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Amitriptilina

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Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico usado em adultos com depressão, ansiedade, enxaqueca e dor crónica. Ajuda a melhorar o humor, o sono e a dor ao aumentar a disponibilidade de noradrenalina e serotonina no cérebro.

O que é isto?

Amitriptilina é um antidepressivo tricíclico. Tem um uso consolidado quando há depressão com insónia, dor crónica ou enxaqueca associadas.

O mecanismo central passa por aumentar os níveis de noradrenalina e serotonina no sistema nervoso central, reforçando vias neuronais ligadas ao humor e à modulação da dor. A forma mais comum do princípio ativo é o cloridrato de amitriptilina, que é o sal farmacêutico usado para garantir estabilidade e absorção previsíveis.

A sedação pode acontecer.
A boca seca é frequente.
A obstipação também.

Se o seu objetivo terapêutico inclui sono, muitos médicos preferem que a toma diária fique ao final do dia, porque a sonolência pode ser um efeito útil e não um “problema”.

Composição

A forma mais comum do princípio ativo é o cloridrato de amitriptilina, que é o sal farmacêutico usado para garantir estabilidade e absorção previsíveis.

Como tomar?

  • Via oral: tomar os comprimidos com água.
  • Posologia habitual em adultos: iniciar com 10 a 25 mg por dia ao deitar; o médico pode aumentar gradualmente até 50 a 150 mg/dia, conforme a indicação e a tolerância.
  • Frequência: 1 vez por dia ao deitar; em alguns casos a dose diária pode ser dividida em 2 a 3 tomas.
  • Com ou sem alimentos: pode ser tomado com ou sem الطعام; se causar desconforto gástrico, pode ser tomado após uma refeição ligeira.
  • Duração: o tratamento é contínuo e deve ser mantido pelo período definido pelo médico, sem interrupção súbita.

Como funciona?

  • Via oral: comprimidos para administração por via oral.
  • Dose inicial: geralmente 10 a 25 mg à noite.
  • Ajuste da dose: pode ser aumentada de forma gradual até 50 a 150 mg por dia, conforme resposta clínica.
  • Frequência: normalmente 1 toma diária ao deitar; em algumas situações, 2 a 3 tomas por dia.
  • Finalidade clínica: atua como antidepressivo tricíclico, aumentando a disponibilidade de noradrenalina e serotonina no sistema nervoso central, com efeito no humor e na modulação da dor.

Indicações

Amitriptilina é prescrita para depressão, incluindo quadros com ansiedade associada e perturbação do sono. Também é usada em ansiedade em contextos específicos, quando se pretende um efeito mais calmante e com impacto no sono.

Em neurologia e medicina da dor, é comum o uso em dor crónica, com destaque para dor neuropática (dor “em choque”, queimadura, formigueiro persistente), e em síndromes de sensibilização central, como fibromialgia. Em cefaleias, pode entrar em planos de prevenção de enxaqueca; em alguns esquemas, Amitriptilina 25mg é usada como dose de partida em enxaqueca, com ajustes graduais definidos pelo médico.

Comparação

Amitriptilina pertence ao grupo de *antidepressivos tricíclicos. Dentro do mesmo grupo existem alternativas como Nortriptilina, Protriptilina e Desipramina, que podem ser escolhidas quando se pretende um perfil mais estimulante ou com menos sedação, dependendo do doente e do objetivo terapêutico. Fora dos tricíclicos, entram opções como ISRS (fluoxetina, sertralina) e IRSN (duloxetina), muitas vezes usadas como primeira linha em depressão e ansiedade, com perfis de tolerabilidade diferentes.

Opção Classe Quando costuma ser preferida
Amitriptilina Antidepressivo tricíclico Depressão com insónia, dor crónica neuropática, prevenção de enxaqueca; tende a ser mais sedativa
Nortriptilina / Desipramina / Protriptilina Antidepressivo tricíclico Quando se procura um tricíclico com menos sedação (varia por molécula e por pessoa)
Fluoxetina / Sertralina / Duloxetina ISRS / IRSN Depressão e ansiedade como opções frequentes; duloxetina pode ser escolhida quando a dor neuropática domina

Um ponto prático: muitos doentes toleram melhor um tricíclico quando a titulação é lenta e previsível, e quando o objetivo é realista (reduzir sintomas e melhorar função, não “apagar” toda a dor em poucos dias). A decisão entre amitriptilina, um ISRS (como fluoxetina/sertralina) ou um IRSN (como duloxetina) costuma depender de sono, dor, ansiedade, comorbilidades cardíacas e interações medicamentosas.

Contraindicações

Amitriptilina não é para si se existir hipersensibilidade à Amitriptilina ou a componentes do medicamento. Também pode não ser adequada em situações clínicas em que os tricíclicos aumentam risco, como certas alterações do ritmo cardíaco, glaucoma de ângulo fechado, retenção urinária significativa, ou quando há risco elevado de sobredosagem intencional (pela toxicidade cardíaca em dose alta).

Contraindicações e precauções que merecem discussão médica antes de iniciar:

  • História de arritmias, síncope inexplicada, ou uso de fármacos que prolongam QT.
  • Idade avançada com quedas frequentes, por risco de sedação e hipotensão ortostática.
  • Epilepsia, porque tricíclicos podem reduzir o limiar convulsivo em alguns doentes.
  • Gravidez e amamentação, por necessidade de balanço risco-benefício individualizado.

Não recomendado para

Amitriptilina pode não ser adequada se tiver alterações do ritmo cardíaco, glaucoma de ângulo fechado, retenção urinária importante ou tendência para quedas. Também exige cuidado extra se toma medicamentos que prolongam QT, se tem epilepsia, ou se está grávida ou a amamentar.

Efeitos secundários

Os efeitos indesejáveis mais comuns estão ligados ao perfil anticolinérgico e sedativo do fármaco. Amitriptilina pode causar sonolência, boca seca, obstipação e visão turva, sobretudo no início do tratamento e após aumentos de dose.

  • Sonolência e “cabeça pesada” pela manhã, mais marcada se a toma for tardia.
  • Boca seca com aumento do risco de cáries em uso prolongado, se não houver cuidado extra com hidratação e higiene oral.
  • Obstipação que pode exigir ajuste de fibra/água e, por vezes, um laxante recomendado pelo médico.
  • Visão turva transitória, que pode afetar leitura e ecrãs.

Sinais de alerta que precisam de avaliação médica urgente incluem palpitações fortes, desmaio, confusão marcada, agitação intensa, febre com rigidez, ideias de autoagressão e sinais de reação alérgica. Hipersensibilidade à Amitriptilina é uma contraindicação, e manifestações como urticária, inchaço da face/lábios ou falta de ar exigem resposta imediata.

Erros comuns

Pequenos detalhes atrapalham muito o resultado com Amitriptilina.

  • Ajustar a dose “a olho” quando dormiu mal numa noite, e depois voltar atrás no dia seguinte. Isso aumenta sonolência e tonturas e não melhora o controlo de sintomas.
  • Tomar tarde demais e culpar o medicamento pela “ressaca” matinal, quando o problema foi o horário.
  • Ignorar obstipação nas primeiras semanas; quando se torna severa, o desconforto leva a parar o tratamento.
  • Misturar com álcool para “potenciar o sono”; a sedação pode ficar imprevisível e o risco de quedas sobe.
  • Parar de forma abrupta após semanas ou meses, por sentir melhoria, e depois ficar com sintomas de descontinuação.
Se a Amitriptilina foi usada para enxaqueca, um erro comum é avaliar em 3–4 dias. Um diário simples de crises (frequência, intensidade, uso de resgate) por 4 semanas dá uma leitura muito mais fiel.

Opiniões médicas

Na consulta, médicos e psiquiatras tendem a usar a Amitriptilina com um objetivo claro: tratar o núcleo depressivo e, quando faz sentido, melhorar o sono e a dor. Para enxaqueca e dor crónica, a dose pode ser menor do que a usada em depressão, e a avaliação de resposta é muitas vezes feita por funcionalidade: menos despertares noturnos, menos crises, menos dor “em choque”.

Vejo um padrão repetido: quando o doente entende que a sedação pode ser um efeito esperado, a adesão melhora e há menos abandono precoce. Também vejo que quem tem trabalhos por turnos precisa de um plano de horário muito bem desenhado, porque a sonolência residual pode interferir com segurança no trabalho e condução. Para pessoas com risco cardiovascular, o médico costuma pesar o potencial de efeitos na condução cardíaca, e pode pedir eletrocardiograma antes ou após ajustes, conforme o caso. [3]

Perguntas frequentes

O preço de Amitriptilina em diferentes farmácias em Portugal varia.
Guarde-o em um local fresco, seco e fora do alcance das crianças, seguindo as instruções da embalagem.
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Amitriptilina — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

M
Marta, 42
Lisboa
8 semanas
Verificada
Usei Amitriptilina por dor neuropática. A primeira semana deu-me muita sonolência e boca seca, mas ao fim de 3–4 semanas a dor em queimadura baixou e passei a dormir melhor. Tive de ajustar a hora, senão acordava 'pesada'.
14/02/2026
J
João, 35
Porto
6 semanas
Verificada
Foi prescrita para ansiedade com insónia. Dormi bem logo nos primeiros dias, mas senti obstipação e tive de aumentar água e fibra. Quando tentei parar de um dia para o outro, fiquei com irritabilidade e dormi pior, então o médico orientou redução gradual.
03/12/2025
H
Helena, 57
Coimbra
3 meses
Verificada
Para enxaqueca, ajudou na frequência das crises depois do primeiro mês. O que me incomodou foi a visão turva ao final do dia nas primeiras semanas e alguma tontura ao levantar. Mantive porque o benefício apareceu, mas não foi imediato.
21/09/2025
R
Rui, 29
Braga
4 semanas
Verificada
Usei para depressão e não me adaptei bem à sonolência matinal, mesmo tomando à noite. Senti a boca muito seca e parei com orientação médica. No meu caso mudaram para outra classe.
08/01/2026

Fontes

  1. EMA (European Medicines Agency) (2023). Amitriptyline — Summary of Product Characteristics (SmPC).
  2. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.) (2025). Amitriptilina — Informação do medicamento para o público (portal institucional).
  3. NICE (National Institute for Health and Care Excellence) (2025). Neuropathic pain in adults: pharmacological management in non-specialist settings (guideline overview).
  4. WHO (2023). Depression: fact sheet and treatment overview.
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