Augmentin
4 avaliações de clientesO Augmentin é um antibiótico com amoxicilina e ácido clavulânico, indicado para infeções bacterianas. É usado quando há suspeita de bactérias resistentes às penicilinas simples. O ácido clavulânico protege a amoxicilina da degradação por beta-lactamases.
O que é isto?
O Augmentin é um antibiótico em comprimidos que combina amoxicilina e ácido clavulânico para tratar infeções bacterianas. É usado em adultos com infeções em que se suspeita de bactérias resistentes a penicilinas simples. O ácido clavulânico bloqueia enzimas bacterianas que inativariam a amoxicilina, alargando o espectro de ação.
Composição
Augmentin contém amoxicilina e ácido clavulânico, uma combinação de antibiótico beta-lactâmico com inibidor de beta-lactamase. A fórmula atua contra várias bactérias sensíveis que produzem enzimas capazes de reduzir o efeito da amoxicilina.
Como tomar?
Augmentin é prescrito para infeções bacterianas em que a combinação amoxicilina/ácido clavulânico faz sentido clínico, como:
- Trato respiratório superior: sinusite bacteriana, otite média aguda, amigdalite bacteriana (em situações selecionadas).
- Trato respiratório inferior: exacerbação bacteriana de bronquite crónica, pneumonia adquirida na comunidade (quando apropriado).
- Infeções urinárias: cistite e pielonefrite, conforme o padrão de resistência e resultados de urocultura.
- Pele e tecidos moles: celulite, feridas infetadas, mordeduras (humanas/animais) com risco de flora mista.
- Infeções dentárias: abcesso dentário e infeções odontogénicas com extensão a tecidos moles.
A escolha do antibiótico ideal depende da localização, gravidade, alergias, função renal e do que cresce (ou é provável crescer) nas culturas.
Na prática clínica, a dose e a duração variam com:
- gravidade da infeção (leve vs moderada vs grave),
- localização (p. ex., pele vs respiratória),
- função renal e hepática,
- risco de resistência.
Uma limitação real: nem todas as bactérias ficam cobertas; algumas produzem mecanismos de resistência que a associação não ultrapassa, e por isso pode ser preciso outro antibiótico orientado por antibiograma.
- Via de administração: oral.
- Como tomar: engolir o comprimido inteiro com água.
- Horários: mantenha intervalos regulares para evitar “vales” de antibiótico no sangue.
- Duração: complete o ciclo prescrito, mesmo com melhoria dos sintomas.
Três erros comuns são interromper cedo, “compensar” com dose dupla e tomar de forma irregular.
Doses esquecidas
Se se esquecer de uma toma, a regra prática é simples: tome quando se lembrar se não estiver perto da próxima toma. Se já estiver perto, salte a esquecida e retome o esquema normal. Doses duplicadas aumentam diarreia e náuseas e não “recuperam” o tempo perdido.
Como funciona?
- Via oral, comprimidos: tomar 1 comprimido na dose prescrita pelo médico, geralmente 500 mg/125 mg ou 875 mg/125 mg, 2 a 3 vezes por dia.
- Horário de toma: ingerir no início da refeição ou logo antes de comer, com água.
- Duração: seguir o esquema completo indicado, habitualmente 5 a 14 dias conforme o tipo e a gravidade da infeção.
- Ajuste da dose: a posologia pode variar em função da idade, função renal e tipo de infeção; não alterar a dose sem orientação médica.
Indicações
Augmentin é prescrito para infeções bacterianas em que a combinação amoxicilina/ácido clavulânico faz sentido clínico, como:
- Trato respiratório superior: sinusite bacteriana, otite média aguda, amigdalite bacteriana (em situações selecionadas).
- Trato respiratório inferior: exacerbação bacteriana de bronquite crónica, pneumonia adquirida na comunidade (quando apropriado).
- Infeções urinárias: cistite e pielonefrite, conforme o padrão de resistência e resultados de urocultura.
- Pele e tecidos moles: celulite, feridas infetadas, mordeduras (humanas/animais) com risco de flora mista.
- Infeções dentárias: abcesso dentário e infeções odontogénicas com extensão a tecidos moles.
A escolha do antibiótico ideal depende da localização, gravidade, alergias, função renal e do que cresce (ou é provável crescer) nas culturas.
Na prática clínica, a dose e a duração variam com:
- gravidade da infeção (leve vs moderada vs grave),
- localização (p. ex., pele vs respiratória),
- função renal e hepática,
- risco de resistência.
Uma limitação real: nem todas as bactérias ficam cobertas; algumas produzem mecanismos de resistência que a associação não ultrapassa, e por isso pode ser preciso outro antibiótico orientado por antibiograma.
Comparação
A ideia-chave é esta: quando o princípio ativo e a dosagem são iguais, o efeito esperado é semelhante, desde que a toma seja correta e a infeção seja sensível.
| Opção terapêutica | Substância ativa | Quando tende a ser preferida |
|---|---|---|
| Augmentin / genéricos de amoxicilina + ácido clavulânico | Amoxicilina + Ácido Clavulânico | suspeita de beta‑lactamase, infeções respiratórias/pele/dentárias selecionadas |
| Amoxicilina (sem clavulanato) | Amoxicilina | infeções sensíveis sem risco de beta‑lactamase, menor risco de diarreia |
| Macrólido (ex.: azitromicina) | Antibiótico não beta‑lactâmico | alternativa em alergia imediata a penicilina, conforme indicação e resistências |
Contraindicações
- alergia prévia à amoxicilina, ao ácido clavulânico ou a outras penicilinas;
- história de reação alérgica grave a antibióticos beta‑lactâmicos (inclui certas cefalosporinas, por reatividade cruzada em alguns casos);
- antecedentes de icterícia/lesão hepática associada a amoxicilina/ácido clavulânico;
- mononucleose (risco aumentado de exantema);
- insuficiência renal ou hepática relevantes sem avaliação médica, porque pode ser necessário ajustar esquema e vigilância laboratorial.
Não recomendado para
Augmentin não é para si se existir alergia a penicilinas ou a amoxicilina, se já teve reação alérgica grave a beta-lactâmicos, se teve problemas no fígado com este tipo de antibiótico, se tem mononucleose, ou se tem doença renal ou hepática importante sem avaliação médica. Nestes casos, é preciso confirmar se a opção é segura e se a dose tem de ser ajustada.
Efeitos secundários
Os efeitos secundários mais frequentes são gastrointestinais. Diarreia e náuseas aparecem por alteração da flora intestinal; por isso, tomar com comida costuma ajudar.
Efeitos mais comuns
- diarreia, fezes moles;
- náuseas, vómitos;
- dor abdominal, azia;
- candidíase (oral ou vaginal) em pessoas predispostas.
Efeitos que exigem avaliação urgente
- sinais de alergia imediata: urticária extensa, inchaço da face/lábios, pieira, falta de ar;
- diarreia intensa com febre ou sangue, que pode sugerir colite associada a antibiótico por Clostridioides difficile [3];
- icterícia (pele/olhos amarelos), urina escura, comichão generalizada, sugestivos de lesão hepática.
Uma micro‑dica real: rash tardio em contexto de mononucleose pode ser marcante com aminopenicilinas; por isso, quando há suspeita clínica de mononucleose, os médicos evitam esta classe.
Erros comuns
Interromper cedo é o mais frequente. Os sintomas melhoram antes de a carga bacteriana estar controlada, e isso favorece recidiva.
Misturar horários também acontece muito. Tomar “quando dá” cria picos e quebras que reduzem eficácia.
Partir o comprimido para facilitar pode causar problemas de tolerância. Pode irritar mais o estômago e deixa um sabor desagradável, o que leva a falhas de adesão.
Guardar doses “para a próxima vez” é um mau hábito. A infeção seguinte pode ser diferente e exigir outro antibiótico.
Opiniões médicas
Na consulta, médicos usam Augmentin quando querem cobertura para bactérias produtoras de beta‑lactamase e quando o local da infeção tende a ter flora mista. Em 2025, a WHO e a EMA continuam a enfatizar a antibioterapia dirigida e a redução do uso desnecessário para travar resistência antimicrobiana [2].
Na prática, um sinal de boa evolução é redução de febre e dor em 48–72 horas em muitas infeções sensíveis, mas ausência de melhoria não significa automaticamente “falhou”: pode ser vírus, foco não drenado (abcesso), dose inadequada para o caso, ou resistência. O médico também olha para efeitos adversos: diarreia persistente, rash, sinais de hepatite colestática.
Em suspeita de abcesso dentário ou ferida com pus, antibiótico sem drenagem pode aliviar pouco, porque o medicamento entra mal num foco fechado.
Perguntas frequentes
Sonolência não é um efeito típico da amoxicilina/ácido clavulânico. Quando acontece sensação de cansaço, muitas vezes vem da própria infeção, febre e noites mal dormidas, ou de desidratação por diarreia. Em 2025, a WHO refere a fadiga como sintoma comum em infeções agudas, e a melhoria costuma acompanhar o controlo do quadro infeccioso. A Infarmed também destaca a importância de avaliar sintomas associados e hidratação.
Não existe uma interação “tipo dissulfiram” com esta combinação, e o principal problema costuma ser o agravamento de náuseas, refluxo e diarreia. Se houver febre, vómitos ou desidratação, evitar álcool reduz riscos de mal‑estar e de adesão fraca ao esquema. Em 2025, a Infarmed enquadra o uso racional de antibióticos e a importância de evitar fatores que comprometam o tratamento [4]. A OMS também reforça a adesão terapêutica em infeções agudas.
Diarreia leve é comum; hidratação e tomar com comida ajudam. Se a diarreia for intensa, com sangue, febre, dor abdominal forte, ou se surgir após alguns dias de antibiótico, isso pode apontar para colite associada a C. difficile e precisa de avaliação rápida. Em 2025, a WHO e o Cochrane descrevem este risco como um alerta importante em antibióticos de largo espectro. A Infarmed recomenda vigilância clínica quando os sintomas se agravam.
A evidência não suporta uma redução direta do efeito por mecanismo farmacológico na maioria dos casos. O problema prático surge se houver vómitos ou diarreia significativa, porque a absorção do contracetivo pode falhar. Nessas situações, usar método de barreira adicional durante o episódio e por alguns dias dá margem de segurança. Em 2025, a EMA inclui recomendações sobre vómitos e diarreia em medicamentos orais quando a absorção pode ficar comprometida. A WHO também sublinha a importância da adesão e da absorção adequada.
Em alergia confirmada a penicilinas, Augmentin é normalmente evitado, porque contém amoxicilina. Reações podem ir de urticária a anafilaxia, e o risco não compensa. Existem alternativas não beta‑lactâmicas que o médico pode escolher conforme o foco e o antibiograma. Em 2025, a Infarmed e a EMA descrevem a alergia a penicilinas como contraindicação para amoxicilina/ácido clavulânico.
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Augmentin — Comparação com alternativas
Augmentin Atual Melhor preço
Cloranfenicol
Tobradex
Flagyl
Augmentin Mais bem avaliado
Avaliações e Experiências
Fontes
- European Medicines Agency (EMA) (2024). Summary of Product Characteristics (SmPC) — amoxicillin/clavulanic acid ↑
- Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (2025). Uso correto de antibióticos e resistência aos antimicrobianos (informação ao público) ↑
- U.S. Food and Drug Administration (FDA) (2025). Augmentin (amoxicillin/clavulanate potassium) Prescribing Information ↑