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Bimat

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Princípio ativo: Bimatoprosta
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Bimat é um colírio com bimatoprosta, um análogo de prostaglandina. É destinado a adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Atua aumentando a drenagem do humor aquoso para ajudar a reduzir a pressão intraocular.

O que é isto?

Bimat é um medicamento oftálmico com bimatoprosta, um análogo de prostaglandina indicado para baixar a pressão intraocular em situações como glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular [1]. Ao controlar a pressão, o objetivo clínico é reduzir o risco de dano progressivo do nervo ótico e perda de campo visual.

Também existe um uso estético do mesmo princípio ativo, por aumentar a fase de crescimento do pelo (pestanas), com maior comprimento, espessura e pigmentação em algumas pessoas. Este benefício pode ser interessante, mas vem com trade-offs (ver “Efeitos secundários” e “Erros comuns”).

Se usa o colírio para a pressão ocular, o truque é consistência: escolha uma hora fixa à noite e associe a um hábito diário (por exemplo, depois de lavar os dentes), para reduzir esquecimentos.

Composição

Bimat contém bimatoprosta como substância ativa, na concentração 0,01% (m/v), na forma de gotas oftálmicas. A bimatoprosta atua em recetores relacionados com as prostaglandinas, modulando vias de escoamento do humor aquoso.

Alguns conteúdos online sobre “Bimat” usam termos como pH, densidade, “sequestrantes da cal” e “incrustações calcárias em bocais, resistências e condutas”. Esses termos pertencem a produtos de limpeza industrial e não descrevem o perfil farmacêutico de um colírio. No contexto de um medicamento oftálmico, os parâmetros que importam são tolerabilidade ocular, posologia e segurança clínica.

Como tomar?

A posologia habitual é 1 gota no(s) olho(s) afetado(s) uma vez por dia, de preferência à noite. Mais do que uma aplicação diária não acelera o efeito e pode aumentar irritação e vermelhidão.

Passos práticos (técnica que costuma reduzir ardor e desperdício):

  • Lave as mãos e retire as lentes de contacto antes da instilação.
  • Incline a cabeça para trás e puxe suavemente a pálpebra inferior, formando uma “bolsa”.
  • Instile 1 gota sem tocar com a ponta do frasco no olho, pestanas ou pálpebra.
  • Feche o olho e faça oclusão do canal lacrimal: pressione com um dedo o canto interno do olho por 60–90 segundos. Isto reduz a drenagem para o nariz e diminui absorção sistémica.
  • Se usa outro medicamento oftálmico, respeite um intervalo de 15 minutos entre instilações.
A “oclusão do canal lacrimal” parece detalhe de consulta, mas na vida real reduz gosto amargo na garganta e pode diminuir efeitos indesejáveis fora do olho.

Como funciona?

  • Dose (mg/ml): bimatoprosta 0,3 mg/ml.
  • Via de administração: oftálmica (instilar no(s) olho(s)).
  • Frequência: 1 vez por dia.
  • Hora do dia: preferencialmente à noite.
  • Com/sem alimentos: não aplicável.
  • Duração: uso contínuo enquanto prescrito; a reavaliação deve ser feita pelo médico com base na pressão intraocular.
  • Como aplicar: instilar 1 gota no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s); evitar tocar com a ponta no olho/pálpebras. Se usar outros colírios, aguardar 5–10 minutos entre aplicações.

Indicações

Bimat é um medicamento oftálmico com bimatoprosta, um análogo de prostaglandina indicado para baixar a pressão intraocular em situações como glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular [1]. Ao controlar a pressão, o objetivo clínico é reduzir o risco de dano progressivo do nervo ótico e perda de campo visual.

Também existe um uso estético do mesmo princípio ativo, por aumentar a fase de crescimento do pelo (pestanas), com maior comprimento, espessura e pigmentação em algumas pessoas. Este benefício pode ser interessante, mas vem com trade-offs (ver “Efeitos secundários” e “Erros comuns”).

Comparação

Bimat pertence ao grupo dos análogos de prostaglandina. Em controlo da pressão intraocular, as alternativas farmacológicas mais comuns são outras classes, escolhidas conforme resposta, tolerância e comorbilidades.

Opção (classe) Como atua Quando é mais usada
Análogo de prostaglandina (ex.: bimatoprosta) Aumenta a drenagem do humor aquoso Primeira linha em muitos doentes, posologia diária
Betabloqueador tópico (ex.: timolol) Reduz a produção de humor aquoso Em combinação ou quando prostaglandinas não são toleradas
Inibidor da anidrase carbónica tópico (ex.: dorzolamida) Reduz a produção de humor aquoso Adjuvante; útil em esquemas combinados

Ponto prático: prostaglandinas tendem a dar mais vermelhidão e alterações estéticas perioculares; betabloqueadores tópicos exigem cautela em asma/bradicardia; inibidores da anidrase carbónica podem arder mais no momento da instilação. A escolha final costuma ser individualizada por oftalmologia e baseada na pressão-alvo e na evolução do nervo ótico [3].

Contraindicações

  • Hipersensibilidade/alergia à bimatoprosta ou a componentes da formulação
  • Gravidez ou intenção de engravidar (por prudência e necessidade de avaliação médica individual)
  • Doença hepática grave
  • Doença renal grave

Cautelas/precauções clínicas (requerem discussão e coordenação médica):

  • Uso concomitante de mais do que um colírio para glaucoma (risco de duplicação de classe e irritação cumulativa)
  • História de inflamação intraocular (uveíte)
  • Edema macular
  • Cirurgia ocular recente

Não recomendado para

Este colírio pode não ser adequado se já teve reação alérgica a colírios com bimatoprosta ou se notar sinais de alergia após a aplicação.

Evite usar por conta própria se está grávida, pretende engravidar, ou tem doença grave do fígado ou dos rins; nestes casos é importante avaliação médica.

Fale com o oftalmologista antes de usar se teve uveíte, edema macular, ou cirurgia ocular recente, e se já usa outros colírios para glaucoma, para reduzir risco de irritação cumulativa e de agravamento de situações suscetíveis.

Efeitos secundários

Bimat é um colírio de bimatoprosta (análogo de prostaglandina) e os efeitos adversos mais frequentes são locais, sobretudo no início do tratamento: ardor ou sensação de picada, irritação, prurido, olho seco e hiperemia (vermelhidão).

Efeitos com impacto cosmético que podem persistir:

  • Escurecimento da íris (mais provável em íris mistas), potencialmente permanente.
  • Escurecimento da pele periocular e alteração do sulco palpebral (olho com aspeto mais encovado em alguns utilizadores).
  • Crescimento, espessamento e escurecimento das pestanas; pode ocorrer crescimento de pelos em áreas de contacto repetido.

Procure avaliação clínica urgente se surgir dor ocular intensa, diminuição marcada da visão, fotofobia importante, secreção purulenta ou sinais de inflamação ocular significativa.

Erros comuns

Erros pequenos mudam o resultado.

Os mais comuns que vejo em aconselhamento farmacêutico:

  • Aplicar mais do que 1 vez por dia “para funcionar melhor”. Pode aumentar hiperemia (vermelhidão) e desconforto, sem ganho proporcional na pressão.
  • Encostar a ponta do frasco ao olho. Isto contamina o frasco e pode levar a conjuntivite.
  • Não retirar lentes de contacto antes da aplicação. O colírio pode interagir com o material da lente e aumentar irritação.
  • Misturar colírios sem intervalo. Um colírio pode “lavar” o outro; o intervalo de 15 minutos ajuda a manter a dose efetiva.
  • Deixar escorrer para a pele no uso para pestanas. O contacto repetido fora da margem palpebral aumenta risco de escurecimento local e crescimento de pelos indesejados na zona de contacto.
Se acontecer de sair mais do que uma gota, não “compense” com outra; limpe o excesso e continue no dia seguinte na hora habitual.

Opiniões médicas

Na prática clínica, médicos de oftalmologia escolhem análogos de prostaglandina como primeira linha por combinarem eficácia na redução da pressão com posologia simples (uma vez ao dia). O que se observa com frequência é adesão irregular: o doente sente o olho “normal”, salta dias, e a pressão volta a oscilar sem sintomas óbvios.

Outro ponto que médicos costumam sublinhar é a diferença entre “olho vermelho” por irritação do colírio e sinais de complicação (dor intensa, visão muito turva, fotofobia marcada). Uma vermelhidão ligeira no início pode acontecer, mas dor forte não é para ignorar. A vigilância é ainda mais relevante em pessoas com história de uveíte, cirurgia ocular recente ou córnea sensível.

A parte estética também entra na conversa: crescimento de pestanas pode ocorrer, mas o médico tende a alertar que pigmentação da íris e alterações da pele periocular podem ser difíceis de reverter. A decisão deve equilibrar resultado estético com tolerabilidade e risco individual.

Perguntas frequentes

Bimat contém bimatoprosta, que baixa a pressão intraocular ao aumentar a drenagem do humor aquoso pelas vias uveoscleral e, em parte, trabecular. O efeito começa geralmente nas primeiras horas após a instilação, com redução mensurável ao longo dos primeiros dias. O efeito máximo tende a observar-se após cerca de 1 a 2 semanas de uso diário. Não deve ser aplicado se existir hipersensibilidade à bimatoprosta; se houver dor intensa, perda de visão ou inflamação marcada, é necessária avaliação médica.

Pode. A bimatoprosta pode aumentar a pigmentação da íris, com maior probabilidade em íris mistas (castanho-esverdeadas, castanho-azuladas). Em 2023, a EMA descreveu essa alteração no SmPC da bimatoprosta oftálmica. A alteração pode ser permanente mesmo após parar, por ser um aumento de melanina no estroma. Esta reação está descrita em documentos regulatórios revistos na Europa para bimatoprosta [5].

Se se esquecer de uma aplicação de Bimat, aplique a gota na próxima hora habitual e mantenha o esquema de 1 vez por dia. Não aplique uma dose a dobrar para compensar, porque isso pode aumentar a irritação sem melhorar a redução da pressão intraocular. A bimatoprosta atua de forma cumulativa com o uso diário, pelo que a regularidade do esquema é importante para manter a pressão controlada. Se os esquecimentos forem frequentes ou se notar piora dos sintomas visuais, deve contactar o médico para reavaliação.

Sim, pode usar lentes de contacto, mas deve removê-las antes de aplicar Bimat. Após a instilação, aguarde pelo menos 15 minutos antes de voltar a colocar as lentes para reduzir o risco de irritação e de absorção de componentes do colírio pela lente. A bimatoprosta mantém o seu efeito de redução da pressão intraocular com este intervalo. Se sentir desconforto persistente com lentes após iniciar o tratamento, peça orientação ao seu médico ou farmacêutico.

Uma sensação ligeira e breve de ardor ou picada após aplicar Bimat é relativamente comum, sobretudo no início do tratamento com bimatoprosta. Este efeito costuma ser transitório e pode diminuir com o tempo, desde que não haja outros sinais de irritação importante. Se o ardor for intenso, durar vários minutos, ou vier acompanhado de dor, fotofobia, secreção ou visão turva marcada, deve suspender a aplicação e procurar avaliação médica. A presença de vermelhidão acentuada ou inflamação também justifica reavaliação.

O efeito em pestanas é real em algumas pessoas, por prolongar a fase de crescimento do pelo. Em 2023, a EMA registou esse efeito como reação conhecida da bimatoprosta. Mesmo assim, as mudanças estéticas relevantes incluem escurecimento da pele periocular, assimetria entre olhos se a aplicação não for simétrica, e risco de pigmentação da íris em indivíduos suscetíveis. Para uso estético, a aplicação precisa ser muito controlada para evitar contacto repetido com pele fora da margem palpebral. A EMA descreve estas alterações como reações possíveis associadas ao uso de bimatoprosta.

Vista frontal Vista frontal
Vista lateral Vista lateral
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Avaliações e Experiências

M
Marta, 42
Porto
10 semanas
Verificada
Usei à noite como indicado e a pressão no controlo seguinte desceu. Nos primeiros dias senti ardor e olho vermelho, mas ao fim de duas semanas ficou mais tolerável. A dica de pressionar o canto do olho ajudou-me a não ficar com gosto estranho.
18/03/2026
R
Rui, 58
Braga
3 meses
Verificada
Fiz glaucoma de ângulo aberto e foi o primeiro colírio que me receitaram. Funcionou, mas eu estraguei um frasco por encostar a ponta ao olho e fiquei com conjuntivite. Depois passei a ter mais cuidado e não voltei a ter problemas.
07/11/2025
I
Inês, 33
Lisboa
12 semanas
Verificada
Queria mais pestanas e vi diferença a partir do segundo mês, principalmente no comprimento. O contra foi a zona da pálpebra ficar ligeiramente mais escura onde escorria. Comecei a limpar o excesso logo após aplicar e melhorou.
22/01/2026
C
Carlos, 67
Coimbra
6 semanas
Verificada
Reduziu a pressão, mas os meus olhos ficaram muito vermelhos e com comichão quase todos os dias. Aguentei um mês e meio e o oftalmologista trocou a medicação. Para mim não deu.
30/09/2025

Fontes

  1. EMA (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — bimatoprost (ophthalmic).
  2. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2025). Notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos (Farmacovigilância) — informação ao cidadão.
  3. European Glaucoma Society (2025). Terminology and Guidelines for Glaucoma (EGS Guidelines).
  4. EMA (2023). Bimatoprost ophthalmic solution — Product information / SmPC: adverse reactions and pigmentation changes.
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