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Zyprexa
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Zyprexa

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Princípio ativo: Olanzapina
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Zyprexa é um antipsicótico atípico com olanzapina como substância ativa. É usado em adultos com esquizofrenia e transtorno bipolar. Atua no sistema nervoso central ao modular vias de dopamina e serotonina para reduzir sintomas psicóticos e estabilizar o humor.

O que é isto?

Zyprexa é um medicamento do grupo dos antipsicóticos atípicos, indicado em contexto de psicoses e distúrbios de humor, com destaque para esquizofrenia e transtorno bipolar. Na prática clínica, é escolhido quando o objetivo é controlar sintomas como alucinações, ideias delirantes, desorganização do pensamento, irritabilidade marcada e agitação. Também é usado para episódios de mania aguda ou episódios mistos no transtorno bipolar e, em alguns doentes, para reduzir a recorrência de novos episódios ao longo do tempo.

Psicose é um termo médico para descrever situações em que a pessoa perde contacto com a realidade, podendo ter delírios (crenças falsas muito firmes) e alucinações (ver, ouvir ou sentir coisas que não estão presentes). Transtorno bipolar é uma doença do humor com fases de mania/hipomania (energia e impulsividade elevadas, menos necessidade de sono, aceleração do pensamento) e, em muitas pessoas, fases depressivas.

Uma melhoria pode surgir cedo. Noutras pessoas, demora semanas.

Se a indicação for controlo de mania, um sinal de resposta inicial que muitos médicos acompanham é o sono: quando o sono volta a ficar mais regular, a aceleração mental costuma abrandar a seguir.

Composição

Substância ativa: olanzapina. Excipientes variam consoante a dosagem e o fabricante, podendo incluir agentes de compressão e desagregação (p. ex., lactose, amido/celulose microcristalina, povidona), lubrificantes (p. ex., estearato de magnésio) e revestimento do comprimido quando aplicável.

Como tomar?

A toma é por via oral, em comprimidos, e a dose é definida pelo médico segundo o diagnóstico, a fase da doença (aguda vs manutenção), a idade e a tolerância aos efeitos. Em adultos com esquizofrenia, a dose inicial usada com frequência em protocolos clínicos é 10 mg uma vez por dia, com ajustes posteriores se necessário. [2] No transtorno bipolar, a dose pode variar bastante entre fase aguda e manutenção.

Regras práticas que evitam problemas comuns:

  • Tome sempre no mesmo horário, para manter níveis estáveis.
  • Evite interromper de forma súbita, porque podem surgir insónia, ansiedade, agitação e retorno rápido de sintomas.
  • Se se esquecer de uma toma, a regra usada em muitos esquemas é: tomar quando se lembrar no próprio dia; se estiver perto da próxima toma, não duplicar. (O seu médico pode adaptar esta regra ao seu plano.)
  • Se este Zyprexa for do tipo que se desfaz na boca, mãos secas ajudam a não o danificar antes da toma.

Três frases que ouço muitas vezes em farmácia e que fazem diferença:
Não duplique a dose.
Não faça “pausas de fim de semana”.
Não mude o horário todos os dias.

Se conduzir, faça um “teste” em dia calmo nas primeiras tomas: a sonolência pode ser forte e a pessoa só percebe depois de pegar no volante.

Como funciona?

  • Via: oral (comprimidos)
  • Dose inicial habitual (adultos): 5–10 mg 1 vez/dia
  • Ajuste de dose: aumentar ou reduzir em passos de 2,5–5 mg, conforme resposta e tolerância
  • Intervalo de dose habitual: 5–20 mg/dia
  • Horário: preferencialmente à noite; tomar à mesma hora todos os dias
  • Com alimentos: pode ser tomado com ou sem alimentos
  • Duração: tratamento contínuo conforme prescrição; reavaliação periódica, sobretudo nas primeiras 2–4 semanas
  • Esquecimento de dose: tomar assim que lembrar no mesmo dia; se estiver perto da próxima toma, não duplicar a dose

Indicações

É usado em adultos com esquizofrenia e transtorno bipolar, incluindo episódios de mania, para reduzir sintomas psicóticos e estabilizar o humor. [1]

Zyprexa é um medicamento do grupo dos antipsicóticos atípicos, indicado em contexto de psicoses e distúrbios de humor, com destaque para esquizofrenia e transtorno bipolar. Na prática clínica, é escolhido quando o objetivo é controlar sintomas como alucinações, ideias delirantes, desorganização do pensamento, irritabilidade marcada e agitação. Também é usado para episódios de mania aguda ou episódios mistos no transtorno bipolar e, em alguns doentes, para reduzir a recorrência de novos episódios ao longo do tempo.

Comparação

Em terapêutica psiquiátrica, a escolha do antipsicótico depende do perfil de sintomas, do histórico de resposta, do risco metabólico, do padrão de sono, do risco de efeitos extrapiramidais e da adesão. Quando se procura forte efeito antipsicótico com tendência a acalmar e melhorar o sono, olanzapina é uma opção muito usada. Quando o foco é reduzir risco de ganho de peso, o médico pode preferir outros antipsicóticos atípicos.

No mesmo “universo terapêutico”, existem alternativas por mecanismo dentro da classe (ex.: antagonismo dopaminérgico/serotoninérgico com perfis diferentes). A decisão é individual e clínica, e costuma incluir uma discussão franca sobre trade-offs: controlo de sintomas vs peso/metabolismo vs sonolência.

Comparação rápida por mecanismo e perfil

Opção Classe Comentário clínico
Olanzapina (Zyprexa) Antipsicótico atípico Boa ação em psicose e mania; maior risco de ganho de peso e alterações metabólicas.
Risperidona Antipsicótico atípico Pode ter mais efeitos extrapiramidais e aumento de prolactina; útil em várias apresentações.
Quetiapina Antipsicótico atípico Muito sedativa em alguns doentes; usada em bipolaridade, com perfil metabólico variável.

Contraindicações

  • Hipersensibilidade/alergia conhecida à olanzapina.

Não recomendado para

Este medicamento pode não ser adequado se:

  • já teve reação alérgica à olanzapina;
  • tem diabetes, pré-diabetes ou tendência para aumento rápido de peso;
  • tem colesterol/triglicéridos elevados ou histórico de alterações metabólicas com antipsicóticos;
  • tem doença do fígado;
  • é idoso/a e tem risco de sedação, hipotensão ou quedas;
  • está grávida ou a amamentar, porque a decisão deve ser ponderada caso a caso.

Se tiver uma rotina de sono muito irregular, a sedação pode afetar o dia inteiro e pode ser necessário ajustar horário e dose com o médico.

Efeitos secundários

Os efeitos secundários mais vistos com olanzapina incluem sonolência/sedação, aumento do apetite e ganho de peso, tonturas e boca seca. Em alguns doentes, surgem alterações metabólicas como aumento da glicemia, dislipidemia e maior risco de síndrome metabólica, o que muda o seguimento clínico (peso, perímetro abdominal, glicemia e lípidos). Alterações do movimento (tremor, rigidez, inquietação motora) podem aparecer, embora em geral com menor frequência do que com antipsicóticos “típicos”.

Reações que merecem atenção rápida:

  • Sinais de alergia (urticária, inchaço de face/língua, falta de ar).
  • Febre alta com rigidez e confusão (quadro raro compatível com síndrome neuroléptica maligna).
  • Sonolência extrema, quedas, confusão marcada.
  • Sintomas de hiperglicemia (sede intensa, urinar muito, fadiga acentuada).

Um detalhe de vida real: o aumento de apetite pode ser mais forte à noite, e há doentes que só se apercebem quando o peso já subiu alguns quilos. Não é falta de força de vontade; é farmacologia.

Se o apetite disparar, muitos doentes controlam melhor quando planeiam um lanche proteico simples à noite (ex.: iogurte natural ou queijo fresco), em vez de “petiscos” ricos em açúcar.

Erros comuns

Interromper de repente é o erro campeão. A pessoa sente-se bem e decide parar, e em poucos dias pode voltar a insónia e a aceleração mental, o que abre porta a recaída.

Misturas perigosas também acontecem. Álcool ao fim do dia pode amplificar sedação e descoordenação, e muita gente só percebe depois de uma queda em casa.

Outro erro é ignorar ganho de peso no início, porque “são só dois quilos”. Quando chega aos dez, mudar hábitos fica mais duro.

Uma estratégia simples é registar peso 1 vez por semana e cintura 1 vez por mês. Se a curva subir rápido, a equipa clínica pode ajustar cedo, antes de virar um problema grande.

Opiniões médicas

Em consulta, os médicos tendem a valorizar três objetivos: cessar sintomas psicóticos, estabilizar o ciclo sono–vigília e prevenir recaídas. Zyprexa aparece muitas vezes quando a agitação é intensa, quando há insónia persistente na fase maníaca ou quando outros antipsicóticos falharam por falta de efeito.

Na vida real, a conversa também inclui metabolismo. Muitos psiquiatras pedem vigilância de peso e glicemia desde cedo, porque o risco não é teórico e pode aparecer nos primeiros meses. Outro ponto que vejo repetido na prática: a adesão melhora quando o esquema é simples (dose única diária) e quando a família entende que “parar porque estou melhor” pode precipitar nova crise.

Perguntas frequentes

Alguns efeitos, como sedação e redução de agitação, podem surgir nos primeiros dias, enquanto a melhoria de sintomas psicóticos e estabilização do humor costuma precisar de mais tempo. A EMA descreve Zyprexa como tratamento de esquizofrenia e episódios maníacos, com resposta que varia entre pessoas e exige seguimento regular. O padrão mais visto é uma melhoria progressiva ao longo de 2 a 6 semanas, com ajustes de dose conforme tolerância. Referência: EMA e prática clínica em terapêutica antipsicótica.

O álcool pode somar sedação e comprometer coordenação, atenção e tempo de reação, o que aumenta risco de quedas e acidentes. Também pode piorar sintomas de humor em pessoas com transtorno bipolar, mesmo quando o antipsicótico está a funcionar bem. A recomendação prática é evitar, e se houver consumo, que seja discutido com a equipa que acompanha o tratamento, porque a tolerância individual varia. Em 2025, a Infarmed manteve a orientação de prudência com álcool em psicofármacos. Referência: Infarmed e orientação clínica para uso de psicofármacos.

Pode interferir, sobretudo no início, após aumentos de dose, ou quando é combinado com outros depressores do SNC. Sonolência, visão turva transitória e lentificação psicomotora são queixas reais e podem aparecer sem aviso. Uma abordagem sensata é avaliar o efeito em casa antes de conduzir longas distâncias ou operar máquinas, e reavaliar sempre que houver alteração do esquema terapêutico. Em 2023, a EMA destacou sonolência e lentificação psicomotora como riscos relevantes. Referência: EMA.

Uma toma esquecida isolada raramente causa problema grave, mas pode desestabilizar pessoas mais sensíveis, com insónia e irritabilidade no dia seguinte. A regra usada em muitos esquemas é não duplicar a dose para compensar, porque isso aumenta sedação e efeitos adversos. Se os esquecimentos forem frequentes, o médico pode simplificar o esquema ou ajustar o horário para melhorar adesão. Em 2024, o Infarmed reforçou a importância de não duplicar doses esquecidas. Referência: orientação clínica e Infarmed.

Pode. O fumo do tabaco induz enzimas como CYP1A2, o que pode reduzir níveis de olanzapina e tornar a dose menos ativa em alguns fumadores. Quando a pessoa deixa de fumar, o efeito pode intensificar, com mais sonolência ou tonturas, exigindo reavaliação do plano. A mudança não é imediata; acontece ao longo de dias a semanas. Referência: farmacologia clínica e EMA.

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Zyprexa — Comparação com alternativas

Avaliações e Experiências

R
Rui, 34
Porto
8 semanas
Verificada
Nos primeiros 10 dias fiquei muito sonolento de manhã e tive boca seca. A parte boa foi que a agitação baixou e voltei a dormir 7 horas seguidas. Ao fim de um mês, senti-me mais ‘no controlo’ e sem ideias estranhas.
14/11/2025
C
Carla, 41
Lisboa
3 meses
Verificada
Ajudou mesmo na fase de mania, sobretudo no sono. O lado chato foi o apetite à noite; ganhei peso e tive de mudar a alimentação. Quando alinhei a toma mais perto da hora de deitar, fiquei menos lenta durante o dia.
05/02/2026
M
Miguel, 29
Braga
4 semanas
Verificada
Controlou as vozes, mas eu senti-me ‘amortecido’ emocionalmente e com muito cansaço. O médico ajustou a dose e melhorou, mas as primeiras semanas foram pesadas. Não é um comprimido neutro.
22/09/2025
H
Helena, 52
Coimbra
6 meses
Verificada
Estabilizou-me e não tive recaídas. Fiz análises e a glicemia subiu um pouco, então comecei a caminhar todos os dias e a cortar refrigerantes. Foi um trabalho conjunto, não só o medicamento.
18/03/2026

Fontes

  1. Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) (2024). Infomed — Página pública do medicamento: olanzapina (informação regulamentar).
  2. EMA (European Medicines Agency) (2023). Olanzapine — Summary of Product Characteristics (SmPC).
  3. EMA (European Medicines Agency) (2023). Olanzapine — Assessment of pharmacokinetics and metabolism (SmPC, secções de farmacologia clínica).
  4. EMA (European Medicines Agency) (2023). Olanzapine — Interactions (SmPC, secção 4.5).
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