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Tobradex
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Tobradex

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Suporte 24/7
Princípio ativo: Tobramicina, Dexametasona
Embalagem Por unidade Preço
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Tobradex é um medicamento oftálmico que combina tobramicina e dexametasona. É indicado para pessoas com infeções oculares bacterianas acompanhadas de inflamação. Atua eliminando bactérias sensíveis e reduzindo vermelhidão, dor e edema no olho.

O que é isto?

Tobradex pertence ao grupo das Associações Oftalmológicas Corticosteróides com Antiinfecciosos, combinando Tobramicina + Dexametasona num só tratamento. A lógica clínica é simples: tratar a componente bacteriana e controlar a inflamação que agrava desconforto e pode atrasar a recuperação.

Em prática, é prescrito em situações como:

  • Conjuntivite bacteriana com inflamação marcada (secreção + olho vermelho e doloroso).
  • Blefarite e blefaroconjuntivite bacteriana (inflamação da pálpebra e margem palpebral).
  • Outras infeções oculares superficiais em que o médico considera que um corticoide é útil para controlar a inflamação, sem descurar a cobertura antibiótica.

Uma vantagem real desta associação é reduzir sintomas mais depressa quando a inflamação está a “dominar” o quadro. Uma limitação real é que corticoides no olho não são neutros: podem aumentar a pressão intraocular e mascarar agravamentos infecciosos se usados fora do contexto certo [1].

Se já teve “subidas” de pressão ocular com corticoides (colírios para alergia, por exemplo), vale a pena referir isso ao seu oftalmologista antes de iniciar Tobradex.

Composição

Tobradex contém tobramicina 3 mg/ml (0,3%) e dexametasona 1 mg/ml (0,1%) como substâncias ativas. As formulações oftálmicas incluem excipientes para estabilização, ajuste de pH e tonicidade, e veículo aquoso adequado ao uso ocular. Pode conter conservante conforme a apresentação.

Como tomar?

A dose exata e a duração são definidas pelo médico, conforme diagnóstico e gravidade. A técnica de aplicação influencia muito o resultado, porque o olho “lava” rapidamente o excesso de gotas.

Passo a passo para Tobradex colírio, suspensão (frasco):

  1. Lave as mãos e agite o frasco (é uma suspensão).
  2. Incline a cabeça e puxe suavemente a pálpebra inferior para formar uma bolsa.
  3. Aplique a gota no saco conjuntival, sem encostar a ponta do frasco ao olho, pestanas ou pele.
  4. Feche o olho 1–2 minutos e faça pressão leve no canto interno (junto ao nariz), para reduzir a drenagem para o canal lacrimal.
  5. Se usar mais do que um colírio, aguarde alguns minutos entre aplicações.

Para pomada oftálmica (quando prescrita), aplica-se uma pequena tira no saco conjuntival inferior. A pomada costuma turvar a visão por mais tempo, por isso muitos médicos preferem que seja usada à noite quando o plano inclui colírio durante o dia.

A suspensão pode deixar um “resíduo” branco no canto do olho. Isso acontece. Normalmente sai com higiene suave.

A pressão no canto interno do olho por 1–2 minutos (oclusão nasolacrimal) é um truque simples que reduz o sabor amargo na garganta e diminui a absorção sistémica do corticoide.

Como funciona?

  • Via: oftálmica (instilar no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s))
  • Dose (mg/ml): tobramicina 3 mg/ml + dexametasona 1 mg/ml
  • Frequência habitual: 1–2 gotas, 4–6 vezes/dia
  • Em casos graves (início): 1–2 gotas a cada 2 horas, reduzindo gradualmente para 4–6 vezes/dia conforme melhoria
  • Duração: geralmente 5–7 dias; não prolongar além de 7–10 dias sem reavaliação médica
  • Horário e relação com refeições: não aplicável (uso local ocular); espaçar as aplicações ao longo do dia e, se houver aplicação noturna, pode ser ao deitar

Indicações

Tobradex está indicado em infeções oculares superficiais provocadas por bactérias sensíveis à tobramicina, quando existe inflamação que justifica a associação com um corticosteroide. O critério clínico é a presença simultânea de componente bacteriana confirmada ou provável e de inflamação que agrava sintomas e recuperação.

Aplica-se sobretudo na conjuntivite bacteriana com olho vermelho, secreção e dor, e na blefarite e blefaroconjuntivite bacteriana, em que a margem palpebral está inflamada. Também é considerado em quadros pós-operatórios oculares selecionados, sob indicação do oftalmologista, para controlar a inflamação sem deixar a cobertura antibiótica a descoberto.

Comparação

Existem alternativas terapêuticas para quadros em que se pretende cobertura anti-infecciosa e controlo da inflamação. A escolha depende do agente provável, da integridade da córnea, de alergias e do risco de aumento da pressão intraocular.

Alternativa (exemplos) Princípio ativo Uso geral
DEXAMYTREX OPHTIOLE colírio / DEXAMYTREX / DEXTOB antibiótico + corticosteroide infeção superficial com inflamação sob avaliação médica
TERRICIL Pomada oftálmica / PREDNIOCIL Pomada oftálmica / OFTACILOX 3 mg/g Pomada oftálmica / GENTOCIL Pomada Oftálmica antibiótico(s) e/ou anti-inflamatório (varia) situações selecionadas de patologia palpebral/córnea, conforme prescrição
OZURDEX dexametasona (implante intravítreo) inflamação intraocular específica, em contexto especializado

Contraindicações

  • Alergia à tobramicina ou a outros aminoglicosídeos.
  • Hipersensibilidade à dexametasona ou a outros corticosteroides.
  • Infeções oculares virais (ex.: suspeita de herpes simplex ocular).
  • Infeções fúngicas oculares.
  • Doença corneana com risco de perfuração.
  • Glaucoma não controlado, ou história de aumento de pressão intraocular com esteroides (exige decisão médica e vigilância).

Não recomendado para

Evite usar Tobradex se já teve alergia a antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos (como a tobramicina) ou a colírios com corticoide, ou se o médico suspeitar que a infeção pode ser viral (por exemplo herpes no olho) ou fúngica, porque o corticoide pode agravar o quadro. Também exige cautela se tem glaucoma, se alguma vez a sua pressão ocular subiu com corticoides, ou se tem problemas na córnea com risco de perfuração, já que pode atrasar a cicatrização. Em caso de gravidez, amamentação ou uso em crianças, a decisão deve ser individual e orientada pelo médico.

Efeitos secundários

A maioria das reações é local e passageira. Mesmo assim, há efeitos a vigiar, porque a dexametasona pode alterar a fisiologia ocular se usada mais tempo do que o necessário.

Mais comuns (geralmente ligeiros):

  • Ardor ou picada ao instilar.
  • Irritação, comichão, sensação de areia.
  • Vermelhidão transitória.
  • Visão turva após a aplicação (mais com pomada; também pode ocorrer com suspensão).

Menos comuns, mas relevantes:

  • Hipersensibilidade local (edema palpebral, prurido intenso, agravamento da vermelhidão).
  • Superinfeção por microrganismos não sensíveis, favorecida por uso prolongado.
  • Atraso da cicatrização da córnea.

Efeitos associados ao corticosteroide (dexametasona), mais prováveis com tratamentos prolongados:

  • Aumento da pressão intraocular e risco de glaucoma induzido por esteroides.
  • Alterações do cristalino (catarata subcapsular posterior) em exposições longas.
  • Agravamento de úlceras corneanas não reconhecidas (ex.: infeções virais) [3].
Se notar dor forte, fotofobia importante, queda da visão ou piora rápida do olho vermelho nas primeiras 48–72 horas, isso foge ao “desconforto normal” de um colírio e merece reavaliação médica.

Erros comuns

Estes são os erros que mais vejo a estragar resultados e a prolongar sintomas.

  • Parar cedo porque o olho melhorou ao 2.º ou 3.º dia.
  • Usar a suspensão sem agitar, ficando com dose irregular.
  • Encostar a ponta do frasco ao olho e contaminar o aplicador.
  • Aplicar gotas “em cima” de lentes de contacto e irritar mais o olho.
  • Usar vários colírios seguidos sem intervalo e lavar o medicamento para fora.

Três detalhes fazem diferença no dia a dia. O primeiro é esperar alguns minutos entre colírios. O segundo é a oclusão no canto interno do olho. O terceiro é evitar lentes de contacto durante infeção ativa.

Se usa lentes de contacto, a regra prática é simples: infeção ocular e lentes raramente combinam bem. Planeie usar óculos até o olho estar calmo e o médico autorizar retomar.

Perguntas frequentes

Não é a escolha típica para conjuntivite viral, porque a tobramicina atua em bactérias e a dexametasona pode agravar algumas infeções virais oculares. Em suspeita de herpes simplex ocular, corticoides tópicos exigem avaliação especializada e plano muito específico. Em 2026, documentos regulatórios europeus continuam a salientar cautela com esteroides tópicos quando o diagnóstico não é claro.

Muitos doentes sentem redução de ardor e vermelhidão nas primeiras 24–48 horas por ação anti-inflamatória da dexametasona. A erradicação bacteriana pode demorar mais dias, por isso a melhoria sintomática não deve ser usada como critério único para parar. As recomendações clínicas alinhadas com a informação regulatória europeia apontam para reavaliação se não houver melhoria clara em poucos dias.

Sim, desde que haja um intervalo entre aplicações para cada produto atuar no local. Misturar gotas “em cascata” aumenta o escoamento e reduz a eficácia. Em terapêuticas combinadas, a prática habitual em oftalmologia é reservar a pomada para o fim quando existe no esquema.

Pode, por causa da dexametasona. Algumas pessoas são mais sensíveis e têm subida de pressão intraocular mesmo com cursos relativamente curtos; em tratamentos mais longos o risco aumenta. A EMA descreve este efeito como um risco conhecido dos corticosteroides oftálmicos e a vigilância é parte do uso correto.

Em infeções oculares ativas, a recomendação clínica mais comum é suspender lentes de contacto até o olho estar recuperado, porque as lentes podem piorar irritação e manter microrganismos na superfície. Se o médico permitir retomar, isso costuma acontecer após melhoria sustentada e sem secreção. A OMS tem reforçado desde 2025 medidas de prevenção e higiene para reduzir infeções e evitar uso desnecessário de antibióticos.

Vista frontal Vista frontal
Vista lateral Vista lateral
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Tobradex — Comparação com alternativas

Apresentações disponíveis do Tobradex

O Tobradex existe como colírio, suspensão em frasco. Esta forma é escolhida quando se pretende cobertura uniforme durante o dia, com aplicação rápida e boa aceitação.

Também existe pomada oftálmica. A pomada adere mais tempo à superfície ocular, o que pode ser útil à noite ou quando se quer prolongar o contacto. Em contrapartida, causa visão turva por mais tempo e alguns doentes não toleram a sensação “gordurosa”.

A escolha entre colírio e pomada costuma depender de três fatores: intensidade dos sintomas, rotina diária (trabalho, condução) e indicação do médico. Se a visão turva for um problema, a suspensão tende a ser mais prática durante o dia.

Avaliações e Experiências

M
Marta, 34
Porto
7 dias
Verificada
Usei por conjuntivite bacteriana com pálpebra inchada. No segundo dia já tinha menos ardor e a secreção baixou muito. A única coisa chata foi a visão um pouco turva nos minutos a seguir às gotas.
14/09/2025
R
Rui, 52
Lisboa
10 dias
Verificada
Melhorei rápido da vermelhidão, mas fiquei com sensação de areia ao fim da tarde. Quando comecei a fechar o olho e a pressionar o canto interno por um minuto, parei de sentir o gosto amargo na garganta.
03/11/2025
C
Carla, 29
Braga
5 dias
Verificada
Ao 3.º dia achei que já estava bom e parei. Dois dias depois voltou a inflamar e tive de recomeçar com orientação médica. Aprendi que o alívio não significa que a infeção acabou.
22/01/2026
J
João, 47
Setúbal
14 dias
Verificada
Resultou na blefarite, mas tive comichão forte e as pálpebras ficaram mais inchadas. O médico suspeitou alergia e trocou para outra opção. Não foi grave, só desconfortável.
18/07/2025
I
Inês, 40
Coimbra
8 dias
Verificada
A técnica fez diferença. Quando eu encostava sem querer o frasco às pestanas, irritava mais e ficava ansiosa de contaminar. Depois passei a aplicar com espelho e mais distância e correu bem.
09/03/2026

Fontes

  1. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2026). Resumo das Características do Medicamento (RCM) — Tobradex (tobramicina + dexametasona), uso oftálmico.
  2. EMA (European Medicines Agency) (2026). Corticosteroids for ophthalmic use: safety considerations and risk minimisation measures.
  3. WHO (2025). Infection prevention and management guidance for eye infections and antimicrobial stewardship in outpatient care.
  4. Cochrane (2025). Topical antibiotics and antibiotic–steroid combinations for acute bacterial conjunctivitis: systematic review update.
  5. EMA (European Medicines Agency) (2026). Antimicrobial resistance: prudent use of topical antibiotics and regulatory guidance for clinicians.
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