricas, agravamento após coçar, fissuras dolorosas).

Na prática, a diferença traduz-se no objetivo terapêutico: Synalar foca-se em controlar a dermatose inflamatória/alérgica/pruriginosa; Synalar N tenta cobrir também um componente bacteriano. O reverso da medalha é que antibióticos tópicos como a neomicina aumentam o risco de dermatite de contacto alérgica em pessoas predispostas, e não devem ser usados “por rotina” se não houver indicação plausível.

Avaliações e Experiências

C
Carla, 34
Lisboa
5 dias
Verificada
Usei no eczema das mãos quando comecei a ter fissuras por causa de detergentes. Ao 3.º dia a comichão baixou muito e a pele ficou menos vermelha. O que me ajudou foi pôr pouco e depois reforçar com creme hidratante sem perfume.
14/11/2024
R
Rui, 41
Porto
7 dias
Verificada
Resultou bem numa placa inflamada no antebraço, mas eu exagerei na quantidade nos primeiros dois dias e senti ardor. Quando passei a usar uma camada fina melhorou. Voltei ao médico para confirmar que não era micose.
03/02/2025
S
Sofia, 29
Braga
3 dias
Verificada
A comichão melhorou depressa, mas na face não me senti confortável. Fiquei com a pele mais sensível e notei pequenas borbulhas perto da boca. Parei e o médico disse que podia ser dermatite perioral.
22/09/2024
M
Miguel, 52
Coimbra
10 dias intermitentes
Verificada
Na psoríase do cotovelo ajudou a baixar a inflamação, mas quando eu mantive mais tempo a pele ficou mais fina e brilhante naquela zona. Aprendi que isto é para fases curtas e depois preciso de manter com hidratação.
18/03/2025
I
Inês, 38
Setúbal
5 dias
Verificada
Funcionou bem numa dermatite de contacto por um cinto (fivela). A irritação acalmou e deixou de coçar à noite. O ponto chato foi lembrar-me de lavar bem as mãos depois, porque uma vez toquei no olho e ardeu.
07/01/2025

Fontes

  1. EMA (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — Fluocinolone acetonide (topical).
  2. WHO (2023). WHO Model Formulary — Topical corticosteroids (therapeutic class information).
  3. EMA (2022). Summary of Product Characteristics (SmPC) — topical corticosteroids: class safety and use considerations.
  4. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2025). InfoMed — Informação pública sobre medicamentos e grupos farmacoterapêuticos (corticosteroides tópicos).
  5. EMA (2021). Aminoglycosides (including neomycin): regulatory safety information for topical use.
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