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Combigan

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Combigan é um colírio com brimonidina e timolol. É indicado para pessoas com glaucoma ou hipertensão ocular com pressão intraocular elevada. Ajuda a baixar a pressão ao reduzir a produção de humor aquoso e melhorar o seu escoamento.

O que é isto?

Combigan é um medicamento em colírio (gotas oftálmicas) indicado para baixar a pressão ocular alta (pressão intraocular), um objetivo central no tratamento do glaucoma e também na hipertensão ocular. Na prática, o médico tende a considerar esta combinação quando a monoterapia não controlou a pressão-alvo, ou quando é preciso simplificar o esquema para melhorar a adesão.

É um frasco conta-gotas de 5 ml, pensado para aplicação no(s) olho(s) afetado(s), com ação local. Mesmo sendo um colírio, parte do medicamento pode passar para a circulação geral, o que explica algumas precauções e interações.

Dica prática: depois de colocar a gota, pressione suavemente o canto interno do olho (junto ao nariz) durante 1 minuto. Esta “oclusão nasolacrimal” reduz a passagem do colírio para o organismo e baixa o risco de efeitos sistémicos.

Composição

Combigan contém duas substâncias ativas: tartarato de brimonidina e maleato de timolol. A formulação corresponde a uma solução 0,2%/0,5%, usada em gotas.

Além das substâncias ativas, a formulação inclui excipientes com função tecnológica e de estabilidade, como cloreto de benzalcónio (conservante), fosfato monossódico mono-hidratado, fosfato de sódio dibásico hepta-hidratado e água purificada. [2]

Como tomar?

O esquema mais comum é 1 gota no olho afetado duas vezes por dia, com cerca de 12 horas de intervalo, seguindo o plano definido pelo seu médico. A técnica conta mais do que parece, porque uma gota bem aplicada costuma ser suficiente.

  1. Lave e seque bem as mãos.
  2. Incline a cabeça para trás e puxe a pálpebra inferior para formar uma “bolsa”.
  3. Instile 1 gota sem encostar a ponta do frasco ao olho, pálpebras ou pestanas.
  4. Feche o olho e faça oclusão nasolacrimal durante 1 minuto.
  5. Se usar outros colírios, aguarde alguns minutos entre produtos para evitar diluição.

Se for necessário tratar os dois olhos, repita no outro olho. Se a gota falhar e cair na bochecha, não compense com várias gotas seguidas; isso só aumenta a absorção sistémica.

Dica prática: guardar o frasco sempre bem fechado e evitar que a ponta toque em qualquer superfície reduz muito o risco de contaminação do colírio e de conjuntivites “misteriosas”.

Se se esquecer de uma aplicação, faça a dose assim que se lembrar. Se estiver perto da próxima, salte a dose esquecida e retome o horário habitual. Não duplique gotas para compensar.

Sobredosagem por instilação excessiva pode provocar efeitos sistémicos, como tonturas, sonolência, pulso lento ou descida da tensão arterial. Se alguém, sobretudo uma criança, ingerir o conteúdo do frasco, isso é uma urgência médica, porque os beta-bloqueadores podem causar depressão respiratória e efeitos cardíacos.

Como funciona?

  • Forma e via: solução oftálmica Combigan (2 mg/mL de brimonidina + 5 mg/mL de timolol), uso tópico ocular.
  • Dose habitual (adultos): 1 gota no(s) olho(s) afetado(s) 2 vezes por dia.
  • Frequência e horários: de 12 em 12 horas (por exemplo, manhã e noite).
  • Com ou sem alimentos: não aplicável (não é via oral).
  • Duração do tratamento: uso contínuo/diário, conforme prescrição; não interromper sem orientação médica.
  • Se usar outros colírios: aplicar com intervalo de 5 a 10 minutos entre produtos.
  • Se esquecer uma dose: aplicar assim que se lembrar; se estiver perto da próxima, não duplicar e retomar o esquema habitual.
  • Modo de aplicação: lavar as mãos, instilar a gota sem tocar com a ponta do frasco no olho/pálpebra e fechar bem o frasco após o uso.

Indicações

Combigan é um colírio que combina tartarato de brimonidina e maleato de timolol para reduzir a pressão intraocular elevada em pessoas com glaucoma. É usado quando um único agente não chega para controlar a pressão ocular.

Comparação

Existem similares terapêuticos do Combigan e também opções com objetivo idêntico: reduzir pressão intraocular no glaucoma. A escolha depende do perfil do doente, de comorbilidades (respiratórias e cardíacas contam muito) e do alvo de pressão.

Abaixo fica uma comparação por categorias (sem focar marcas), usando exemplos clínicos frequentes:

Opção terapêutica Componentes Ideia principal
Combinação alfa-2 + beta-bloqueador brimonidina + timolol Reduz produção e favorece escoamento
Análogo de prostaglandina + beta-bloqueador Latanoprost + Timolol / Tafluprost + Timolol Aumenta drenagem uveoscleral + reduz produção
Inibidor da anidrase carbónica + beta-bloqueador Timolol + Dorzolamida Diminui produção de humor aquoso por duas vias

Outras alternativas dentro da classe de beta-bloqueadores incluem betaxolol (ex.: BETOPTIC), que é mais seletivo para recetores beta-1 e pode ser uma opção em doentes em que o risco respiratório preocupa, embora não elimine totalmente esse risco.

Contraindicações

  • Idade inferior a 2 anos.
  • Asma brônquica ou história de broncospasmo grave.
  • DPOC grave com componente broncospástico.
  • Bradicardia sinusal.
  • Bloqueio aurículo-ventricular de 2.º/3.º grau (sem pacemaker).
  • Insuficiência cardíaca não controlada.
  • Hipersensibilidade à brimonidina, timolol ou a qualquer componente da fórmula.

Não recomendado para

Evite usar este colírio se tiver problemas respiratórios como asma ou DPOC com pieira, porque o timolol pode agravar falta de ar. Também é preciso cuidado se já tem pulso baixo, bloqueios cardíacos, insuficiência cardíaca, ou se toma beta-bloqueadores por via oral, pois os efeitos podem somar e baixar demasiado o pulso e a tensão.

Se usa lentes de contacto, retire-as antes de aplicar e aguarde antes de recolocar, porque o conservante pode irritar o olho.

Em crianças, sobretudo com menos de 2 anos, não deve ser usado; entre 2–17 anos, não é usualmente utilizado devido ao perfil de segurança e risco de sonolência marcada.

Efeitos secundários

Os efeitos indesejáveis podem ser locais (no olho) e gerais (por absorção sistémica). Os mais relatados no dia a dia incluem ardor ou picadas ao instilar, vermelhidão ocular, sensação de olho seco, prurido, e visão turva temporária logo após a aplicação. Sonolência também pode ocorrer, mais associada à brimonidina, e tende a ser mais relevante em pessoas que conduzem ou operam máquinas. [4]

Efeitos que merecem atenção acrescida incluem sinais de alergia ocular (pálpebras inchadas, comichão intensa, lacrimejo persistente), agravamento de falta de ar ou pieira (associável ao timolol), desmaio, pulso muito lento, ou sensação de aperto no peito. Estes não são os mais comuns, mas são os que mudam a conversa terapêutica.

Três pormenores que fazem diferença na tolerabilidade:

  • Se a gota “transborda” para a pele, pode irritar a zona das pálpebras; limpe com uma compressa limpa e seca.
  • A visão turva imediata é frequente; planeie a aplicação com margem antes de conduzir.
  • Se usa vários colírios, uma pausa entre frascos evita “lavar” o primeiro colírio antes de ele atuar.
Dica prática: se notar boca seca ou sonolência, faça sempre oclusão nasolacrimal e evite pingar mais do que uma gota. A maioria do excesso escorre e só aumenta absorção sistémica.

Erros comuns

Muita gente faz tudo certo “em teoria” e, ainda assim, a pressão não desce. Os erros abaixo são os que mais vejo associados a falhas de controlo.

  • Aplicar duas ou três gotas seguidas “para garantir”: o olho não absorve esse volume e o excesso escoa para o canal lacrimal.
  • Saltar a pausa entre colírios: o segundo frasco pode remover o primeiro antes de ele atuar.
  • Não fazer oclusão nasolacrimal: aumenta efeitos sistémicos como sonolência e pulso lento.
  • Instilar com as lentes de contacto colocadas: aumenta irritação e desconforto.
  • Encostar a ponta do frasco ao olho: contaminação e inflamação recorrente.

Uma rotina ajuda. Um alarme no telemóvel durante as primeiras semanas costuma ser suficiente para automatizar o horário.

Opiniões médicas

Em consulta de oftalmologia, o controlo do glaucoma é conduzido por metas de pressão e por evolução do nervo ótico e do campo visual. Quando a pressão não desce o suficiente, é frequente o médico optar por uma combinação como Combigan em vez de adicionar vários frascos separados, porque menos passos diários tendem a dar melhor adesão.

Outro padrão visto em prática clínica é a troca por combinações quando o doente tem dificuldade com o horário, tremor nas mãos, ou quando falha doses ao longo do dia. A contrapartida é que a presença de um beta-bloqueador (timolol) obriga a perguntar ativamente por asma, DPOC e certos problemas cardíacos, mesmo tratando-se de um colírio.

Uma nuance clínica útil: em pessoas mais sensíveis, a brimonidina pode dar sonolência nas primeiras semanas, e o timolol pode baixar a frequência cardíaca. Isto pesa na decisão quando o doente já toma anti-hipertensores ou tem bradicardia.

Perguntas frequentes

Sim. O objetivo terapêutico é reduzir a pressão intraocular elevada, que é um fator de risco modificável na progressão do glaucoma e também pode existir como hipertensão ocular sem dano visível inicial. A decisão de usar uma combinação em vez de um único fármaco costuma ocorrer quando a pressão-alvo não foi atingida com monoterapia. Referência regulatória na União Europeia está descrita na documentação de avaliação e utilização clínica aprovada pela EMA.

Significa que o colírio contém duas substâncias ativas em concentrações fixas: brimonidina e timolol. Esta padronização facilita o regime terapêutico e reduz a probabilidade de erros de dose ao alternar frascos diferentes. A equivalência de concentrações e a composição qualitativa fazem parte da informação técnica do medicamento publicada por autoridades reguladoras nacionais como o Infarmed.

O efeito na pressão intraocular pode começar nas primeiras horas após a aplicação e estabilizar com o uso regular nos dias seguintes. O que interessa na prática é a medição repetida em consultas, porque a pressão varia ao longo do dia e de pessoa para pessoa. Para seguimento, oftalmologistas avaliam pressão, nervo ótico e campo visual, alinhado com orientações clínicas europeias. A EGS (European Glaucoma Society) descreve estes princípios nas suas recomendações.

É comum combinar colírios no glaucoma, mas é preciso separar as aplicações por alguns minutos para evitar diluição. Se houver pomada oftálmica, ela costuma ficar para o fim, porque cria uma película que impede a absorção de gotas aplicadas depois. O médico também avalia interações farmacológicas, já que timolol é um beta-bloqueador e pode somar com outros fármacos cardiovasculares. A OMS reforça a importância da reconciliação terapêutica e vigilância de interações em terapêuticas crónicas.

Pode. Sonolência está mais ligada à brimonidina e pode ser mais marcada no início, em pessoas sensíveis ou quando não se faz oclusão nasolacrimal. Visão turva pode ocorrer logo após a instilação por efeito do líquido e da película lacrimal, e costuma ser transitória. A lista e caracterização destas reações adversas consta no resumo das características do medicamento revisto por autoridades como a EMA.

Pessoas com asma, DPOC com broncospasmo, bradicardia, bloqueios cardíacos ou insuficiência cardíaca não controlada precisam de avaliação rigorosa, porque beta-bloqueadores podem agravar estas condições mesmo em forma de colírio. Quem já toma beta-bloqueadores por via oral deve ser avaliado para evitar efeitos cumulativos no pulso e na tensão arterial. Esta precaução está alinhada com informação de segurança publicada por reguladores como o Infarmed.

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Combigan — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

T
Teresa, 67
Porto
6 semanas
Verificada
Passei para Combigan porque com um só colírio a pressão não baixava. Ao fim de uns dias a pressão já estava mais controlada, mas nas primeiras aplicações senti ardor e o olho ficou vermelho uns 20 minutos.
14/02/2025
R
Rui, 58
Lisboa
3 meses
Verificada
O que me ajudou foi fazer mesmo a pressão no canto do olho depois da gota. Antes disso ficava meio ensonado a meio da manhã e achei que era da idade. Depois melhorou bastante.
03/11/2024
M
Madalena, 72
Braga
1 mês
Verificada
Uso lentes e no início irritava-me muito. Comecei a tirar as lentes com antecedência e a esperar antes de voltar a pôr e a sensação de areia diminuiu.
22/01/2025
J
João, 61
Setúbal
2 semanas
Verificada
A pressão baixou, mas fiquei com a visão turva logo a seguir à aplicação. Tive de ajustar o horário para não conduzir imediatamente, porque me deixava inseguro.
18/03/2025

Fontes

  1. European Medicines Agency (EMA) (2023). Summary of Product Characteristics (SmPC) — Combigan (brimonidine tartrate/timolol).
  2. Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (2024). InfoMed: Informação pública do medicamento (brimonidina + timolol) — composição, forma farmacêutica e segurança.
  3. European Medicines Agency (EMA) (2023). European public assessment report (EPAR) — Combigan (brimonidine/timolol) eye drops.
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