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Trusopt
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Trusopt

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Princípio ativo: Dorzolamida
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Trusopt é um colírio oftálmico em solução com dorzolamida. É indicado para pessoas com glaucoma ou hipertensão ocular. Ajuda a reduzir a pressão intraocular ao diminuir a produção de humor aquoso no olho.

O que é isto?

Trusopt é um medicamento oftálmico na forma de colírio, solução (também descrito como TRUSOPT colírio, sol.). A apresentação mais comum é a solução a 20 mg/mL em frasco de 5 mL (muitas vezes descrita como “20 mg/mL-5 mL x 1 sol col” ou “TRUSOPT COLIRIO 2% 5 ML”).
É um tratamento de uso local no olho, pensado para atuar onde é preciso, com menor exposição sistémica do que um comprimido.

Composição

O princípio ativo do Trusopt é a dorzolamida (inibidor da anidrase carbónica). Ao bloquear a anidrase carbónica no corpo ciliar, reduz a formação de bicarbonato e, por arrasto, diminui a secreção de fluidos. Resultado: menos humor aquoso produzido e menor pressão intraocular.

Em prática clínica, a dorzolamida pode ser usada isoladamente ou em associação, quando um único fármaco não chega para atingir a pressão-alvo. É por isso que existem esquemas com timolol + dorzolamida (associação fixa em outros medicamentos) e também combinações terapêuticas em que se junta um beta-bloqueador ocular ao Trusopt, em frascos separados.
Há ainda alternativas na mesma “família” farmacológica, como a brinzolamida, e opções de combinação como brinzolamida + timolol, usadas quando se procura um controlo adicional da pressão com um regime simples.

Depois de instilar a gota, feche o olho e pressione suavemente o canto interno (junto ao nariz) por 1–2 minutos. Esta manobra reduz a drenagem para o canal lacrimal e pode diminuir efeitos sistémicos.

Como tomar?

O Trusopt é comercializado como colírio, solução 20 mg/mL em frascos conta-gotas (bottles). Na prática, existem apresentações com diferentes volumes e número de frascos por embalagem. As mais referidas para este medicamento são:

  • 1 frasco conta-gotas de 5 mL de colírio, solução 20 mg/mL (a mais comum).
  • 1 frasco de 10 mL de colírio, solução 20 mg/mL.
  • 3 frascos conta-gotas de 5 mL de colírio, solução 20 mg/mL.

Em Portugal, o esquema posológico é definido pelo médico conforme o alvo de pressão e o restante tratamento do glaucoma. Um regime típico de dorzolamida isolada é várias vezes ao dia, e em associação pode ser ajustado para reduzir a carga de instilações.

O olho seco pode agravar-se.

Se usa mais do que um colírio, separe as aplicações por 5–10 minutos para evitar “lavar” o primeiro medicamento. Se houver gel ou pomada ocular, deixe-os para o fim.

Como funciona?

  • Via de administração: oftálmica (colírio).
  • Concentração: dorzolamida 20 mg/ml.
  • Dose habitual: instilar 1 gota no(s) olho(s) afetado(s).
  • Frequência: 3 vezes por dia (aprox. manhã, tarde e noite).
  • Intervalo entre doses: manter cerca de 8 horas entre aplicações.
  • Duração: uso contínuo conforme prescrição médica; não interromper sem orientação.
  • Quando em associação com outro colírio: aplicar 1 gota 2 vezes por dia (aprox. manhã e noite) conforme prescrição.

Indicações

O Trusopt pertence ao grupo dos medicamentos usados no tratamento do glaucoma e integra a classe dos oftálmicos. É prescrito para reduzir pressão intraocular elevada, um fator de risco central para lesão do nervo ótico e perda progressiva de campo visual.

Usa-se em situações como:

  • Glaucoma de ângulo aberto (a indicação mais frequente na prática).
  • Hipertensão ocular (pressão elevada sem sinais claros de dano, mas com necessidade de controlo).
  • Glaucoma pseudo-esfoliativo, em que há depósito de material pseudo-esfoliativo e a pressão pode tornar-se mais difícil de controlar.

O objetivo é baixar a pressão de forma sustentada, porque no glaucoma o dano é lento, cumulativo e muitas vezes sem sintomas no início. [1]

Comparação

Quando se fala em SIMILARES DO TRUSOPT, é útil separar o que é similar por química e o que é similar por efeito clínico.

  • SIMILARES QUÍMICOS DO TRUSOPT: outros colírios com dorzolamida (genéricos) tendem a ter o mesmo objetivo terapêutico e regras de utilização semelhantes, mudando excipientes e frasco.
  • SIMILARES TERAPÊUTICOS DO TRUSOPT: colírios para glaucoma com mecanismos diferentes, como beta-bloqueadores (ex.: timolol), análogos das prostaglandinas (ex.: latanoprost), agonistas alfa-2 (ex.: brimonidina) ou outros inibidores da anidrase carbónica tópicos (ex.: brinzolamida).

Na decisão clínica, médicos ponderam três pontos: pressão-alvo, tolerabilidade da superfície ocular (ardor, hiperemia, secura) e adesão ao regime (quantas instilações por dia a pessoa consegue manter). Um regime “perfeito” no papel falha se o doente não o conseguir cumprir durante meses.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade à dorzolamida (ou a excipientes do colírio).
  • Doença renal grave (a dorzolamida e metabolitos são eliminados por via renal; aumenta o risco de acumulação e alterações do equilíbrio ácido–base).
  • História de acidose metabólica não explicada, ou condições em que o equilíbrio ácido–base é frágil.

Não recomendado para

Pode não ser adequado para si se já teve alergia a este colírio ou a dorzolamida. Evite usar sem avaliação médica se tem problemas renais graves ou se já teve episódios de acidose metabólica, porque pode haver risco de acumulação e alterações do equilíbrio ácido–base.

Procure aconselhamento se está grávida ou a amamentar, ou se usa vários colírios para glaucoma e tem ardor, vermelhidão ou secura significativos. Se também usa timolol no seu esquema e tem asma, DPOC, bradicardia ou outros problemas respiratórios/cardiacos, a monitorização deve ser mais cuidadosa.

Sinais de alerta que justificam contacto médico rápido incluem edema palpebral, comichão intensa, dor ocular forte ou queda acentuada da visão. [5]

Erros comuns

Os erros abaixo aparecem vezes sem conta e explicam muitos “não resultou”:

  • Aplicar duas ou três gotas seguidas para “compensar”. O olho não retém esse volume, e a maior parte perde-se.
  • Encostar a ponta do frasco ao olho ou às pestanas. Além de irritar, aumenta risco de contaminação do aplicador.
  • Usar colírios diferentes sem intervalo, o que dilui a dose do primeiro.
  • Parar quando a visão parece estável. No glaucoma, estabilidade é sinal de controlo, não de cura.
  • Guardar o frasco em local quente e húmido (por exemplo, casa de banho), o que acelera degradação e irritação ocular em pessoas sensíveis.

Um detalhe pouco falado: alguns doentes sentem sabor amargo na garganta minutos depois. Acontece por drenagem lacrimal; a oclusão do ponto lacrimal reduz isso.

Opiniões médicas

Na prática clínica, oftalmologistas usam a dorzolamida como opção sólida quando precisam de reduzir pressão sem mexer na pupila e quando existe preocupação com beta-bloqueadores em doentes com asma, DPOC ou bradicardia. Também é comum ser escolhida como “segunda peça” quando um análogo das prostaglandinas já está em curso, mas a pressão ainda está acima do alvo.

Um padrão repetido em consulta é este: o doente acha que a gota “entra”, mas na verdade cai na bochecha, porque não foi criada a bolsa palpebral. O resultado é uma pressão que não desce e a falsa ideia de falha terapêutica.
Outra observação frequente: pessoas com olho seco prévio descrevem mais ardor e sensação de areia nas primeiras semanas; nesses casos, ajustar a rotina de colírios e espaçar instilações ajuda a manter adesão. [4]

Se tem tremor nas mãos, apoie a mão do frasco na testa ou na ponte do nariz para ganhar estabilidade. É uma técnica simples que reduz desperdício e irritação por múltiplas tentativas.

Perguntas frequentes

Sim, é uma combinação frequente em glaucoma quando um colírio isolado não atinge a pressão-alvo. O ponto crítico é organizar horários e intervalos para evitar diluição entre gotas, e monitorizar tolerabilidade (ardor, secura, vermelhidão). A OMS reforça a importância de adesão e técnica correta em terapêuticas crónicas para doenças oculares, porque a falha é muitas vezes comportamental, não farmacológica.

Quando a falha é detetada pouco tempo depois, a orientação clínica mais comum é aplicar assim que se lembrar e retomar os horários habituais. Se estiver perto da próxima toma, tende a fazer sentido saltar a dose esquecida e continuar o esquema, para evitar instilações muito juntas que só aumentam irritação. Em orientações de boas práticas em terapêutica ocular, reforça-se a consistência do regime e a redução de “doses em duplicado” como forma de melhorar tolerabilidade.

Alguns doentes ficam com visão turba transitória durante alguns minutos, sobretudo no início do tratamento ou quando há lágrima reflexa. O mais prudente é esperar até a visão ficar nítida antes de conduzir ou operar máquinas, porque o risco é funcional, não “químico”. A EMA descreve efeitos locais como ardor e visão turba transitória como possíveis com colírios para glaucoma.

Pode acontecer, e é uma das queixas mais comuns com colírios. Muitas vezes melhora após a primeira ou segunda semana, mas em quem já tem olho seco pode persistir e exigir ajustes (intervalos, rotina, lágrimas artificiais em separado). Se houver dor intensa, edema palpebral ou vermelhidão marcada, o padrão pode sugerir intolerância significativa e requer reavaliação.

Sim, pode ser usado quando o objetivo é reduzir pressão intraocular elevada em contextos como o glaucoma pseudo-esfoliativo. A resposta pode variar e muitas vezes exige combinação de classes para alcançar a pressão-alvo. O acompanhamento costuma ser mais próximo porque este subtipo pode ter oscilações maiores de pressão.

Vista frontal Vista frontal
Vista lateral Vista lateral
Vista traseira Vista traseira

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Avaliações e Experiências

H
Helena, 62
Porto
7 semanas
Verificada
Usei o Trusopt como segundo colírio. Nos primeiros dias ardia e deixava a visão enevoada por uns minutos, mas ao fim de duas semanas estabilizou e a pressão baixou na consulta seguinte.
14/11/2024
R
Rui, 55
Braga
3 meses
Verificada
O efeito na pressão foi bom, mas eu estava a pôr gotas a mais porque achava que uma não chegava. Quando aprendi a fazer a pressão no canto do olho, parei de sentir o gosto amargo na garganta.
03/02/2025
S
Sofia, 48
Lisboa
4 semanas
Verificada
Fiquei com sensação de olho seco e picadas ao fim do dia. Mantive porque o médico queria ver resposta, mas tive de espaçar melhor os colírios e usar lágrimas artificiais em horários separados.
22/01/2025
M
Manuel, 71
Coimbra
2 meses
Verificada
O meu problema foi a rotina. Três vezes por dia falhava, e a pressão andava aos altos e baixos. Com alarmes no telemóvel e deixando o frasco sempre no mesmo sítio, consegui cumprir.
08/03/2025

Sources

  1. EMA (European Medicines Agency) (2026). Dorzolamide: European public assessment and product information overview.
  2. EMA (European Medicines Agency) (2026). Glaucoma medicines: overview of topical carbonic anhydrase inhibitors and beta‑blockers.
  3. WHO (2026). Package of Eye Care Interventions: guidance on chronic eye disease management and adherence.
  4. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2026). Medicamentos oftálmicos: boas práticas de utilização e segurança na administração de colírios.
  5. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2026). Dorzolamida: informação regulamentar e perfil de segurança em uso oftálmico.